E a democracia na Venezuela? Não vem ao caso

Texto escrito por José de Souza Castro:

“Estou chocado com a parcialidade da comunicação social europeia, incluindo a portuguesa, sobre a crise da Venezuela”, afirma o economista Boaventura Sousa Santos, em artigo no jornal Público, de Portugal.  Estranho que alguém quatro anos mais velho que eu e muito mais experiente ainda se choque com a parcialidade da imprensa. Houvesse vivido no Brasil, desse espanto ele estaria imune.

Aqui a imprensa é sempre parcial, quando em jogo interesses de ricos e poderosos ante o restante da população. Não só do país, mas do mundo.

Na Venezuela, diz Boaventura, o que está em causa são as maiores reservas de petróleo do mundo e não a democracia. E quando os Estados Unidos ameaçam com sanções por causa do plebiscito de domingo, o motivo é o mesmo, porque “é crucial para o seu domínio global manter o controlo das reservas de petróleo do mundo. Qualquer país, por mais democrático, que tenha este recurso estratégico e não o torne acessível às multinacionais petrolíferas, na maioria, norte-americanas, põe-se na mira de uma intervenção imperial”, interpreta o economista português.

Foi por esta razão que o Iraque foi invadido e o Médio Oriente e a Líbia arrasados, acrescenta Boaventura. “Pela mesma razão, houve ingerência, hoje documentada, na crise brasileira, pois a exploração do petróleo do pré-sal estava nas mãos dos brasileiros.”

Pela mesma razão, prossegue, o Irã voltou a estar em perigo, Continuar lendo

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A volta dos que não foram

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Texto escrito por José de Souza Castro:

Na véspera do fatídico 15 de março, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado, publicou o seguinte: “Suspeita: Que a CIA esteja coordenando a Campanha pelo enfraquecimento dos governos da América do Sul ‘não alinhados’, tal como fizeram para instalar as Ditaduras Militar nos anos 60. A ‘Orquestra é completa’!”

O deputado petista foi ridicularizado – e não só pelo erro de concordância.

Mas não se pode simplesmente descartar a suspeita. Nem só petistas veem fumaças nestes nossos céus, do lado de cá das Américas. Mark Weisbrot, economista dos Estados Unidos que preside a Just Foreign Policy e codirige o Centro de Pesquisa sobre Economia e Política (CEPR, em inglês), é um deles. Seus artigos são publicados nos jornais “New York Times”, “The Guardian” e “Folha de S.Paulo” – que, por sinal, até onde sei, não publicou o último, intitulado “Obama prepara o cerco à Venezuela”.

O jornal paulista, porém, não ignorou o que Weisbrot escreveu em abril de 2013, alertando sobre as mãos dos EUA sobre a América Latina.

Começava por dizer que “acontecimentos recentes indicam que a administração Obama intensificou sua estratégia de ‘mudança de regime’ contra os governos latino-americanos à esquerda do centro, promovendo conflito de maneiras que não eram vistas desde o golpe militar apoiado pelos EUA na Venezuela em 2002. O exemplo mais destacado é o da própria Venezuela na última semana. No momento em que este artigo está sendo impresso, Washington está mais e mais isolada em seus esforços para desestabilizar o governo recém-eleito de Nicolás Maduro”. E concluía:

“É bom ver Lula denunciando os EUA por sua ingerência, e Dilma juntando sua voz ao resto da América do Sul para defender o direito da Venezuela a eleições livres.

Mas não apenas a Venezuela e as democracias mais fracas que estão ameaçadas pelos EUA.

Conforme relatado nas páginas deste jornal, em 2005 os EUA financiaram e organizaram esforços para mudar a legislação brasileira com vistas a enfraquecer o PT. Essa informação foi descoberta em documentos do governo americano obtidos graças à lei americana de liberdade de informação. É provável que Washington tenha feito no Brasil muito mais e siga em segredo.

Está claro que os EUA não viram o levemente reformista Fernando Lugo como um elemento ameaçador ou radical. O problema era apenas sua proximidade excessiva com os outros governos de esquerda.

Como a administração Bush, a administração Obama não aceita que a região mudou. Seu objetivo é afastar os governos de esquerda, em parte porque tendem a ser mais independentes de Washington. Também o Brasil precisa se manter vigilante diante dessa ameaça à região.”

No artigo mais recente, divulgado no Brasil, há poucos dias, por sites como Outras Palavras, Mark Weisbrot afirma que no dia 10 de março a Casa Branca deu mais um passo rumo ao teatro do absurdo, ao declarar “emergência nacional com respeito à inusual e extraordinária ameaça à segurança nacional e à política exterior dos EUA que se manifesta na situação na Venezuela” – como o presidente Obama escreveu em carta que enviou ao presidente do Congresso, John Boehner.

