‘Animais Fantásticos’: eu não teria cérebro para imaginar tanta coisa incrível!

Para ver no cinema: ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beasts and Where to Find Them)
Nota 8

animais

Começo avisando: li todos os livros da saga de “Harry Potter” e adorei cada um deles. Mas não li “Animais Fantásticos e Onde Habitam“. Então, sou a pessoa que assistiu a este filme, baseado na obra de J. K. Rowling, sem ter lido o livro, mas sem ser totalmente alheia ao universo dos bruxos e trouxas criado pela escritora britânica.

Só pra avisar.

Continuando: o filme é muito divertido! Foi gostoso voltar a habitar aquele universo de mágica que conhecemos tão bem em Hogwarts, mas agora com um olhar mais adulto. Os efeitos especiais são ótimos, os animais fantásticos são intrigantes.

Em dado momento, o melhor personagem do filme, “Kowalski” (Dan Fogler), diz, embasbacado pelo cenário de fantasia que estava ao seu redor: Continuar lendo

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As melhores fantasias do Carnaval de BH em 2016

Eu falei que daria um jeito de ir a algum bloquinho deste animado Carnaval de Belo Horizonte, não falei? Pois bem, hoje estive, com Luiz e meu marido, no Bom Bloquiu, que se concentrou a partir das 10h na praça da Bandeira. E lá já consegui fotografar algumas fantasias muito criativas do Carnaval deste ano.

Seguindo mais uma tradição deste blog, posto abaixo a galeria de fotos que fiz e convoco os leitores a me enviarem suas próprias fotos com fantasias legais 😉 Basta mandar as imagens para o email do blog, e eu acrescento aqui 😀 Não se esqueça de dizer em que bloquinho a foto foi tirada!

Clique em qualquer foto da galeria para ver todas em tamanho real:

Você também se fantasiou para o Carnaval de BH? Ou fotografou outras pessoas fantasiadas? Mande as fotos para o email do blog e eu acrescento à galeria 😀

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As melhores fantasias do Carnaval de BH

Eu falei que só voltaria na quarta-feira de Cinzas, mas acabei não resistindo 😉

É que ontem fui ver o desfile da Escola de Samba de Rua (ou bloquinho, né) Unidos do Samba Queixinho e foi muito legal, a bateria ensaiadinha e cheia de coreografias. Está sendo bom ver o Carnaval de BH tão cheio, bonito e, ao mesmo tempo, tranquilo, sem confusão, sem brigas, sem arrastões e outras encrencas do tipo.

Veja o vídeo que fizemos do Queixinho:

E também me chamou a atenção como o pessoal está levando a sério e se fantasiando pra valer. Há alguns anos era raro ver adultos fantasiados no Carnaval de BH. Fantasia era coisa de criança. Mas, de uns tempos pra cá, o pessoal começou a se produzir mais, a alugar e até criar fantasias, improvisando.

Por isso, ontem saí fotografando todas as fantasias mais legais que eu vi, da Praça da Liberdade até a Cláudio Manoel. Algumas fotos não ficaram muito boas, porque eu estava só com a câmera do celular e o pessoal se mexendo muito, caminhando etc. Mas acho que já dão uma ideia do que vi por ali. [Atualização em 17/2: também já recebi contribuição de leitores, inclusive de outros bloquinhos! E acrescentei fotos que fiz no Bloco do Peixoto, nesta terça-feira]

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Você também se fantasiou para o Carnaval de BH? Ou fotografou outras pessoas fantasiadas? Mande as fotos para o email do blog e eu acrescento à galeria 😀

Leia também:

Pais e mães de crianças pequenas: não destruam a mágica do Natal!

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal (dez/2010)

Já falei aqui sobre o que acho do Natal. Não é só a data que mais dá lucros para o comércio ou uma data importante para o Cristianismo. É também um estado de espírito, um amontoado de memórias boas de famílias unidas, celebração, reencontro, solidariedade, doação etc.

Desenvolvo a ideia melhor NESTE post.

Para mim, até a cor do Natal é diferente. Vivemos num mundo meio acinzentado ao longo de mais de 11 meses no ano e, lá no finzinho, ele ganha tons alegres e avermelhados, as pessoas ganham mais sorrisos, são mais cordiais, o trânsito desengarrafa um pouco, toda a cidade ganha luzes e enfeites e fica mais bonita.

Isso, pra mim, é mágico. A ponto de às vezes eu sentir esse estado de espírito em datas totalmente diferentes: acordar em pleno abril achando que o dia está “com cara de Natal”.

E Papai Noel, o “mito”, é parte importante desse estado de espírito. Tanto é que, até hoje, com 28 anos de idade, gosto de cultivar a ideia de que existem dezenas de Nicolaus pelo mundo, dispostos a distribuir presentes para fazer a alegria fácil das crianças. Tem gente que faz isso até com vaquinha na internet — e dá certo 🙂 Por isso, parte importante do preparo do meu estado de espírito é ler o maravilhoso “Milagre na Rua 34”, do Valentine Dabies, com suas parcas 117 páginas (dá pra ler em duas horas, no máximo), e me encantar com a história do Papai Noel real.

