Novo CD de blues do Affonsinho para download + showzaço com Kenny Brown em BH

Vários leitores chegam até meu blog por causa do blues. Posts como ESTE, ESTE e ESTE, com coletâneas de blues (muitos raríssimos) atraem os outros fãs do gênero. Isso sem falar nos 64 programas de rádio que eu fiz e deixo para quem quiser baixar, à vontade, aí na coluna fixa do blog.

Hoje divulgo mais um presente a esses queridos leitores de bom gosto musical: o músico mineiro Affonsinho, que apareceu no post de ontem tocando Clube da Esquina/Jimi Hendrix, vai lançar um novo álbum, 100% de blues, ainda neste ano. Chama “Bluesing” e está praticamente pronto, com capa e tudo:

bluesing

Eu já divulguei a primeira música do álbum, uma linda homenagem a B.B. King. Hoje trago mais: TODAS AS 11 MÚSICAS estão disponíveis para download gratuito no Soundcloud do Affonsinho. Mas só nesta semana!

Vou facilitar a vida dos leitores e colocar todas elas aí embaixo. É só clicar no ícone de download (cantinho superior direito) e baixar todas elas e já ir curtindo a guitarrona 😉

Aproveito para dar uma dica muito boa para o próximo fim de semana: no sábado, dia 19, o guitarrista de blues Kenny Brown, de New Orleans (EUA) toca junto com Affonsinho e com Gustavo Andrade, outro fera aqui de Beagá. O BH Jazz & Blues de Primavera vai ser na praça da Savassi, às 16h, e é gratuito. Mais informações no site da Sympla.

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Cena da Virada Cultural em Belo Horizonte

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015

Artistas homenageiam Fernando Brant na praça da Estação, em 12.9.2015. Foto: CMC

Todo mundo que vi, até agora, curtiu bastante a Virada Cultural de Beagá nesta edição de 2015. A programação foi muito variada, os palcos estavam todos cheios, não houve confusão.

Eu estive no show de abertura, na praça da Estação, em que vários artistas mineiros, da velha e da jovem guarda, se reuniram para prestar uma homenagem ao compositor Fernando Brant. Foi muito legal! Abaixo, a melhor música de todas, “Para Lennon e McCartney”, interpretada por Affonsinho, que jogou um solo de guitarra de Jimi Hendrix no meio e até levantou os fãs de Sepultura (os “camisas-pretas”), que estavam ouvindo meio desanimados até então, no fundo da praça.

Pena que eu estava perto demais da caixa de som e o áudio no meu celular não ficou muito limpo, mas acho que já dá para sentir o clima:

E você, esteve em algum show da Virada Cultural? O que achou? Qual foi seu favorito? Compartilhe suas impressões, fotos e vídeos conosco 😉

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Minha homenagem a B.B. King, o rei do blues

Obrigada por tudo, B.B. King!

Obrigada por tudo, B.B. King!

Hoje acordei com a notícia de que o rei do blues havia morrido, enquanto dormia. Apesar da tristeza, não me surpreendi. Não por ele ter 89 anos de idade — até muito recentemente, B.B. King ainda mantinha seu ritmo frenético de um show a cada dois ou três dias, como ele fazia desde a juventude. (Outros astros do rock e do blues, depois que se consolidam no sucesso, preferem parar com essa maratona de turnês, que é tão desgastante. Mas B.B. amava fazer shows!). Não me surpreendi por causa de uma foto que a filha de B.B. divulgou há 15 dias, mostrando um velhinho tão abatido que nem parecia aquele que eu vi nos palcos apenas cinco anos atrás. Como acontece com outros astros, no caso de B.B. parece que há uma disputa judicial entre família e empresário, uma daquelas coisas nojentas envolvendo dinheiro e herança.

Foi lendo sua autobiografia (escrita em coautoria com David Ritz), que aprendi um pouco sobre a história do Blues Boy King, nascido Riley Ben King. Como tantos outros negros de sua geração, ele nasceu e cresceu em uma plantação de algodão — local onde vários blues foram cunhados, worksongs cantadas pelos negros escravos e semiescravos para amenizar o árduo trabalho que tinham que desempenhar. Assim como B.B. King, Magic Slim (morto em 2013) passou pelos “cotton fields”. Também passaram por esta “escola” forçada os bluesmen T-Model Ford (morto em 2013), Pinetop Perkins (morto em 2011) e o incrível Muddy Waters (morto em 1983), dentre vários outros do Delta do Mississippi.

