Post para as mães desesperadas porque o filho não come nada

Olá, querida mãe de bebê que chegou até aqui.

Imagino que esteja passando por uma situação que vivi até muito pouco tempo atrás: seu filho come mal pra chuchu.

Ele rejeita os pratos que você prepara com o maior carinho e tem recusado tanta coisa que você praticamente limitou o menu a três ingredientes que dão mais ou menos certo: ovo, arroz e macarrão.

E olhe lá.

Porque tem aquele dia em que você esquenta o arroz e ele rejeita, daí oferece macarrão e ele diz que quer, você prepara um delicioso e ele rejeita. Daí pede ovo e você faz, mas ele recusa. Desesperada, tenta inovar nos tipos de ovos: de codorna, frito, omelete, mexido.

Não, não é porque você é péssima mãe e cozinheira, você não acha a menor graça em desperdiçar comidas, não é porque não tem pulso, não é porque faz tudo errado, porque ele se distrai, não é por nada disso. É simplesmente porque não cogitamos a ideia de amarrar o menino, abrir a boca bem larga e pregar com durex e despejar alimentos lá dentro à força até ele engolir tu-di-nho! (Claro que às vezes dá vontade, mas a gente não cogita).

Não podemos obrigar alguém a comer, simples assim.

Daí você escuta ou lê milhões de relatos dizendo que é assim mesmo, que essa fase da vida é difícil, que as crianças não querem saber de comer, que estão descobrindo o mundo, que o importante é não estarem perdendo peso, o importante é ter saúde, não fique neurada – etcs mil.

Mas você não acredita em nada disso, porque vê seu filho magrelo e a tal fase já está durando um ano e ele chegou até a perder um pouco de peso sim, e nunca está naquela curva verde maravilhosa dos gráficos, e os bebês das amigas e parentes estão tão maiores e mais fortes – e tal.

Eu vivi tudo isso. Inclusive, é óbvio que esta minha carta também pode e deve se dirigir aos pais, Continuar lendo

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A coisa mais legal de ser mãe: reviver meu lado criança

Dia desses, talvez influenciada pela Semana das Crianças, cheguei a uma conclusão sobre o que é a coisa mais legal de ter virado mãe: o mais legal de ter um filho é poder voltar a viver a infância!

Quando eu era criança, não queria crescer de jeito nenhum. Meu pai me apelidou de Peter-Pana, porque eu queria ser criança para sempre, vivendo na Terra do Nunca da minha imaginação fértil. Sempre gostei de brincar — brinquei de bonecas até os 15 anos, quando os hormônios e a pressão social já começaram a pesar. Mas brinco muito até hoje, já falei sobre isso aqui.

A diferença é que, com um filho pequeno, posso brincar MUITO MAIS! Logo depois do café da manhã, sento com o Luiz no chão da sala e brincamos de tudo: carrinho, pianinho, de jogar as coisas no chão, de guardar os brinquedos menores na latinha do Galo, de cantar, bater palminhas, olhar as figuras dos livros enquanto faço sons engraçados, rolar a bola grande, esconder e achar de novo, e mais uma infinidade de invencionices deliciosas. As gargalhadas que o Luiz dá e a carinha de surpresa, espanto, concentração, esforço, encantamento ou felicidade (são carinhas fofas que se alternam) tornam esse momento ainda mais divertido!

Depois que volto do trabalho, mais uma sessão de brincadeiras mil, mas desta vez com um ritmo menos frenético (porque é melhor o Luiz ir desacelerando no fim do dia, e porque já estou cansada). No fim de semana e em feriados, nem se fala. É o dia inteirinho brincando, com pequenos intervalos para as sonecas.

E fico pensando: vai ficar cada vez melhor, à medida que meu bebê for crescendo. Porque os jogos vão ficando mais interessantes, complexos, instigantes, desafiadores, até chegar o momento em que o Luiz vai me dar um xeque-mate no xadrez (ou não: joguei milhões de vezes com meu pai e só conquistei um xeque-mate e um empate; em todas as outras vezes, perdi de lavada).

