#Playlist: Como seria meu programa Feito em Casa

A Rádio Inconfidência tem um programa chamado Feito em Casa, em que convida personalidades de diversas áreas para fazerem um programa personalizado, cada qual contando quais músicas mais marcaram sua vida. Vai ao ar na 100,9 FM às segundas, às 22h, ou aos sábados, às 11h, quando costumo ouvir com mais frequência.

Toda vez que escuto esse programa, não consigo deixar de pensar em como eu teria feito a seleção de músicas se eu estivesse no lugar do convidado da vez. Às vezes o convidado coloca uma música tão ruim, mas tão ruim, que penso: pô, você tem direito a escolher as 12 melhores músicas DA SUA VIDA e é esta que você coloca, meu chapa?!

De todas as milhares de músicas brasileiras maravilhosas que existem no universo, é difícil pacas escolher apenas 12, três para cada um dos quatro blocos do programa. Resolvi montar esta playlist de hoje com algumas opções que eu teria feito neste programa. Eis as escolhas, com suas respectivas justificativas: Continuar lendo

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Trilha Sonora – Pra ir entrando no clima da Virada Cultural!

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Ontem eu selecionei minhas apresentações favoritas da Virada Cultural 2015 de Belo Horizonte, que acontece neste fim de semana, 12 e 13 de setembro. Criei um cardápio pessoal e compartilhei com todos aqui.

Vocês devem ter reparado que, embora a Virada também conte com várias peças de teatro, oficinas, eventos de gastronomia, exibição de filmes e outras coisas culturais, o que mais me interessou, como sempre, foi a música.

Meu gosto é eclético, então pode agradar a muitos leitores com gostos diferentes: tem blues, jazz, rock, samba, MPB e até uma viola caipira.

De todas as minhas seleções, a única que não se trata apenas de música é a apresentação dos BeHoppers, que são, antes de mais nada, dançarinos — mas guiados por um jazz alegre da melhor qualidade.

Assim, como hoje é sexta, véspera da Virada — e de um fim de semana sem plantão, eba! –, já está na hora de entrarmos no clima. Para isso, separei abaixo algumas faixas, de cada um dos grupos que recomendei ontem, para a gente ir ouvindo e chegarmos bem afiados na hora do show ao vivo 😉 Também é bom pra ajudar os indecisos a se decidirem…

Bom proveito!

Toninho Horta cantando “Manoel, O Audaz”, que compôs com Fernando Brant:

Audergang tocando “Blues for the blues”:

Trechinho do projeto Inéditas, de tributo a Billie Holiday:

Simoninha e Max de Castro, em “Nem Vem que Não Tem”e “Mamãe Passou Açúcar em Mim”:

Frederico Heliodoro toca “Vida Nova Outra Vez”:

Chico Lobo tocando “Caipira”, de sua autoria:

Velha Guarda do Samba de BH:

Banda Take Five tocando Summertime:

Cobra Coral cantando Gatas Extraordinárias:

BeHoppers dançando When You’re Smiling:

Graveola e o Lixo Polifônico toca “Insensatez”:

Otto e Baby do Brasil tocando “Todo Dia Era Dia de Índio” (na Virada Cultural de SP que aconteceu em junho deste ano):

Shello & LoBo Blues Band tocando “My Babe’s Gone” no Uaiktoberfest 2014:

CLIQUE AQUI para acessar a programação completa e montar seu próprio cardápio 😀 E CLIQUE AQUI para baixar o PDF com a programação completa, para acessar mais fácil no seu celular na hora do evento (ou imprimir, se achar melhor).

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Tim Maia: ame e odeie

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Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia. Eis um livro que amei e odiei, na mesma medida em que amei e odiei seu protagonista quanto mais fui conhecendo ele melhor.

“Que ficcionista seria capaz de criar um personagem como Tim Maia? E quem acreditaria?”, pergunta Nelson Motta, o biógrafo, logo no comecinho do livro. Realmente, o cara é extremamente improvável. E tenho a impressão de que o autor, que era seu amigão do peito, deve ter pegado leve, para não queimar ainda mais o personagem.