O que aprendi em outubro de 2007, com essa leitura, coloquei no sétimo programa de rádio da Barbearia de Blues, todo dedicado ao rei do blues, que já abre com a estonteante guitarra de “Everyday I have the blues”. Contei, por exemplo, que os dois grandes ídolos de King eram Blind Lemon Jefferson e Lonnie Johnson — que fecha o programa com “Me and my crazy self”. No programa número 8, falo sobre a guitarra Lucille e como ela foi batizada assim por King. E ainda dediquei o último programa da Barbearia, o mais importante e especial, à parceria entre B.B. e o “deus da guitarra” Eric Clapton, com a maravilhosa “Three O’Clock Blues”. CLIQUE AQUI para baixar e ouvir gratuitamente todos os programas da Barbearia 😉

Em 2010, já morando em São Paulo, fiquei sabendo que B.B. voltaria a se apresentar na cidade, com seus 84 anos de idade. Os ingressos para o show no Bourbon Street eram, como sempre, escandalosamente caros (algo como R$ 1.500) e, na Via Funchal, estavam por R$ 300 pra cima. E eu, naqueles tempos mais do que nunca, estava totalmente dura. Provavelmente não teria conseguido ir ao show, se não fosse por uma promoção da rádio Eldorado, daquelas que pedem que a gente envie uma frase com as palavras X e Y. Se não me engano, as palavras tinham que ser B.B. King, Eldorado e Bourbon Street. Fiz uma frase despretensiosa e quase caí da cadeira quando recebi o email dizendo que havia sido uma das escolhidas! Ganhei dois ingressos para a plateia premium, bem pertinho do palco, e chamei a amiga Maná para ir comigo, principalmente como agradecimento por ela ter sido a pessoa que me avisou sobre a promoção.

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Gravei o show inteirinho no meu gravador de áudio, mas, infelizmente, não consigo achar o arquivo em nenhum lugar mais. Mas ainda ficaram dois pequenos vídeos, que hoje divulgo pela primeira vez. Um mostrando a entrada triunfal do rei do blues, aplaudidíssimo, e já procurando sua cadeirinha em que tocaria sentado durante as duas horas seguintes:

E outro mostrando como ele era conversador e adorava contar piadas e fazer gracinhas antes de começar a tocar uma música. Ficou papeando o show todinho! 😀

Não filmei as músicas porque eu queria estar 100% concentrada em ver B.B. King tocando guitarra. Mas isso foi uma pena, porque não tenho nenhum registro meu daquele show. Felizmente, várias outras pessoas fizeram filmagens daquele show, que podem ser encontradas em uma busca simples no Youtube.

No final do show, B.B. King, com toda a sua simpatia indescritível, ainda ficou uns 30 minutos sentadinho em seu trono, diante de uma fila gigante de fãs com vinis e CDs, autografando um a um e posando para fotos! Quantos ídolos da música fazem o mesmo por seus fãs?

Eu tinha o hábito de enviar emails semanais para a família e os amigos mais chegados de Beagá, contando como estava sendo a vida na Terra Cinza. Naquela semana, a mensagem foi assim:

“Nem me lembro mais o que aconteceu no resto da semana, depois da noite de ontem. Fui ao show do BB King, um dos meus grandes heróis da música (e ainda vivo, aos 84 anos, com o mesmo vozeirão que tinha aos 40). (…) Ontem vi o melhor show da minha vida! Ele ainda toca e canta como ninguém, a banda é toda maravilhosa e ele não pára de conversar com o público, contar piadas etc. Anexo algumas fotos pra vocês verem.”

Pra fechar este post, então, coloco algumas dessas imagens que enviei naquele email. Para sempre lembrarmos de um B.B. King impressionante em sua alegria, simpatia, talento, bom humor, e todos os outros requisitos, musicais e pessoais, que o coroaram como rei do blues!

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tarja

Dica de música do dia

susan

Já falei sobre a banda aqui no blog, mas hoje queria focar na vocalista: Susan Tedeschi. Ela tem uma voz muito doce, muito poderosa, e muito bonita de blues e de soul.

Quem me indicou os Tedeschi pela primeira vez, em 2012, foi o músico Affonsinho.

Na canção abaixo, lindíssima, é possível ver como Susan é especial:

Quem preferir ver ela tocando guitarra (ao lado do marido, Derek), vai gostar mais do vídeo abaixo:

CLIQUE AQUI para ouvir outras apresentações de Susan Tedeschi.

Outras descobertas musicais deste blog:

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Mais degustação (e convite para lançamento) do novo CD do Affonsinho

Capa do oitavo CD do Affonsinho.

Capa do oitavo CD do Affonsinho.

Pus aqui outro dia uma degustação grátis de quatro das 12 novas faixas do disco novo do músico Affonsinho.

Quem não ouviu, pode CLICAR AQUI e curtir aquele violão bem tocado e aquelas letras alto-astral que não param de tocar nas rádios mineiras.

Agora vocês podem conferir o oitavo álbum de Affonsinho, “Trópico de Peixes”, ao vivo. O lançamento está marcado para a próxima terça-feira, dia 21 de maio, às 20h, no novo Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes).

Os ingressos custam de R$ 15 a R$ 30 e podem ser adquiridos pela internet ou na bilheteria do teatro, inclusive no domingo. Mais informações AQUI 😉

E seguem outras degustações:

Outras dele AQUI 😀

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