Cena da Virada Cultural em Belo Horizonte

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015. Foto: CMC

Todo mundo que vi, até agora, curtiu bastante a Virada Cultural de Beagá nesta edição de 2015. A programação foi muito variada, os palcos estavam todos cheios, não houve confusão.

Eu estive no show de abertura, na praça da Estação, em que vários artistas mineiros, da velha e da jovem guarda, se reuniram para prestar uma homenagem ao compositor Fernando Brant. Foi muito legal! Abaixo, a melhor música de todas, “Para Lennon e McCartney”, interpretada por Affonsinho, que jogou um solo de guitarra de Jimi Hendrix no meio e até levantou os fãs de Sepultura (os “camisas-pretas”), que estavam ouvindo meio desanimados até então, no fundo da praça.

Pena que eu estava perto demais da caixa de som e o áudio no meu celular não ficou muito limpo, mas acho que já dá para sentir o clima:

E você, esteve em algum show da Virada Cultural? O que achou? Qual foi seu favorito? Compartilhe suas impressões, fotos e vídeos conosco 😉

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Trilha Sonora – Pra ir entrando no clima da Virada Cultural!

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Ontem eu selecionei minhas apresentações favoritas da Virada Cultural 2015 de Belo Horizonte, que acontece neste fim de semana, 12 e 13 de setembro. Criei um cardápio pessoal e compartilhei com todos aqui.

Vocês devem ter reparado que, embora a Virada também conte com várias peças de teatro, oficinas, eventos de gastronomia, exibição de filmes e outras coisas culturais, o que mais me interessou, como sempre, foi a música.

Meu gosto é eclético, então pode agradar a muitos leitores com gostos diferentes: tem blues, jazz, rock, samba, MPB e até uma viola caipira.

De todas as minhas seleções, a única que não se trata apenas de música é a apresentação dos BeHoppers, que são, antes de mais nada, dançarinos — mas guiados por um jazz alegre da melhor qualidade.

Assim, como hoje é sexta, véspera da Virada — e de um fim de semana sem plantão, eba! –, já está na hora de entrarmos no clima. Para isso, separei abaixo algumas faixas, de cada um dos grupos que recomendei ontem, para a gente ir ouvindo e chegarmos bem afiados na hora do show ao vivo 😉 Também é bom pra ajudar os indecisos a se decidirem…

Bom proveito!

Toninho Horta cantando “Manoel, O Audaz”, que compôs com Fernando Brant:

Audergang tocando “Blues for the blues”:

Trechinho do projeto Inéditas, de tributo a Billie Holiday:

Simoninha e Max de Castro, em “Nem Vem que Não Tem”e “Mamãe Passou Açúcar em Mim”:

Frederico Heliodoro toca “Vida Nova Outra Vez”:

Chico Lobo tocando “Caipira”, de sua autoria:

Velha Guarda do Samba de BH:

Banda Take Five tocando Summertime:

Cobra Coral cantando Gatas Extraordinárias:

BeHoppers dançando When You’re Smiling:

Graveola e o Lixo Polifônico toca “Insensatez”:

Otto e Baby do Brasil tocando “Todo Dia Era Dia de Índio” (na Virada Cultural de SP que aconteceu em junho deste ano):

Shello & LoBo Blues Band tocando “My Babe’s Gone” no Uaiktoberfest 2014:

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O melhor da Virada Cultural 2015, em Belo Horizonte

Fotos: Divulgação

Fotos: Divulgação

Assim como fiz em 2012, na Virada Cultural paulistana, resolvi montar um cardápio particular com o melhor da programação deste ano da Virada belo-horizontina, que acontece no próximo fim de semana, na minha opinião. Provavelmente não vou cumprir ele todo, porque não ando com o melhor dos piques (e das bexigas), mas pode servir ao menos de inspiração para quem tiver gosto musical parecido e não quiser se debruçar sobre todas as dezenas de eventos previstos antes de se decidir.

Separei os dez horários de shows de que mais gostei (alguns têm mais de uma opção no mesmo momento, vou ter que decidir na hora)! Fica a dica:

Sábado (12/9):

  • 19h – Homenagem a Fernando Brant, com mais de 20 artistas mineiros (Affonsinho, Toninho Horta, Thiago Delegado, Marina Machado, Trio Amaranto, Gustavo Maguá, Christiano Caldas, Renegado, dentre vários outros), na Praça da Estação.
  • 20h30 – Audergang, banda de blues do guitarrista Auder Júnior, no Mirante das Mangabeiras
  • 21h – Inéditas – Billie Holiday, na praça da Savassi (ótimas intérpretes, como Mariana Nunes, cantando a diva do jazz)
    —> ou Baile do Simonal, com Simoninha e Max de Castro, no Sesc Palladium

Domingo (13/9):

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Você está sabendo de alguma apresentação MUITO LEGAL, que deveria estar no cardápio acima e passou batido por mim? Compartilhe sua sugestão nos comentários 😉

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Shows inesquecíveis contra o botão de autolimpeza cerebral

Outro dia resolvi abrir minha caixinha de lembranças (um dia vou escrever sobre ela) e redescobri várias coisas que minha desmemória já havia apagado por completo. Parece que meu cérebro tem um processo de autolimpeza, igual de liquidificador — mas que ele aciona e varre blocos inteiros de vida sem me consultar primeiro (um dia também vou escrever sobre isso… se lembrar).