Se até para os adultos acreditar nele é saudável, imagina para as crianças. Elas têm o direito de acreditar em fantasias e desenvolver bastante a imaginação. É a época da vida para isso e só fará o bem para elas no futuro.

Meus pais também pensavam assim e sempre incentivaram que eu acreditasse em Papai Noel. Minha mãe escrevia cartas, fingindo ser ele, e os dois escondiam os presentes no maleiro e só colocavam na árvore na madrugada de 24 para 25 de dezembro, seguindo todo o ritual (que meus irmãos mais velhos ajudavam a preservar, sem estragos). A mágica só foi desfeita por minha própria culpa: reconheci a letra da minha mãe na última das cartinhas e perguntei a ela, que já não teve como negar depois de um tempo. Mas meus pais fizeram a mágica durar pelo máximo que puderam e só fico feliz e agradecida por isso.

Escrevo com bastante antecedência, porque ainda está em tempo e tenho que ser mais rápida que os shoppings e comerciais: pais de crianças pequenas, meus queridos, não façam a bobagem de destruir essa linda fantasia de seus filhos. E saibam que, ao fazer isso, vocês vão contribuir pra destruir também a de todos os coleguinhas dos seus filhos, porque criança adora passar adiante esse tipo de informação.

VEJAM SÓ o que aconteceu com minha sobrinha 😦

Pra que falar a uma criança de 5 anos que o Papai Noel não existe?! O que se ganha com isso?? Só sei listar o que se perde…

(Mas fiquem à vontade para me contestar aí nos comentários)

O show

Texto de José de Souza Castro:

O teatro estava quase lotado. Era grande. Parecia um cinema de antigamente. Eu estava sentado quase no meio da platéia. Na frente da minha fileira havia uma passagem. Duas fileiras mais adiante, um homem se levantou. Estatura mediana, uns trinta anos de idade. Tinha um microfone sem fio na mão.

Achei que ia começar a cantar.

Mas outro homem de barba preta levantou-se, duas fileiras à frente, e começou a fazer barulho com um enorme bumbo. O homem do microfone ficou irritado. Logo se impacientou. Pisando sem se desculpar nos pés dos espectadores, saiu da fileira de cadeiras e se dirigiu ao homem da barba preta, quase correndo. Diante do importuno, ameaçou-o com socos, como se fosse boxeador.

O homem parou de tocar e se sentou. O outro se apressou para voltar à sua poltrona. Enquanto caminhava, vi que pelas costas não passava de um gordinho de braços finos. E um tanto confuso. Em vez de entrar na sua fileira, entrou uma antes. Quando percebeu o engano, pulou com agilidade imprevista sobre o ombro de duas pessoas.

Ele vai cantar agora, pensei, quando o gordinho finalmente chegou ao seu lugar e não se sentou. Porém, os dois que estavam de cada lado do homem do microfone se levantaram. E os cinco, em fila indiana, saíram pela direita, atropelando os que continuavam sentados, deram a volta por trás e voltaram ao mesmo lugar, pelo outro lado, desajeitadamente. Enquanto caminhavam, faziam ruídos que pareciam o coaxar de sapos. Quando se sentaram, começou um novo barulho, ali perto, mais à direita.

Era um homem batendo ritmadamente na barriga de uma imensa imitação de sapo, como se fosse um tambor. E então foram surgindo enormes sapos, do tamanho de um homem, e correram ameaçadores para aquele que, sem piedade, tirava uma espécie de música da barriga do sapo. Fez-se silêncio, até que se ouvisse um grito: “Filho da puta!”

Voltei-me em busca da fonte do grito: era um homem grandalhão, sentado três fileiras atrás da minha. O xingamento pareceu ter ofendido um dos homens sentados ao lado daquele do microfone. Ele se levantou e, pulando as fileiras, se acercou do grandalhão. E sentou-se tranquilamente, na cadeira ao lado.

Agora as risadas se tornaram mais altas. Sem dúvida, tudo aquilo fazia parte do show.

E o show ia começar de verdade. O homem do microfone se dirigiu apressado para o palco, seguido pelos que estavam ao seu lado. Havia lá um piano, quase encostado à parede. Ele foi se sentar na banqueta, mas ela caiu e ele desabou no chão. Tentou de novo. Mais um tombo sonoro. E risadas da platéia. Encostou-se então na parede, puxou a banqueta e sentou finalmente, com os pés apoiados no piano. E começou a produzir música com os pés calçados. Uma música maravilhosa!

Vi então que a música não saía apenas por obra dos pés do homem do microfone. De cada lado, havia dois outros pianistas que completavam os acordes, com as mãos ágeis. O som foi aumentando, aumentando, e se transformou numa insistente buzina. Tocada na rua por um mal-educado, às três da madrugada, cinco andares abaixo.