Crescer é difícil, mas pode ser divertido

Não deixe de assistir: DIVERTIDA MENTE (Inside Out)
Nota 8

divertidamente

Alegria, tristeza, raiva, medo e aversão. Esses sentimentos nos controlam desde o dia em que nascemos e ditam a forma como nos relacionamos com o mundo. Cada um deles tem sua importância.

É essa a mensagem que o filme “Divertida Mente” passa a seus espectadores, mirins ou não. Mas, apesar de ser uma animação, teoricamente voltada para crianças, este filme tem um dos roteiros mais filosóficos da Disney.

Tanto que, além de concorrer como melhor animação no Oscar deste ano, Inside Out também concorre na categoria de melhor roteiro original. Escrito e dirigido por Pete Docter, a mente por trás de outros sucessos como “Toy Story”, “Montros S.A.” e “Up”, o filme envereda fundo dentro da mente humana, passando pelas memórias profundas, as que moldam nossas personalidades, pelos sonhos, pela imaginação, pelo subconsciente e até pelo esquecimento. A história aborda, de forma simples e didática, temas como a nostalgia e o amadurecimento. Mostra como crescer é difícil, principalmente quando estamos deixando de ser crianças, como a personagem do filme, que tem 11 anos de idade.

Originalmente, o filme incluiria outras das várias emoções que sentimos, como orgulho, surpresa e confiança. Elas foram cortadas e os roteiristas deixaram apenas aquelas cinco principais, para facilitar o entendimento. Afinal, mesmo com a redução, a animação já comporta grande nível de complexidade.

Mas não fiquem pensando que é um filme-cabeça disfarçado de animação. Como sugere o nome em português, trata-se de um filme muito divertido, capaz de agradar a todas as crianças — inclusive aquelas que ainda não morreram dentro de nossos cérebros adultos.

Que a ilha da bobeira nunca desapareça! 😀

Veja o trailer do filme:

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Acabou a inspiração

Dizem que o cérebro das grávidas diminui durante a gravidez (mais uma coisa que aprendi, hahahaha!) e, embora isso não tenha sido ainda comprovado, posso usar como desculpa da vez para a volta do Garfield, que andava sumido do blog. Meu Trello (aquele organizador de ideias para o blog, lembram?) está até cheio, mas não me sinto muito inspirada para desenvolver nenhuma daquelas ideias em forma de textos sem muitos parêntesis malucos. Prefiro deixar o blog sem atualizações novas a deixá-lo com um texto muito fraco, entregue às pressas, empurrado à força, né? Também não dá pra escrever mais um post sobre a falta de inspiração, porque, entre os 1.412 posts deste blog, já existe um inteiramente dedicado ao assunto. A verdade é que, desde a última terça-feira, mais ou menos por volta das 10h, só consigo pensar em como é legal saber o sexo do bebê. Ele de repente ganhou nome, rosto e vai começar até a ganhar um quarto! Eu também tinha dito que não ia mais falar de gravidez por um tempo no blog, mas, fazer o quê?, meu cérebro está muito encolhido em torno deste assunto, com um espacinho ainda (mas bem pequeno, ultimamente) para o jornalismo, e quase nada mais cabe lá dentro, muito menos ideias novas ou textos inspiradores. [A propósito, é um menininho!]. Dito (ou escrito) tudo isso, me despeço dos leitores com meu amigo preguiçoso (eu mesma ando numa preguiiiiça danada), desejando que a inspiração volte logo e o blog não fique por muito tempo jogado às moscas (ou seria às traças?). Até breve! 😀

garfielddescanso3721

 

 

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Você tem olhado o que vê pela frente?

Uma flor bonita no meio de um lote vago qualquer, em Belo Horizonte. Foto: CMC

Uma flor bonita no meio de um lote vago qualquer, em Belo Horizonte. Foto: CMC

Não sei se foi a temporada morando sozinha ou se sempre tive esses momentos de introspecção, mas foi com eles que aprendi a perceber que estava olhando o mundo ao redor. Porque acho que às vezes a gente se esquece. A gente se concentra em um foco e desfoca o redor dele. Ou, muitas vezes, andamos tanto no automático que nem o foco entra direito em nosso cérebro.

Vou dar um exemplo: vamos supor que você dirija, todos os dias, cerca de 15 km entre sua casa e seu trabalho. É um trajeto respeitável e você o cumpre, religiosamente, de segunda a sexta. Passando por um mesmo lugar com tanta frequência, deveríamos, no mínimo, saber descrever tudo o que se encontra pelo caminho, certo? Mas quanto desse percurso você consegue detalhar, se parar pra pensar? Quantas bancas de revista cruzam seu caminho? E quantas quaresmeiras floridas? Já reparou naquela casa linda que fica na esquina da avenida com a ruazinha íngreme?