Vários adjetivos passaram pela minha cabeça enquanto eu lia o livro: que Tim Maia era mimado, sacana, egoísta, cafajeste, desrespeitoso, arrogante, viciado, irresponsável, carente, invejoso, debochado, folgado, ciumento. Tudo em excesso. O excesso do excesso.

Ele era tão destrutivo que era capaz de pisar na bola até quando recebia uma oportunidade de mão beijada, daquelas que caem do céu no momento em que mais se precisa. E de ferrar com alguém de tal forma que acabava se ferrando mais, no fim das contas. Não foi à toa que, por mais que ele lutasse, trabalhasse muito, fosse extremamente ativo e um gênio em sua área, por mais que ele tenha agregado trocentos amigos ao seu redor e tenha conquistado milhões de dinheiros, ele tenha terminado a vida endividado, melancólico, abarrotado de processos judiciais nas costas, praticamente falido.

Um exemplo dessa autoferração pode ser visto na página 233 do livro, sobre o dueto que ele gravou com Gal Costa:

“A gravação ficou lindíssima, a mixagem perfeita, as vozes eram ouvidas em equilíbrio, com interpretações arrebatadoras. (…) Como as duas estrelas viajavam sem parar, foi muito difícil encontrar uma data para que fosse gravado um clipe para o ‘Fantástico’, única oportunidade para reunir os dois.

No dia marcado, Tim recebeu um telefonema da RCA avisando que a gravação atrasaria dois dias porque o vestido de Gal não tinha ficado pronto.

Dois dias depois, quando ligaram para Tim dizer a hora em que o carro iria buscá-lo, mandou avisar a Gal que não poderia ir:

‘O meu vestido não ficou pronto.’

E não foi.”

Ou seja, só por sempre querer dar o troco quando sentia que outra pessoa estava abusando dele, ele acabou deixando de participar de dezenas de programas, eventos ou oportunidades que, no fim das contas, seriam boas para a carreira dele. (Mas confesso que achei, neste caso específico, que a resposta foi muito boa).

Uma das coisas que “Tim Maia do Brasil” mais gostava de fazer era pregar uma peça em alguém. Até mesmo nos fãs, ao deixar de ir a inúmeros shows. Ele incorporava com afinco a máxima do “perco um amigo mas não perco a piada”. Podia mandar soltar os cachorros (literalmente, duas feras do tamanho de bezerros) em cima de alguém só pelo prazer da “diversão”. Só para rir da cara do outro. No entanto, se ele virava motivo de brincadeira, virava a própria fera. Por exemplo: processou os caras de Casseta&Planeta porque fizeram uma sátira com ele em algumas apresentações. E quase deixou de fazer um show porque seu amigo Jorge Benjor, que tinha feito a linda homenagem de chamá-lo de “síndico” em W/Brasil, tinha posado para os crachás do show vestindo uma camisa com uma caricatura do rei do soul estampada. Enfim, Tim Maia gostava de sacanear para rir dos outros, mas não tinha o menor senso de humor, na verdade.

Por outro lado, custei mas detectei algumas qualidades nele. Era generoso quando achava que alguém merecia (por seus critérios muito particulares). Era muito leal aos amigos que também achava que mereciam sua lealdade. A ponto de ter doado um apartamento a um parente ou ter tirado um amigo da pindaíba e colocado ele como seu braço direito. Tratava o dono da gravadora e o morador de rua com a mesma deferência. Era caridoso, mesmo, em vários momentos, como quando adotou um orfanato e sabia o nome de todos os órfãos que moravam lá e que convidava para nadar na piscina de sua casa. Enfim, como ele mesmo dizia, no fundo, ele tinha um bom coração.

Outra qualidade que ele tinha era ter sido o primeiro a gritar contra a exploração dos músicos pelas gravadoras, contra os problemas no pagamento de direitos autorais e ter criado a própria editora, de forma pioneira no Brasil (aliás, ele era muito visionário em relação a várias coisas, inclusive na criação de gêneros musicais). Se tivesse sabido conduzir melhor os negócios, sem tanta gastança e sem se meter em tantos processos judiciais, talvez tivesse terminado a vida como um raro artista brasileiro milionário.