Vou curtindo cada fase sem pressa, porque sei que a vida já corre por si só, mas cheia de expectativa pelas milhares de brincadeiras que eu e Luiz ainda vamos inventar juntos. Duas crianças: o filhinho e a mamãe Peter-Pana.

Definitivamente, esta é a parte mais incrível e divertida de ser mãe…! 😀

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Músicas para Luiz, meu bebê de 3 meses

CD

Luiz completa hoje 3 meses de idade.

Nesse período, enquanto eu descobria como ser a melhor mãe possível para ele, e passava por algumas dificuldades esperadas, eu também tentei me divertir ao máximo — e, de quebra, alegrar também o dia do meu bebê.

Um dos nossos passatempos favoritos era inventar musiquinhas para todas as horas: do choro, do sono, da mamada, do banho, da dor, do soluço, do cocô, do arroto, e assim por diante. Quando a inspiração batia, eu ligava o gravador do celular e começava a cantarolar, enquanto o Luiz acompanhava tudo com atenção.

As musiquinhas são paródias de canções dos Beatles, do Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Jorge Ben Jor, de canções infantis tradicionais, de uma marchinha de Carnaval e até de um pagode clássico. Todas elas inventadas na hora, com rimas improvisadas, tentando alegrar o Luiz.

Decidi gravá-las para serem uma pequena lembrança dessa fase do meu bebê e também para divertirem outras mães e pais que estão passando por esta mesma época maravilhosa da vida! 🙂

Luiz, meu amor, este é seu presente de mesversário que mamãe te dá, em 17 faixas 😀

As faixas são as seguintes:

  1. Pra que chorar (versão da música do Vinícius de Moraes e Baden Powell, para a hora do choro do bebê)
  2. Hora da Fome (versão do Pintinho Amarelinho para a hora da mamada)
  3. Mistério do Choro ( versão de Escravos de Jó para a hora da dúvida dos pais quando o bebê não para de chorar)
  4. Solução pro soluço (versão de In My Life, dos Beatles)
  5. A Dor da Vacina (versão de Vai Passar, do Chico)
  6. Boa Noite, Luiz (uma canção de ninar)
  7. Canção de ninar baixinha (pra quando o bebê já está quaaaase dormindo)
  8. Banho de Sol (versão de Here Comes the Sun, dos Beatles)
  9. Andar para arrotar (uma canção de ninar para a andadinha depois da mamada)
  10. Lá vem o arrotão (versão do pagode Lá vem o negão, em processo de criação)
  11. Luiz elétrico (música que inventei, a única que não é paródia de nenhum outro ritmo, para quando o bebê está agitadão — o que pode acontecer por mil motivos)
  12. Dor de Barriga (versão da marchinha Alalaô para a hora do cocô)
  13. Balança as Perninhas (versão de Balança Pema, do Jorge Ben, para várias situações)
  14. Delícia de Banhozinho (versão de Teresinha, que conheço na voz de Maria Bethânia)
  15. Música pra aprender o nome (versão de Hey Jude, dos Beatles)
  16. Hora da Fotografia (versão de Quem Tem Medo do Lobo Mau pra distrair o Luiz enquanto envio as fotos para o pai, via WhatsApp)
  17. Pra que chorar (outra versão da primeira faixa, inclusive com letra um pouco diferente, em ritmo mais lento, pra quando o bebê está chorando de sono).

Ah, e vale registrar aqui como é impressionante o tanto que os bebês desenvolvem em tão pouco tempo! Todo dia acontece alguma coisa pela primeira vez, e eu anoto as novidades a toda hora, tentando registrar cada nova habilidade adquirida pelo meu filho. Ele já sorri faz tempo, mas recentemente também gargalhou fazendo barulhinho, já tem um leque de barulhinhos legais que usa para se comunicar, já aprendeu a virar e até rolou uma vez, já brinca com os móbiles, já segura objetos com firmeza, já sabe tirar o bico da boca (mas ainda não consegue colocar de volta), já mama com mais rapidez, já dormiu algumas noites inteiras sem acordar (embora ainda não seja o padrão), já interage com muito mais frequência, já tem toda uma personalidade. Isso sem falar nas dobrinhas das pernas e braços, nos bochechões, na fofura generalizada ❤ Já que o tempo passa tão depressa, vamos tentando guardar cada pedacinho da memória de todas as formas possíveis, não é mesmo? 😉