Acrescenta o economista norte-americano:

“Falta ver se alguém, do valente corpo de jornalistas que cobre a Casa Branca, terá coragem de perguntar o que, afinal, o chefe do executivo da nação mais poderosa do universo pensou que estivesse dizendo na tal carta. O quê?! Estará a Venezuela financiando iminente ataque de terroristas contra os EUA? Planeja invadir território norte-americano? Está construindo bomba atômica?

A quem essa gente pensa que engana? Alguns alegaram que o linguajar tinha de ser esse, porque é o que a lei dos EUA exige, para impor a mais recente rodada de sanções contra a Venezuela. Mas não melhora coisa alguma alegar, como se fosse defesa, que a lei norte-americana autoriza o presidente a dizer mentiras à vontade, para contornar o que não queira confessar.”

Alguém leu alguma coisa sobre isso na imprensa-empresa em língua inglesa? Provavelmente, também nada se leu sobre a imediata reação do presidente da União de Nações Sul-americanas ao golpe da Casa Branca, em 10/3: “A Unasul rejeita qualquer tentativa externa ou interna de interferência que busque qualquer violência contra o processo democrático na Venezuela.”

Washington já esteve envolvida na tentativa de golpe militar, rapidamente derrotada em 2002, na Venezuela; deu “treinamento, construção de instituição e outros apoios a indivíduos e organizações que se sabia estarem ativamente envolvidos no golpe” contra o presidente Hugo Chávez (golpe que durou apenas algumas horas) – segundo o Departamento de Estado dos EUA.

Os EUA não mudaram sua política para a Venezuela depois daquilo e continuaram a financiar grupos de oposição naquele país. Assim sendo, nada mais normal do que todos que conheçam essa história recente e conheçam o conflito entre EUA e América Latina também no golpe militar de 2009 em Honduras, imediatamente concluam que, sim, Washington está novamente envolvida em golpismos para derrubar governo democraticamente eleito.

(…) Praticamente há 15 anos, sem interrupção, veem-se esforços para derrubar o governo democraticamente eleito da Venezuela.  Por que seria diferente agora, quando a economia está em recessão e houve tentativa para derrubar o governo venezuelano ainda no ano passado?

Aliás… alguém alguma vez ouviu falar de tentativa de golpe para derrubar governo democrático, independente e progressista na América Latina, na qual Washington não estivesse metida? Pergunto porque eu, nunca.”

E conclui o autor:

“Washington mostra, frente à América Latina, a face do extremismo. Apesar de algumas mudanças em algumas áreas da política exterior (por exemplo, a abertura de Obama em relação ao Irã), a face do extremismo norte-americano não mudou em nada, desde os dias em que Reagan ‘alertava’ o país de que os sandinistas nicaraguenses estavam ‘a apenas dois dias de viagem, de carro, de Harlingen, Texas.’ Foi ridicularizado por Garry Trudeau em ‘Doonesbury’ e por outros chargistas.

A Casa Branca de Obama, Reagan redux, merece o mesmo tratamento.”

Tenho motivos, ao ler Mark Weisbrot (e, por que não, Sibá Machado?), de sentir-me perdoado por ter escrito neste blog, no dia 5 de fevereiro, um artigo pouco lisonjeiro, dependendo do ponto de vista, à embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, que continua muito discreta. E me animo, aos que não leram, a indicar onde pode ser encontrado e, se possível, não ser imediatamente descartado como mais uma infundada teoria da conspiração: AQUI.

Muito mais importante, porém, é ler este artigo de Victor Farinelli. O autor mostra que só neste século 21 ocorreram na América Latina seis golpes de Estado. Um a cada dois anos e meio. Todos envolvendo governantes que fizeram alianças com partidos de esquerda ou centro-esquerda. Atualmente, três países vivem situações simultâneas de instabilidade institucional: Venezuela, Argentina e Brasil.

O autor conclui o artigo com otimismo – que compartilho: “Contudo, não estou apostando em que pode acontecer um sétimo golpe, ou em quão breve isso poderia ocorrer, ainda que haja os que não acreditam em bruxas mas sabem que elas existem – e alguns ainda arriscam dizer de que país elas vêm.”

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O Brasil venezuelano e a volta do Febeapá

O homem burro, que ilustrou a capa do livro de Stanislaw Ponte Preta.

O homem burro, que ilustrou a capa do livro de Stanislaw Ponte Preta.

Texto escrito por José de Souza Castro:

A “Folha de S.Paulo” esclareceu ontem o caso, numa reportagem de Samy Adghirni, de Caracas. O governo venezuelano não estava cooptando jovens brasileiros, como suspeitava o Ministério Público Federal em Goiás. Resumindo:

No dia 17 de novembro, um procurador federal em Goiás, cujo nome completo se encontra na reportagem, mandou que se investigassem “ações ou omissões ilícitas da União, relativamente às condutas praticadas pelo governo venezuelano, ao levar, desde 2011, crianças e adolescentes brasileiros à Venezuela, com o fim de transmitir conhecimentos relativos à ‘revolução bolivariana'”.

