‘Um Limite Entre Nós’: 139 minutos de sermões arrastados

Não assista: UM LIMITE ENTRE NÓS (Fences)
Nota 2

fences

Este foi o segundo filme do Oscar 2017 que penei para assistir até o fim. Foram intermináveis 2 horas e 19 minutos de diálogos ruins e que mais pareciam sermões, cenas inteiras se passando num mesmo quintal, se arrastando por dez, quinze minutos, monólogos entediantes e, pra piorar, um protagonista completamente irritante, que não consegue provocar nenhuma fagulha de empatia na gente. Um cara agressivo, machista, bronco, que trata mal a mulher e os filhos. Um autêntico babaca.

Assim é “Fences“.

Pra começo de conversa, você pode cronometrar: NADA vai acontecer nos primeiros 55 minutos de filme. Só conversa mole. Depois, finalmente, a narrativa ganha alguns ingredientes, mas os péssimos diálogos prosseguem até o fim.

E eu vou te dizer: fiquei decepcionada. Eu achava que adoraria a história de Fences, porque é uma história com personagens negros, nos Estados Unidos dos anos 1950. Imaginava que seria um filme inspirador e poderoso, como tantos do gênero – como o excepcional “Estrelas Além do tempo“, que também está neste Oscar, ou o maravilhoso “Histórias Cruzadas“, que rendeu indicação ao Oscar 2012 para a mesma Viola Davis que atua neste filme.

 

Dito tudo isso, eu pergunto a vocês, depois de muito quebrar a cabeça perguntando a mim mesma: COMO esse filme pode estar concorrendo ao Oscar de melhor roteiro e de melhor filme do ano? Como?!

Um mistério. Só não dou nota zero atendendo ao mesmo critério que usei com o tão ruim quanto “Jackie”: Denzel Washington e Viola Davis, ambos indicados ao Oscar (aí sim, merecidamente), são ótimos atores. Só por causa deles não dormi no meio daquele blablabá. Vai um ponto para cada um.

Não consigo pensar em nada mais para dizer sobre essas cercas. Só que, se você curte um sermão bem longo, ainda por cima cheio de jargões do basebol, é possível que tire alguma reflexão profunda e incrível deste filme. Do contrário, melhor ligar na “Sessão da Tarde” e ver a reprise de “Free Willy”.

Assista ao trailer legendado:

Observação:

Com este “Fences”, cumpro meu desafio de assistir aos 15 filmes mais importantes do Oscar 2017 a tempo da cerimônia, que acontece neste domingo. Dentre esses concorrentes, achei quatro excepcionais (nota 10, de “La La Land”, “Lion”, “Manchester à Beira-Mar” e “Estrelas Além do Tempo”), um excelente (nota 9 de “Moonlight”), dois ótimos (nota 8 de “Capitão Fantástico” e “Animais Fantásticos”), três muito bons (nota 7 de “Sully”, “A Chegada” e “Até o Último Homem”), três razoáveis (nota 6 de “A Qualquer Custo”, “Passageiros” e “Florence”) e dois péssimos (“Jackie” e este “Um Limite entre nós”). Ou seja, foi uma safra boa de filmes, no geral. CLIQUE AQUI para ler todas as resenhas e ver todos os trailers desses 15 filmes. Neste domingo, como já é tradição, colocarei aqui no blog minhas apostas do “bolão do Oscar” e, na segunda-feira, o resultado do meu jogo de adivinhação 😉

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