Na verdade, você entra no carro e avisa ao seu cérebro: “Olha, você só precisa me levar praquele lugar de sempre, naquele caminho de sempre, e dirigir daquele jeito que você já sabe, passando as marchas de acordo com o barulho do motor e parando nos sinais vermelhos. Beleza?”. O cérebro concorda, começa a viagem, e você vai indo, distraída em seus pensamentos, sem olhar muito o que acontece ao redor. No máximo, tendo que se concentrar com um ou outro barbeiro que corta seu caminho.

Na hora que o sinal fecha, ainda dá tempo de espiar o carro ao lado, o casal passeando com um cachorro na calçada, a quaresmeira florida — que bonita! — do outro lado da rua. Mas a verdade é que, nessas horas, muita gente já está trocando o prazer de olhar pelo vício de checar rapidamente o celular e ver se nenhuma nova mensagem de WhatsApp pipocou nesse meio-tempo.

Mas de carro é complicado ver o mundo mesmo, pode-se alegar. É caminhando que a gente consegue ler realmente todas as plaquetas das casas, descobrir que o prédio da outra rua esconde uma escada na garagem que você nunca tinha visto antes, se maravilhar com as costelinhas assadas que o mercado do bairro vende, detectar que existe uma lojinha de coisas encantadoras naquele caminho, reparar no verde escandaloso com que pintaram aquela casa, se alegrar com a existência de um cachorro tão grande que mais parece um bezerro, preso naquele quintal, se impressionar com a forma redondíssima da copa daquela árvore, que até parece cuidada por um jardineiro da Disney.

Mas, fala a verdade: mesmo a pé você tem conseguido ver o mundo ao seu redor? Reparar nas pinturas de flores que fizeram no portão daquela casa abandonada? Se impressionar com as flores estranhas e coloridas que surgiram no meio daquele lote vago? Perceber que aquela babá cuida com muito mais carinho da menininha que seus pais impacientes? Cumprimentar os malabaristas do sinal, que trabalham ainda com mais afinco  nos domingos e feriados? Descobrir que existe um boteco novo naquela esquina, mas, puxa vida, este é bem copo-sujo? Se emocionar com as luzinhas se acendendo na favela, uma a uma, formando uma gigantesca árvore de natal contra o céu da hora mágica?

O automatismo é uma arma que nosso cérebro criou para descansar um pouquinho. Ele nos permite saber chegar em casa, respirar, colocar um pé diante do outro, desviar dos buracos e parar nas faixas de pedestre sem ter que pensar seriamente em cada um desses gestos. E assim nos deixa com tempo e segurança para pensar em outras coisas mais importantes, como a sobrevivência no mundo, uma preocupação incômoda qualquer ou a mais nova ideia para um best-seller. Mas o automatismo também pode nos desviar da absorção do mundo. Da incrível oportunidade de sugar as imagens, sons e cheiros que existem nas ruas. Das descobertas maravilhosas que fazemos com o simples gesto de olhar.

Então, deixo esta sugestão ao seu cérebro acomodado, com tendências a sempre buscar o que é mais fácil: Ô, massa cinzenta! Sacode um pouquinho essas células aí e deixa o mundo entrar! Cansa, mas vale a pena. Só assim você ainda poderá se surpreender enxergando o que nunca antes conseguiu ver. Inclusive os olhos de outra alma interessante que estiver à solta nas ruas, como você.

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Até você pode esquecer seu filho no carro

bebe

No fim do ano passado presenciamos a dor de três pais que tiveram seus filhos esquecidos dentro do carro ou esqueceram os filhos no veículo todo fechado e eles acabaram morrendo por causa do monóxido de carbono ou da desidratação. A tragédia já se repetiu neste início de 2015 também. Claro que apareceram aquelas muitas vozes, dos Donos da Verdade, dos perfeitos-que-nunca-erram, que apontaram o dedo para aqueles pais: Eu jamais esqueceria meus filhos!, bradavam. Vocês estão transformando os filhos em objetos!, gritavam outros. Pais irresponsáveis!, gritavam terceiros. E assim por diante.

Mas não são só os “maus” pais, muito relapsos, que esquecem dos filhos. Posso afirmar com toda confiança: pode acontecer a qualquer um, inclusive aos pais amorosos, responsáveis e muito protetores.

Até meu pai, que considero o melhor pai do mundo, já me esqueceu uma vez. Por sorte, não foi num carro trancado, mas na porta da escola. Fui resgatada horas depois de todos os coleguinhas terem sido buscados, porque uma pedestre que passava na porta me viu chorando e telefonou para o trabalho do meu pai, furiosa com ele.