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Estética linda, história pouco original

Veja se estiver com tempo: O MENINO E O MUNDO
Nota 6

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Confesso que fui assistir a “O Menino e o Mundo” com certa preguiça. Tinha acabado de ver “Divertida mente” — que também concorre ao Oscar deste ano na categoria melhor animação –, que tem toda aquela profusão de cores, detalhes e sons, além de um dos roteiros mais filosóficos da Disney. Achei muito bom, dei nota 8 aqui no blog. Aí fui ver o trailer da animação brasileira e percebi que não há diálogos e os traços do desenho parecem infantis. A estética é completamente diferente. E, ao mesmo tempo que acho o fim do mundo o complexo de vira-latas do brasileiro, também dispenso o ufanismo gratuito: não vou torcer por um filme numa premiação apenas por ter sido feito por um conterrâneo meu.

Mas, como eu disse, a estética de “O Menino e o Mundo” é oposta à de filmes de animação blockbuster. E é seu ponto forte, no fim das contas. A arte do filme é L-I-N-D-A. As cenas que mostram o céu, por exemplo, são de embasbacar. O brilho que conseguem imprimir na tela parece mesmo um sol, ou uma lua, ou um vaga-lume. É muito bonito mesmo.

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Além disso, o filme adora explorar as simetrias e formas geométricas. Se mostra uma plantação de algodão, por exemplo, traz a vista de cima, com várias formas ritmadas, como se os trabalhadores fossem formiguinhas [imagem abaixo]. O mesmo ao mostrar contêineres sendo embarcados num navio ou operários trabalhando na indústria.

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Esse ritmo e essa simetria são obviamente propositais dentro da crítica que o filme faz ao “progresso” do mundo moderno, ao esmagamento provocado pela indústria no ser humano, que se torna máquina. Aquela coisa que já vem sendo mostrada no cinema desde “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, ou antes.

Esteticamente, lindo. Em termos de história, velho. Ou, pelo menos, muito pouco original. Como o filme não tem diálogos, vamos absorvendo aquelas cenas maravilhosas, embalados por uma trilha sonora muito gostosa, mas senti falta da história mesmo. Parecia um videoclipe de fazer ninar. Aí vem outra confissão: faltando meia hora pro filme acabar, eu cochilei. Dormi mesmo, de apagar. Acordei bem no finzinho e tive que voltar para ver de novo o que tinha perdido. Ou seja, não basta ser lindo, se acabar dando sono.

Tendo “Divertida mente” como concorrente, será difícil que a animação de Alê Abreu leve a estatueta do Oscar. O filme da Disney já ganhou, por exemplo, o Globo de Ouro e o Bafta, que são duas premiações de quase tanto prestígio quanto o Oscar. Mas já é bacana ver o trabalho do brasileiro sendo reconhecido em vários festivais mundo afora. Que venham novas indicações!

Assista ao trailer do filme:

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A menina de 2 anos mais esperta do mundo

bupirata

Quando minha sobrinha Laurinha estava com 4 anos, a família já tinha reunido um leque imenso de frases fantásticas que ela soltava de vez em quando. Por isso, criei um blog para deixar tudo registrado — e que acabou se tornando um valioso presente para toda a família.

Agora, a segunda sobrinha, a Bu, está com pouco mais de 2 anos e já começa a soltar suas pérolas engraçadíssimas. E, para manter a tradição, também criei um blog para ela — mais para desfrute da família e recordação, mas que com certeza vai alegrar o dia de muita gente que resolver espiar.

O blog está ainda no comecinho, mas já tem algumas frases muito boas!

Confiram AQUI! 😀

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