Crescer é difícil, mas pode ser divertido

Não deixe de assistir: DIVERTIDA MENTE (Inside Out)
Nota 8

divertidamente

Alegria, tristeza, raiva, medo e aversão. Esses sentimentos nos controlam desde o dia em que nascemos e ditam a forma como nos relacionamos com o mundo. Cada um deles tem sua importância.

É essa a mensagem que o filme “Divertida Mente” passa a seus espectadores, mirins ou não. Mas, apesar de ser uma animação, teoricamente voltada para crianças, este filme tem um dos roteiros mais filosóficos da Disney.

Tanto que, além de concorrer como melhor animação no Oscar deste ano, Inside Out também concorre na categoria de melhor roteiro original. Escrito e dirigido por Pete Docter, a mente por trás de outros sucessos como “Toy Story”, “Montros S.A.” e “Up”, o filme envereda fundo dentro da mente humana, passando pelas memórias profundas, as que moldam nossas personalidades, pelos sonhos, pela imaginação, pelo subconsciente e até pelo esquecimento. A história aborda, de forma simples e didática, temas como a nostalgia e o amadurecimento. Mostra como crescer é difícil, principalmente quando estamos deixando de ser crianças, como a personagem do filme, que tem 11 anos de idade.

Originalmente, o filme incluiria outras das várias emoções que sentimos, como orgulho, surpresa e confiança. Elas foram cortadas e os roteiristas deixaram apenas aquelas cinco principais, para facilitar o entendimento. Afinal, mesmo com a redução, a animação já comporta grande nível de complexidade.

Mas não fiquem pensando que é um filme-cabeça disfarçado de animação. Como sugere o nome em português, trata-se de um filme muito divertido, capaz de agradar a todas as crianças — inclusive aquelas que ainda não morreram dentro de nossos cérebros adultos.

Que a ilha da bobeira nunca desapareça! 😀

Veja o trailer do filme:

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Até você pode esquecer seu filho no carro

bebe

No fim do ano passado presenciamos a dor de três pais que tiveram seus filhos esquecidos dentro do carro ou esqueceram os filhos no veículo todo fechado e eles acabaram morrendo por causa do monóxido de carbono ou da desidratação. A tragédia já se repetiu neste início de 2015 também. Claro que apareceram aquelas muitas vozes, dos Donos da Verdade, dos perfeitos-que-nunca-erram, que apontaram o dedo para aqueles pais: Eu jamais esqueceria meus filhos!, bradavam. Vocês estão transformando os filhos em objetos!, gritavam outros. Pais irresponsáveis!, gritavam terceiros. E assim por diante.

Mas não são só os “maus” pais, muito relapsos, que esquecem dos filhos. Posso afirmar com toda confiança: pode acontecer a qualquer um, inclusive aos pais amorosos, responsáveis e muito protetores.

Até meu pai, que considero o melhor pai do mundo, já me esqueceu uma vez. Por sorte, não foi num carro trancado, mas na porta da escola. Fui resgatada horas depois de todos os coleguinhas terem sido buscados, porque uma pedestre que passava na porta me viu chorando e telefonou para o trabalho do meu pai, furiosa com ele.

A escritora Mônica Bayeh contou ao “Extra” que, apesar de ser uma mãe corujíssima, já esqueceu o filho no carro. Detalhe: ele era um marmanjo adolescente de 1,85 m e estava sentado ao lado dela. Por sorte, como ele não era um bebê, não teria grandes problemas em sair de lá para respirar um ar fresco. Mas ela esqueceu mesmo assim. Veja AQUI.

Eu ainda não tenho filhos. Mas sabe o que já aconteceu comigo — e mais de uma vez? Esqueci meu carro inteiro! Um trambolho de 3,88 m de comprimento, 1,51 m de altura e 1,67 m de largura, todo pintado de vermelho. Tinha uma época em que eu trabalhava perto de casa e, na maioria das vezes, ia a pé para o trabalho. Mas de vez em quando tinha que ir de carro, porque fazia a dobradinha trabalho-faculdade, e esta ficava lá do outro lado da cidade. Em pelo menos duas ocasiões, saí do trabalho para voltar para casa e fui andando, a pé. Só percebi que tinha largado o carro para trás horas depois, ou só no dia seguinte, quando eu precisava dele com urgência para ir à aula!