A escritora Mônica Bayeh contou ao “Extra” que, apesar de ser uma mãe corujíssima, já esqueceu o filho no carro. Detalhe: ele era um marmanjo adolescente de 1,85 m e estava sentado ao lado dela. Por sorte, como ele não era um bebê, não teria grandes problemas em sair de lá para respirar um ar fresco. Mas ela esqueceu mesmo assim. Veja AQUI.

Eu ainda não tenho filhos. Mas sabe o que já aconteceu comigo — e mais de uma vez? Esqueci meu carro inteiro! Um trambolho de 3,88 m de comprimento, 1,51 m de altura e 1,67 m de largura, todo pintado de vermelho. Tinha uma época em que eu trabalhava perto de casa e, na maioria das vezes, ia a pé para o trabalho. Mas de vez em quando tinha que ir de carro, porque fazia a dobradinha trabalho-faculdade, e esta ficava lá do outro lado da cidade. Em pelo menos duas ocasiões, saí do trabalho para voltar para casa e fui andando, a pé. Só percebi que tinha largado o carro para trás horas depois, ou só no dia seguinte, quando eu precisava dele com urgência para ir à aula!

Nosso cérebro faz tanta coisa de forma automática e nossa vida está tão corrida que é muito normal que a gente cometa lapsos de memória de vez em quando, principalmente quando fazemos algo que saia muito radicalmente da rotina. E, atenção: a partir dos 30 anos, esses lapsos vão ficando cada vez mais frequentes! Por isso repito: qualquer um pode esquecer o filho no carro, principalmente um filho bebê, que estiver dormindo, silenciosamente. Tanto é assim que carros japoneses (Honda, Nissan) passaram a não usar trava elétrica do vidro para evitar acidentes como este (veja AQUI).

E (de novo) tanto é assim que a pena para os pais que esquecem os filhos, quando as crianças acabam morrendo por isso, não é a cadeia: é a dor que estão sentindo (nosso Código Penal prevê casos como este, do chamado “perdão judicial”, veja AQUI).

Dito tudo isso, o que papais e mamães (e tios, avós etc) podem fazer para evitar que essa tragédia familiar aconteça com eles? Podem tomar precauções! O portal “O Tempo” listou 11 dicas muito úteis para evitar esquecer o filho no carro, que vão desde o local onde colocamos a bolsa/celular até o tipo de música no rádio, passando pelo posicionamento do retrovisor central. CLIQUE AQUI para conferir — e ajude a compartilhar com TODOS, sem exceção, para disseminar essas ideias e ajudar a poupar novas dores insuportáveis ao nosso redor.

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Novo fuso horário

fusohorario

O corpo e, mais especificamente, o cérebro da gente sempre me surpreende.

Imaginem vocês que, até poucos dias atrás, minha rotina era a seguinte: ia dormir entre 1h e 2h da madrugada, acordava entre 9h e 10h da manhã, tinha os momentos de lazer, de dona de casa e de blogueira até umas 15h, e trabalhava a partir das 16h, chegando em casa no começo da madrugada. Uma hora de trânsito para o trabalho na ida, 20 minutos na volta.

Subitamente, meu dia se inverteu: tenho que acordar às 5h30, trabalhar a partir das 7h, tenho o momento lazer/dona de casa/blogueira na metade da tarde e começo da noite e me esforço pra estar dormindo no máximo às 23h30. 25 minutos de trânsito para o trabalho na ida, 55 na volta.

Resultado da conta: os dias estão mais compridos, as horas de sono estão mais curtas — e o trânsito continua igualmente ruim.

Pensei que eu teria grande dificuldade em mudar tão radicalmente meu uso horário. Mas aí é que entra a surpresa com a capacidade de adaptação do corpo! Não estou tendo problema algum em acordar tão cedo e trabalho ligadona na parte da manhã, mesmo nas noites em que acabei dormindo só 4 horinhas.

Por outro lado, o restante do dia ainda não criou rotina — e rotina é bom pra ajudar nessa adaptação.

Teve dias em que cheguei em casa e me mantive acordada, fiz feira, lavei roupas, lavei vasilhas, nadei, corri, deixei cinco posts do blog agendados para entrar às 8h em ponto nos dias seguintes. Noutros, fiquei numa preguiça modorrenta, pingando de sono ao volante no trajeto de volta, e dormi pesado de 18h às 20h, depois tendo dificuldade em ir pra cama às 23h30. Nesses dias, o cansaço é enorme, o corpo fica mole e foi por que, dia desses, não consegui nem postar.

Como explicar? Essa forma diferente de lidar com a rotina também me surpreende: cérebro, meu caro, decida-se!

Só sei que, enquanto meu corpo não se adapta de vez, me fio no meu otimismo, que já encontrou mais pontos positivos que negativos no novo horário, e naquele ditado dos tempos da minha tataravó:

acordarcedo

 

Você já passou por isso? Como fez para se adaptar? Foi fácil? Conta pra mim! 😀

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