Tomo emprestado de Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa, um parágrafo que mais bem resume o caso:

“O nobre procurador não se deu conta de que o comunicado do Ministério das Comunas da Venezuela – equivalente ao nosso Ministério das Cidades –, publicado em 2011, se referia a um bairro chamado Brasil, da cidade de Cumaná, no estado venezuelano de Sucre. Provavelmente foi contaminado pelo palavrório segundo o qual o Brasil vai aderir ao ‘bolivarianismo’, suspeitou de uma rede de tráfico humano comandada pelo governo da Venezuela e se cobriu de ridículo.”

Todos já ouviram falar do Febeapá – o Festival de Besteira que Assola o País, com o qual o jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, iluminou com seu texto bem-humorado a tragédia vivida pelo país pós-golpe militar de 1964. Ele morreu de ataque cardíaco, no dia 29 de setembro de 1968, apena 45 dias antes do Ato Institucional nº 5 que assombrou o país por muitos anos e quase acabou com o bom-humor dos brasileiros.

Entre os “ódios inconfessos” do criador de personagens inesquecíveis, como Tia Zulmira, Rosamundo e Primo Altamirando, Stanislaw Ponte Preta selecionou os seguintes: puxa-saco, militar metido a machão, burro metido a sabido e, principalmente, racista.

Como se vê, não seria difícil concordar com ele, naquele tempo e agora.

Relendo sua biografia AQUI e, sobretudo o texto escrito pelo poeta mineiro Paulo Mendes Campos logo após a morte do amigo, encontrei uma frase que conhecia dos tempos em que eu era adolescente em Lagoa da Prata: “Se peito de moça fosse buzina, ninguém dormia nos arredores daquela praça”. Eu a ouvia, durante sermões dominicais, referindo-se à praça em que se localizava nossa igreja matriz, dos lábios do monsenhor Alfredo, um velho holandês que jamais a atribuiu ao humorista carioca, mas que, desse modo, fazia sorrir discretamente o seu sofrido rebanho. E corar mocinhas recatadas com suas inescapáveis buzinas.

Tempos e costumes mudaram muito desde então. Há ainda militar metido a machão, como aquele notório deputado federal inimigo do comunismo, do bolivarianismo e do governo Dilma, há muito burro metido a sabido, há racistas e o diabo a quatro. Livramo-nos do AI-5, mas o Febeapá continua aí, 46 anos após a morte de Stanislaw Ponte Preta.

Vão-se os milicos, aprochegam-se os procuradores federais…

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O “ditador” Hugo Chávez

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Texto escrito por José de Souza Castro:

Morre um homem, nasce um mito. Hugo Chávez não será um mito latino-americano da estatura de Simon Bolívar, em quem se inspirou na luta contra poderes coloniais encarnados, conforme ele acreditava, nos Estados Unidos, nos bancos e nas grandes corporações internacionais, sobretudo as empresas petroleiras. Mas poderá se ombrear com Getúlio Vargas, do Brasil, e Juan Domingo Perón, da Argentina.

Chávez deve passar para a história, também, como ditador. Já foi incluído, como tal, numa extensa lista de ditadores, desde o século 19, elaborada pela enciclopédia virtual Wikipedia. Nessa lista estão 73 ditadores latino-americanos. Na Venezuela, detentora da maior reserva de petróleo do mundo, foram cinco ditadores ao longo de 143 anos. Desde 1870, o país só experimentou 64 anos de regime democrático.

A classificação de alguém como ditador depende do ponto de vista. De 1964 a 1985, o Brasil teve cinco generais na lista de ditadores da Wikipedia, de Castello Branco a João Figueiredo. O único outro ditador brasileiro listado é Getúlio Vargas. Poucos historiadores concordariam em deixar de fora, por exemplo, o segundo presidente brasileiro: Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro”. Na imprensa brasileira, qual jornal, revista, rádio ou televisão ousaria não classificar Hugo Chávez como ditador? Qual deles, porém, chamou de ditador qualquer de nossos ditadores listados na prestigiosa enciclopédia livre da internet, quando eles estavam no poder?

Porém, adversários dentro e fora da Venezuela não hesitam em classificar Chávez como ditador, alegando que, além de menosprezar princípios fundamentais da democracia como o direito à propriedade privada, ele pediu ao Congresso, sob o controle de partidários, poderes especiais para governar por decreto durante um ano. Nem mesmo admitem que ele foi um ditador benéfico para 80% da população venezuelana, aquela constituída pelos despossuídos num país rico em petróleo e que, por isso mesmo, durante muito tempo, foi objeto de desejo e de exploração predatória das grandes empresas e de nações como os Estados Unidos. E continuaria assim, não fosse Chávez. Mas que ainda não se livrou da dependência – e da “maldição do petróleo” [leia mais sobre essa maldição AQUI e AQUI].