Nosso cérebro faz tanta coisa de forma automática e nossa vida está tão corrida que é muito normal que a gente cometa lapsos de memória de vez em quando, principalmente quando fazemos algo que saia muito radicalmente da rotina. E, atenção: a partir dos 30 anos, esses lapsos vão ficando cada vez mais frequentes! Por isso repito: qualquer um pode esquecer o filho no carro, principalmente um filho bebê, que estiver dormindo, silenciosamente. Tanto é assim que carros japoneses (Honda, Nissan) passaram a não usar trava elétrica do vidro para evitar acidentes como este (veja AQUI).

E (de novo) tanto é assim que a pena para os pais que esquecem os filhos, quando as crianças acabam morrendo por isso, não é a cadeia: é a dor que estão sentindo (nosso Código Penal prevê casos como este, do chamado “perdão judicial”, veja AQUI).

Dito tudo isso, o que papais e mamães (e tios, avós etc) podem fazer para evitar que essa tragédia familiar aconteça com eles? Podem tomar precauções! O portal “O Tempo” listou 11 dicas muito úteis para evitar esquecer o filho no carro, que vão desde o local onde colocamos a bolsa/celular até o tipo de música no rádio, passando pelo posicionamento do retrovisor central. CLIQUE AQUI para conferir — e ajude a compartilhar com TODOS, sem exceção, para disseminar essas ideias e ajudar a poupar novas dores insuportáveis ao nosso redor.

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Shows inesquecíveis contra o botão de autolimpeza cerebral

Outro dia resolvi abrir minha caixinha de lembranças (um dia vou escrever sobre ela) e redescobri várias coisas que minha desmemória já havia apagado por completo. Parece que meu cérebro tem um processo de autolimpeza, igual de liquidificador — mas que ele aciona e varre blocos inteiros de vida sem me consultar primeiro (um dia também vou escrever sobre isso… se lembrar).

Uma das melhores coisas que fiz na vida foi guardar os ingressos dos shows a que já assisti. Alguns tinham sido inesquecíveis no dia e, no entanto, viraram uma sombra confusa agora, dez anos depois.

O fato é que, ao passear por esses ingressos e por algumas fotos, cenas fortíssimas voltaram à minha memória.

O primeiro “salário”, quando ainda só fazia bico de professora particular, sendo gasto num show de uma banda ruim, só pelo prazer de poder me dar ao luxo de pagar R$ 35 para sair com meus melhores amigos.

A noite em que descobri as maravilhas do blues, na companhia do meu irmão, e ouvi as Chicago Blues Ladies, irmãs apropriadamente negras e gordas (como deve ser todo mundo que carrega aquelas vozes de deus), que depois encontrei no restaurante de um hotel de Beagá, de havaianas no pé e lenço na cabeça.

A vez em que não pude ouvir o B.B.King, porque descobri tarde que haveria o show e só tinham sobrado ingressos de R$ 500. Era a última turnê dele, já com mais de 80, e fiquei desolada. Daí, poucos anos depois, ele voltou, os ingressos custavam mais de R$ 300, eu estava dura, mas ganhei uma dessas promoções-de-mandar-frase-para-rádio e fui.

O Brian May tocando Bohemian Rhapsody acompanhado de um vídeo do Freddy Mercury no telão. E parecia tão real, como se o piano fosse ao vivo. E eu sozinha nesse show.

A chuva que tomei pra ouvir o Herbie Hancock de graça no parque Villa Lobos e o frio que passei nas Viradas Culturais. O desânimo coletivo no show do Lô Borges, após uma tromba d’água que quase nos matou. A aventura para ouvir os Rolling Stones em Copacabana no esquema bate-e-volta, sem direito a banho ou cama. A surpresa de ouvir o filho do Muddy Waters na Galeria do Rock. Uma centena de pessoas, que não se conhecem, cantando juntas o riff de “Black Night“, em plena avenida do Contorno, após o show do Deep Purple. A gente pedindo — e o Paul tocando — “Paperback Writer“, um hino da minha turma de amigos de infância.

Show é uma coisa legal demais, que dá uma injeção de adrenalina como quase nada mais é capaz de dar. Que este post faça com que muitos de vocês, que também foram a estes shows, também se emocionem ao reviver a experiência (clique na foto para ver maior):

B.B. King, SP

Jorge Ben, BH

Mud Morganfield, SP

Festival de Blues, BH

Paul, SP

Mutantes, BH e SP

Queen, SP

Rita, BH

Lô Borges, Serra do Cipó

Paralamas, BH

Stones, RJ