- Texto escrito por José de Souza Castro
Ante os ataques de Donald Trump às exportações brasileiras para os Estados Unidos, é um alento o artigo de Xico Graziano publicado no Poder360 nesta terça-feira (25).
Ele revela que as vendas externas de nossa fruticultura cresceram 20,6% no primeiro semestre, comparadas com igual período de 2025. O valor somou 708 milhões de dólares, e a previsão é de US$ 1,5 bilhão até o fim de 2026.
Esse site e o autor não podem ser considerados lulistas. O engenheiro agrônomo Francisco Graziano Neto nasceu há 73 anos em Araras (SP). Já foi deputado federal pelo PSDB, presidente do Incra, secretário do Meio Ambiente e da Agricultura de São Paulo, entre outros títulos. Nenhuma ligação com o PT. Aliás, deixou o PSDB em 2018 para apoiar a eleição de Jair Bolsonaro.
Dito isso, não se pode ler o artigo como uma propaganda a favor de Lula. Vamos, pois, em frente.

Ele diz que a safra 2025/26 de maçãs é a maior da história. Produzidas por pequenos e médios agricultores nas serras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, essa cultura emprega 45 mil pessoas na colheita e garante 150 mil empregos na cadeia produtiva, contra 110 mil nas montadoras de automóveis no Brasil.
Os maiores compradores da maçã brasileira são a Índia, a Arábia Saudita e a Rússia. Mas a fruta brasileira mais exportada desde o ano passado foram as mangas. No primeiro semestre de 2026, as exportações de manga renderam US$ 142,9 milhões.
“Novas variedades e sistemas tecnológicos de produção, em perímetros irrigados como os do Vale do São Francisco, levaram a manga brasileira a conquistar o mundo”, afirma Xico Graziano.
Escreveu que “do semiárido nordestino saíram 91,6% das mangas, via navegação marítima, ao mercado europeu. A preferência é pela variedade Palmer, enquanto o mercado americano prefere a Tommy”. Acrescenta que Japão e outros países começaram também a importar mangas brasileiras.
Na Chapada do Apodi, entre Rio Grande do Norte e Ceará, encontra-se o grande polo produtivo de melões e melancias. Há no Brasil 100 mil hectares com melancias, calcula Graziano. Diz que elas são a quinta fruta mais exportada pelo Brasil.
Além disso, o Brasil é o quinto maior exportador de limão do mundo. Os primeiros são México, Turquia, África do Sul e Egito. Cerca de 70% do limão brasileiro exportado “vem do noroeste paulista, tendo Catanduva como centro regional”, regozija-se Graziano.
Com tantos destinos diferentes dos Estados Unidos para nossos produtos exportados, façamos desses limões uma boa limonada.
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