Mas a qualidade mais óbvia era mesmo sua genialidade musical. Tim Maia era incontestável. Foi reverenciado por A a Z (Tom Jobim, Caetano, Marisa Monte, Paralamas, Os Cariocas, Djavan, Lulu Santos e tantos outros) . Era uma máquina de fazer hits. Autodidata, aprendeu sozinho uns poucos acordes no violão e criava os arranjos de cabeça, que passava para os músicos tirarem nos instrumentos, já que ele não lia partituras. Tinha uma noção de ritmo invejável. Sabia fazer tanto o “mela-cueca” quanto o “esquenta-sovaco” e, por tudo isso, entrou no hall dos grandes nomes da MPB. Passeava pelo soul, pelo disco, pelo funk e pela bossa-nova. E é muito legal ver, no livro, como aqueles clássicos foram gerados, muitas vezes em questão de minutos inspiradores.

Infelizmente, no entanto, a qualidade de sua produção — e de sua voz — foi decaindo com o tempo. Com o envelhecimento, mas também com as toneladas de pó, de “bauretes” e de goró que ele introduzia em seu corpanzil, diariamente. Com isso, o livro também cai de qualidade, junto com a vida de Sebastião. Se as primeiras 200 páginas são instigantes, as últimas quase-200 são um amontoado de grosserias, abuso de drogas, paranoias, sacanagens, esculhambações e regravações que se amontoam e deixam o livro — e seu personagem principal — insuportáveis. Por isso, dá uma certa tristeza quando ele morre, mas também uma sensação de “durou-demais-pro-tanto-que-aprontava”.

De qualquer forma, é uma peça raríssima, uma figura e uma vida que merecem ser conhecidas. Nelson Motta escreve de um jeito meio atropelado, muitas vezes mudando de assunto de um parágrafo para o outro, sem qualquer transição ou coesão — o que é um pouco irritante –, mas também escreve bem, de maneira superinformal, incorporando as gírias do Maia, que tornam o livro bem fácil de ler. E poucos conhecem tão bem todas as figuras da MPB como o autor deste livro, então outros personagens acabam sendo revelados também.

Mas o mais legal, ao meu ver, é a forma bem-humorada como Motta descreve certas situações. Deixo abaixo dois trechos como degustação:

“No fim da tarde, em dois carros, partiam para o longínquo Recreio dos Bandeirantes. Para jogar futebol na praia e dar mergulho, Tim inclusive! O cracão do soul gostava de jogar no ataque. Sua posição era centroavante imóvel, em perpétuo impedimento na cara do gol, esperando alguma bola chegar de algum lugar.” (pág. 148)

***

“Como Tim detestava avião, tiveram de encarar a estrada. No microônibus alugado pelo empresário, o motorista foi instruído a não passar de 60 quilômetros por hora e os músicos congelaram quando Tim entrou com um convidado especial: o seu fiel, feroz e enorme Dick, o fila brasileiro, que, talvez nervoso pelo ambiete em movimento, começou a latir e a soltar peidos fedorentíssimos.” (pág. 168)

“Vale tudo: O Som e a Fúria de Tim Maia”
Nelson Motta
Ed. Objetiva
392 págs.
De R$ 16,63 a R$ 25,90

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Protesto contra as rádios de Beagá

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Tatuagem bonita de alguma outra fã de rádios.

Gosto muito de escutar rádio. Meu primeiro (e único) estágio foi em uma rádio, a UFMG Educativa (104,5 FM), e foi uma experiência maravilhosa. A dinâmica das rádios é legal, a notícia é o mais hard possível, tem muita prestação de serviço. Eu tinha muita dúvida entre trabalhar em rádio ou em jornal impresso. E eu sou doida com música, como quem frequenta este blog sabe bem, então sempre que estou em casa ou no carro, a caminho do jornal, estou escutando alguma música. Enquanto escrevo este post, estou com a rádio Inconfidência (100,9 FM) sintonizada e, neste exato momento, toca Paralamas do Sucesso (e toca também a britadeira de uma obra ao lado do meu prédio).