Uma das melhores coisas que fiz na vida foi guardar os ingressos dos shows a que já assisti. Alguns tinham sido inesquecíveis no dia e, no entanto, viraram uma sombra confusa agora, dez anos depois.

O fato é que, ao passear por esses ingressos e por algumas fotos, cenas fortíssimas voltaram à minha memória.

O primeiro “salário”, quando ainda só fazia bico de professora particular, sendo gasto num show de uma banda ruim, só pelo prazer de poder me dar ao luxo de pagar R$ 35 para sair com meus melhores amigos.

A noite em que descobri as maravilhas do blues, na companhia do meu irmão, e ouvi as Chicago Blues Ladies, irmãs apropriadamente negras e gordas (como deve ser todo mundo que carrega aquelas vozes de deus), que depois encontrei no restaurante de um hotel de Beagá, de havaianas no pé e lenço na cabeça.

A vez em que não pude ouvir o B.B.King, porque descobri tarde que haveria o show e só tinham sobrado ingressos de R$ 500. Era a última turnê dele, já com mais de 80, e fiquei desolada. Daí, poucos anos depois, ele voltou, os ingressos custavam mais de R$ 300, eu estava dura, mas ganhei uma dessas promoções-de-mandar-frase-para-rádio e fui.

O Brian May tocando Bohemian Rhapsody acompanhado de um vídeo do Freddy Mercury no telão. E parecia tão real, como se o piano fosse ao vivo. E eu sozinha nesse show.

A chuva que tomei pra ouvir o Herbie Hancock de graça no parque Villa Lobos e o frio que passei nas Viradas Culturais. O desânimo coletivo no show do Lô Borges, após uma tromba d’água que quase nos matou. A aventura para ouvir os Rolling Stones em Copacabana no esquema bate-e-volta, sem direito a banho ou cama. A surpresa de ouvir o filho do Muddy Waters na Galeria do Rock. Uma centena de pessoas, que não se conhecem, cantando juntas o riff de “Black Night“, em plena avenida do Contorno, após o show do Deep Purple. A gente pedindo — e o Paul tocando — “Paperback Writer“, um hino da minha turma de amigos de infância.

Show é uma coisa legal demais, que dá uma injeção de adrenalina como quase nada mais é capaz de dar. Que este post faça com que muitos de vocês, que também foram a estes shows, também se emocionem ao reviver a experiência (clique na foto para ver maior):

B.B. King, SP

Jorge Ben, BH

Mud Morganfield, SP

Festival de Blues, BH

Paul, SP

Mutantes, BH e SP

Queen, SP

Rita, BH

Lô Borges, Serra do Cipó

Paralamas, BH

Stones, RJ

Virada sem muvuca

Li os jornais de hoje contando como a Virada Cultural teve confusão, muvuca e problemas para atender o público, principalmente na parte gastronômica.

Bom, a minha não teve nada disso. E acho que cada um faz a Virada que quer 🙂

Justamente para fugir da muvuca e não cansar muito — porque, como eu disse, eu estava me recuperando de uma gripe forte — acabei deixando de lado várias partes da minha listinha de pretensões.

Não vi nenhum show no palco da São João, que sei que é o mais lotado sempre (ou seja, pulei Titãs). Desisti do stand-up e da parte gastronômica também por causa da previsível muvuca. Desisti do samba porque, ao chegar lá, vi que ele estava vários minutos atrasado.

Então, a bem da verdade, minha Virada se resumiu à noite de sábado, na companhia de três grandes amigas, ouvindo um som de jazz e blues tão bom como eu não ouvia há muuuuito tempo, batendo papo depois e encerrando a noite, à 1h30, com o delicioso bauru do Ponto Chic e uma cerveja gelada (a noite, milagrosamente, estava quente, apesar de ser maio).

Ou seja: curti boa música bem na grade, porque o palco de jazz não estava cheio, aproveitei boa companhia, boa comida, não gastei quase nada, não peguei fila nem enfrentei multidões. Dormi cedo, acordei tarde e bem disposta — e feliz com o fim de semana e mais esta Virada que nunca me decepciona 🙂

Deixo com vocês um trechinho do blues do sensacional Lou Donaldson, saxofonista de 86 anos de idade, que foi parceiro do Thelonious Monk, toca com um fôlego maravilhoso um jazz gostoso de ouvir, sem frescura, sem excesso de arrogância como muitos que ouço por aí, de gente que manja muito menos. Uma simpatia de pessoa, além de tudo. Pela música (o único blues do repertório, que também teve um jazz-funk, uma Aquarela do Brasil, um Somewhere Over the Rainbow e vários solos de jazz bebop, bem alegres) vocês vão notar: