#PérolasdoLuiz – o que acontece quando morremos

Estrelas. Em foto de Kyle Gregory Devaras, no Unsplash.
Estrelas. Em foto de Kyle Gregory Devaras, no Unsplash.
Estrelas. Em foto de Kyle Gregory Devaras, no Unsplash.

 

Como contei aqui no blog, tivemos uma triste morte na família nos últimos dias. O avô paterno do Luiz descansou, depois de seis anos lutando contra o câncer.

O pequeno chorou por várias horas depois que recebeu a notícia. Foi a primeira vez que sofreu com a morte de alguém próximo e querido. Seu primeiro luto. Eu tinha quase a mesma idade que ele quando também perdi meu primeiro ente querido, meu padrinho Homero, aos 6 anos.

No dia seguinte à morte do avô, Luiz, com seus 5 anos e meio, solta a seguinte pérola:

“Na verdade, o vovô Zezé não morreu, mamãe. Ele ficou muito muito muito brilhante e, lá do céu, junto com os anjinhos e o Papai do Céu e os planetas, a gente vê ele parecendo com uma estrela. Ele não morreu, só ficou brilhante.”

É isso. Ele não morreu, só ficou brilhante.

Todo dia aprendo uma coisa nova com esta criança linda que é o Luiz!

 

 

P.S. Não sei se fiz o certo, o recomendável, o ideal. Mas, quando o vovô Zezé morreu, eu contei ao Luiz o que tinha acontecido, sem nenhum subterfúgio. Pensei: ele vai chorar, vai sofrer, mas isso vai acontecer inevitavelmente, seja hoje ou daqui a alguns dias. Então achei melhor falar de uma vez, arrancar o bandaid. É possível que os psicólogos desaprovem o que eu fiz, ou tenham táticas melhores. Infelizmente, a maternidade veio sem manual de instruções…


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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

2 comments

  1. Cris, quando seu padrinho morreu, você tinha seis anos e também pensou que ele havia virado estrela. Alguém lhe disse isso. Não tenho certeza, mas acho que foi sua mãe psicóloga ou sua avó professora. Na verdade, ele pilotava um daqueles velhos aviões da FAB (era major aviador) que sofreu pane logo ao decolar de uma base militar do Rio de Janeiro e se chocou com o Morro Cara de Cão (se bem me lembro), no Rio. Ficou tão despedaçado, que a Aeronáutica nem permitiu que o caixão fosse aberto para o velório em Lagoa da Prata, em 1991. Para uma criança, a ideia de virar estrela é um consolo, acho. Mas isso também passa…

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