E a rádio tem uma vantagem sobre CDs, LPs e até sobre um pen drive lotado de MP3s gravados: o fator surpresa. Deixo dois pen drives, cada um com capacidade para 1.000 músicas, dentro do carro. Mas já enjoei dos dois, mesmo ouvindo em modo “random”. Não vejo a hora de subir com eles e dar uma variada nas gravações. Já a rádio vive me pegando de surpresa. Me apresentando novos sons ou resgatando músicas que eu nem lembrava que existiam. Programas como o Bazar Maravilha (um dos melhores programas de rádio do país), apresentado pelo Tutti, sempre dão oportunidade a novos talentos de Minas e do Brasil, que estão apenas começando a carreira. Sem contar que também é uma surpresa boa ouvir aquela música que eu adoro, que tem no pen drive e no celular, mas sendo tocada por decisão de um programador que nem me conhece. É um tipo de veículo que acho que nunca vai acabar, mesmo com séculos de avanço tecnológico.

Dito tudo isso, venho aqui lamentar por termos tão poucas opções de boas rádios em Belo Horizonte. Deixo seis gravadas na memória do som do carro: as duas já citadas, a Guarani (96,5 FM), a Alvorada (94,9 FM) e duas de notícia: Itatiaia (95,7 FM) e CBN (106,1 FM). As que mais escuto são Inconfidência (que só toca MPB e pop rock brasileiro) e Guarani, que alterna as brasileiras com músicas internacionais. A Alvorada vai de mal a pior, optando por tocar, na maioria das vezes, umas músicas internacionais estilo lounge ou pop da pior qualidade. A UFMG Educativa, apesar de ter boa música e também abrir espaço a novos talentos, tem um grave problema: não pega em boa parte do meu trajeto de carro e pega muito mal na minha casa.

E cadê uma rádio dedicada ao rock, por exemplo? É dificílimo escutar rock nas rádios de BH! Quando eu era criança, tinha a 107 FM, que depois foi comprada por evangélicos. Aí veio a 98 FM, que tocava um Pearl Jam, mas hoje só toca pop. Tinha a Geraes, que acabou em 2006. E hoje não tem mais nada para relembrar os clássicos do rock dos anos 60 e 70. Quando quero ouvir algum blues, por exemplo, preciso recorrer, de novo, ao pen drive.

Ontem fiquei pensando sobre isso, num momento em que a Inconfidência estava tocando uma música ruim, migrei para a Guarani e ela também estava péssima, passei pra UFMG e ela não pegava e arrisquei a Alvorada e ela não me surpreendeu. As outras faixas tocam sertanejos (maioria esmagadora) ou músicas evangélicas. E aí desisti.

Mas também me ocorreu que, talvez, quem sabe, eu é que tenha um gosto musical muito ruim (ou exigente), já que as rádios devem seguir, em tese, uma programação que agrade a seus ouvintes 😉

Vocês concordam comigo? Quais são suas rádios favoritas em Beagá? O que acham que deveria melhorar nas que já existem? Que tipo de rádio especializada poderia surgir na nossa cidade?

Paulinho da Viola e Caetano Veloso: shows inesquecíveis

Praça da Estação, palco de uma noite maravilhosa! (Fotos: CMC)

Praça da Estação, palco de uma noite maravilhosa! (Fotos: CMC)

Eu já estava conformada em perder os ótimos shows do Natura Musical, mas acabei ganhando convites de última hora, num dia que, por si só, foi um dos melhores da minha vida, prenunciando o que estava por vir.