Admitindo-se que Chávez foi um ditador, é preciso reconhecer que seu poder não se apoiava apenas nas forças armadas, como os quatro ditadores venezuelanos que o precederam, mas, sobretudo, no apoio popular. Em razão dele, fracassou o golpe militar que, com forte apoio da imprensa, em 2002 o apeou do poder por dois dias. A população armada saiu às ruas, e os golpistas logo debandaram. Em 1992, quando o então tenente-coronel do Exército Hugo Chávez intentou, com companheiros de armas, derrubar o governo, ele não teve o mesmo apoio popular e acabou preso por dois anos.

Ao ser libertado, resolveu trilhar o caminho mais indicado pelos democratas, embora estes não hesitem em recorrer ao golpe militar quando as urnas lhes falham repetidamente, como já ocorreu e pode acontecer ainda no Brasil. Chávez fundou um partido político socialista, incrementou suas críticas aos Estados Unidos e aos opressores dos trabalhadores em geral e, em 1998, elegeu-se presidente, aos 43 anos. A primeira das quatro vitórias contra uma oposição poderosa, formada principalmente pela imprensa e pela parcela mais rica da população, com respaldo norte-americano. A última foi no dia 7 de outubro passado, quando seu concorrente mais forte, o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, não chegou a representar uma ameaça para Chávez, já então lutando contra o câncer que o matou aos 58 anos.

Haverá nova eleição na Venezuela, em breve. A presidência da República será disputada, certamente, por Capriles, apoiado pelos Estados Unidos e pela elite econômica da Venezuela. Mas o favorito deve ser Nicolás Maduro, um seguidor do presidente morto e que tudo fará para dar prosseguimento à política socialista de Hugo Chávez. Se o fizer, certamente, será o sexto “ditador” venezuelano. A menos que venha a se realizar o desejo manifestado pelo presidente Obama, logo após a notícia da morte de Chávez, de uma reaproximação construtiva com o novo governo venezuelano.

Construtiva… Para quem?

O que falta a Hugo Chávez

HUGO CHAVEZ

Bom editorial do meu pai no “Hoje em Dia” desta sexta, com dois paralelos históricos que poucos se lembraram de traçar até agora:

Ao adiar por tempo indefinido a posse de Hugo Chávez marcada para quinta-feira (10), para um quarto mandato, pelo fato de o presidente estar tratando de um câncer em Cuba, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) parece ter desarmado o estopim de uma nova crise na Venezuela. A oposição se retraiu e a população saiu às ruas em solidariedade ao governo.
A decisão do TSJ pode não ser inteiramente jurídica – e sim uma resposta a um interesse político, como reclamou o governador Henrique Capriles, candidato oposicionista derrotado por Chávez nas eleições de 7 de outubro –, mas nem por isso os juízes erraram. No Brasil, em 1985, o presidente eleito Tancredo Neves adoeceu na véspera da posse, que foi adiada, e seu vice, José Sarney, assumiu semanas depois a Presidência da República. A solução foi criticada por juristas e adversários dos vitoriosos nas eleições indiretas, sob o argumento de que Sarney só poderia assumir se Tancredo tivesse tomado posse.
Mas acabou prevalecendo uma solução política desejada pela maioria dos brasileiros naquele momento. O Brasil saía de uma ditadura e reiniciava, com Sarney, a trabalhosa construção da democracia, ainda em curso. Os adversários do novo regime apostavam numa crise institucional para voltar à situação que lhes favorecera, mas não ao povo em geral.
Há um paralelo entre esse episódio da história brasileira e o momento atual na Venezuela. Este país imensamente rico em petróleo, mas com a maioria da população vivendo na pobreza, durante mais de um século foi dominado por ditadores cruéis que tinham o apoio de países como os Estados Unidos que se beneficiavam de seu petróleo.
Hugo Chávez representou uma ruptura do sistema injusto que vinha dominando seu país. Nisso imitou Simon Bolívar, que liderou a luta pela independência não apenas da Venezuela, mas também da Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá e Peru. Por 11 anos, foi presidente da Grã-Colômbia, primeira união de nações independentes da América Latina. Um período de muita luta militar e política para assegurar a independência. Alcançada finalmente a paz, Bolívar enviou mensagem ao Congresso Constituinte, no dia 20 de janeiro de 1930, renunciando ao cargo para que a democracia se fortalecesse.
Falta a Chávez igual grandeza bolivariana. Não contente com 14 anos no poder, quis governar a Venezuela por mais seis, mesmo sabendo que estava gravemente doente ao se candidatar pela última vez e de novo derrotar a oposição.