Eis que me vejo na Praça da Estação, centrão de Beagá, bem pertinho do Paulinho da Viola, uma das vozes mais bonitas, doces e elegantes do samba brasileiro. Educado, ele conta as histórias das músicas, fala que o lado “A” do disco do Cartola acabou sendo preterido pelo lado “B”, conta que cantava errado a versão de um samba e pôde corrigi-la depois de ouvir seu autor, e vai contando, contando e cantando… Sempre com aquela voz mansa, maravilhosa, e o violão impecável desfiando sucessos como “Ame”, “Solidão”,  “Argumento” e tantos outros. Trouxe também a letra de “Talismã”, feita por Arnaldo Antunes e Marisa Monte sobre uma composição dele, que achei sensacional:

“Eu não preciso de um talismã

Nem penso em meu amanhã

Vou remando com a maré

Eu não preciso de um patuá

Nem peço ao meu orixá

Não vou na igreja, não sei rezar

Mas tenho fé

Pois agora quem eu quis também me quer”

Fotos: CMC

Paulinho da Viola!

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Daí, quando eu pensava que o show já tinha terminado e que o pessoal estava arrumando o palco pra chegada do Caetano Veloso, um Paulinho solitário num banquinho anuncia a chegada de vários membros nobres da Velha Guarda da Portela! E todos desfiam mais um punhado de clássicos, como “Vai Vadiar” e “Foi um rio que passou em minha vida”, com direito também ao “Parabéns a você”, em homenagem aos 80 anos de Monarco, no palco.

A Velha Guarda da Portela, liderada por Monarco!

A Velha Guarda da Portela, liderada por Monarco!

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“Vai vadiar…”

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“Vai vadiarrrrr….”

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Eu já pensava que aquele talvez fosse o melhor show de banda nacional que eu já tinha visto na vida, mas aí entrou Caetano Veloso. Da mesma idade de Paulinho, mas com estilo totalmente diferente, com voz igualmente maravilhosa, mas uma música mais ousada e versátil, sempre inquieta, experimentadora. Lá estava aquele gênio queixudo e sorridente, a poucos metros de mim, abrindo o show com uma belíssima “Luz do Sol”.

Caetano diversificou. Tocou rock acompanhado das guitarras da banda Cê, e pagodão e axê, acompanhado do Trio Preto+1 – teve até um momento em que os quatro começaram a solar em seus pandeiros, enquanto Caetano assistia a tudo do cantinho, sentado no chão, numa postura humilde de espectador.

Caetano rebola, deita no chão...

Caetano rebola, deita no chão…

... senta pra ouvir o trio Preto+1 tocar...

… senta pra ouvir o trio Preto+1 tocar…

... eles tocam...

… eles tocam…

... e Caetano fica ouvindo quietinho, sentado num canto, e sorrindo :)

… e Caetano fica ouvindo quietinho, sentado num canto, e sorrindo 🙂

E dá-lhe clássicos como Sampa, Qualquer Coisa, Terra, Leãozinho, Lua de São Jorge, Você não entende nada, Sozinho, e minha favorita, Desde que o samba é samba… Além de outras músicas recentes, como Abraçaço e Homem:

“Não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação

só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz

não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação

só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos”

Além disso, ele tocou sambas famosos como “Alguém me avisou” e o samba-enredo “É hoje o dia”, que encerrou o show. Já era quase meia-noite, pleno domingão, e as milhares de pessoas que estavam na Praça da Estação, agora saindo em busca de um táxi, ônibus, ou outro meio de volta pra casa, entoavam, convictas: “Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu”. Não sei dos outros, mas eu era a mais feliz por ali 😉

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Durante o show, eu e o Beto Trajano gravamos diversos trechinhos de músicas maravilhosas cantadas pelos artistas. Mas, como estávamos muito perto da caixa de som, literalmente ao lado dela, hoje percebemos que o áudio está péssimo em quase todas. Salvaram (mais ou menos) apenas quatro músicas, que vocês podem ouvir/ver abaixo:

***

P.S. Parabéns à Natura por organizar um evento musical tão bom. Não me lembro de já ter visto tanta banda boa reunida num mesmo festival (gratuito!) em Belo Horizonte (nem nos tempos áureos de “Pop Rock”, que não era gratuito). Que continuem firmes em outras edições e aposto que muita gente vai passar a comprar seus produtos!