25 charges sobre o discurso vergonhoso de Bolsonaro na ONU

Tudo já foi falado sobre esse discurso ideológico, ultrapassado, atrasado, gritado, deselegante, cheio de ódio e de fake news que o presidente da República nos envergonhou ao fazer diante dos líderes de todo o planeta, na Assembleia Geral da ONU. Para não ter que escrever mais, recomendo a leitura do que o editor de Política do jornal “O Tempo”, Ricardo Corrêa, escreveu em seu artigo “Era melhor não ter ido“. Normalmente concordo com o que o Ricardo escreve, ele é bastante lúcido e vale acompanhar a coluna diária dele no jornal mineiro.

Para não passar batido este vexame aqui no blog, que é absolutamente crítico a Bolsonaro desde os tempos de inúteis mandatos na Câmara dos Deputados, fiz esta galeria com algumas boas charges que foram produzidas a respeito, em todo o país.

Bom proveito:

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E pra não nos aproximarmos do fim da semana tão azedos, vale ler esta utopia escrita pelo José Eduardo Agualusa na revista “Visão”, de Portugal, e reproduzida pelo Juca Kfouri em seu blog há cinco dias. Ao contrário da distopia que publiquei aqui no blog há algumas semanas, esta nos faz sentir um alívio incrível! CLIQUE AQUI e boa leitura 😉

Veja também:

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86 charges sobre o escândalo da #VazaJato (para compartilhar com aquele tio reaça que adorava o Sergio Moro)

Se alguém ainda não entendeu a gravidade do conluio entre um juiz federal de primeira instância que queria virar ministro do STF pelo caminho mais fácil e um procurador da República que ficou famoso por denunciar, sem provas muito claras nem pra ele, o candidato favorito à presidência da República, para justamente evitar que esse candidato ganhasse nas eleições, bom, se alguém ainda não entendeu a gravidade disso, talvez valha a pena desenhar.

Para isso, peço ajuda aos universitários. Ou melhor, aos chargistas, esses mestres do desenho prolixo, mestres da palavra desenhada. Selecionei, até o momento, 17 charges [número atualizado para 86 charges até o dia 26.6.2019] sobre o escândalo da #VazaJato, que, se o Brasil fosse um país sério, deveria levar à anulação de todas as condenações feitas pelo juiz Sergio Moro, deveria levar ao afastamento imediato de Moro e Dallagnol de seus cargos e deveria levar à revisão e eventual anulação do pleito de 2018. Mas, como o Brasil não é sério, não vai dar em nada. Então, resta-nos rir um pouco desta situação toda e continuar dizendo, como temos dito há quase seis meses, em alto e bom som:

Eu avisei!

Agora vamos às charges (vou atualizando a galeria à medida que encontrar novas charges por aí):

Leia também:

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12 charges e 30 ótimos textos contra a censura às biografias

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Uma das piores consequências dessa pseudopolêmica de artistas defendendo a censura às biografias é que, a cada nova frase que eles soltam tentando desmentir tudo o que tinham defendido há não tantos anos atrás, mais tomo antipatia desses caras que, um dia, já admirei com fervor. E o mesmo acontece com multidões de fãs, que vão perdendo o respeito por essas figuras, indignados com declarações tão mesquinhas e reacionárias. Que jeito triste de encerrarem suas carreiras e vidas! Que feio, Chico, que feio Caetano, que feio Milton, que feio, Gil. Banana pra vocês! 😛

Pra quem não leu o post original sobre a tentativa de censura às biografias, CLIQUE AQUI.

E atualizo a recomendação de bons textos de análise e informação sobre a polêmica (vou acrescentando sempre que eu vir algum bom texto):

  1. Jânio de Freitas mostra o quanto é ridícula a tentativa do Procure Saber de se desassociar de tudo o que já falaram e, ao mesmo tempo, reforçar as mesmas defesas, com ajudinha de um teleprompter.
  2. A carta aberta de Benjamin Moser a Caetano Veloso
  3. O excelente relato pessoal de Mario Magalhães, que fez a biografia de Carlos Marighella e, embora ela tenha sido um estrondoso sucesso para os padrões brasileiros, praticamente o deixou falido, como costuma acontecer aos jornalistas que encaram largar uma Redação para se dedicarem a este trabalho ainda mais suado.
  4. A excelente carta que o mesmo Mario Magalhães escreve a Chico (“Biografias são reportagens, que constituem gênero do jornalismo. Pagar royalties a personagens descaracteriza biografias não autorizadas _você propõe mesmo dar uns caraminguás aos netos do Médici?”)
  5. Manifesto contra a censura às biografias, assinado por várias pessoas que admiro muito no jornalismo e na literatura
  6. Chico Buarque pego de calças curtíssimas
  7. Ricardo Kotscho comenta a mancada de Chico e espeta Paula Lavigne (“Paula não é artista nem se tem notícia de alguém que esteja interessado em escrever sua biografia. Trata-se apenas da ex-mulher e empresária de Caetano Veloso, que está vivendo seus 15 minutos de celebridade.”)
  8. Editor da Companhia das Letras fala sobre pagamento indevido e tentativa de censura movida pela família de Garrincha.
  9. Janio de Freitas fala do despenhadeiro que esses artistas estão querendo abrir para empurrar nossa frágil democracia (“Se consagrada a proibição não autorizada, em livro, do que uma celebridade julgue inconveniente a seu respeito, por que continuaria permitida a mesma publicação, sem prévio consentimento, em jornal e em revista? Ambos com tiragens e repercussão muito mais imediatas e maiores que as do livro. Os vitoriosos da primeira prepotência por certo passariam ao ataque à contradição. E assim em diante, mudando-se apenas as levas de interessados. A democracia tem dois defeitos básicos, entre inúmeros outros: não é perfeita e não admite brechas. Nela, todo mau passo se multiplica em outros maiores. E jamais são precisos muitos: o precipício nunca é distante.”)
  10. Silvana Mascagna questiona: “Não era proibido proibir?” (Trechos: “Paula acredita, meus caros, que se corre o risco “de estimular o aparecimento de biografias sensacionalistas, em um país em que a reparação pelo dano moral é ridícula”. Então por que Paula e seu grupo não lutam, se unem e fazem lobby para fortalecer a Justiça brasileira? (…) Lembro-me da entrevista que fiz com Fernando Morais, quando este lançou “O Mago”, biografia de Paulo Coelho. Ele me contou ter ficado em dúvida sobre publicar ou não trechos polêmicos como o que o escritor induz uma namorada ao suicídio, as internações no hospício, seu envolvimento com drogas e o pacto que ele fez com o diabo. Mas os conflitos éticos de Morais cessaram quando ele chegou à conclusão de que não tinha por que submeter o público a uma censura que Paulo Coelho não tinha imposto a ele. O resultado é uma das melhores biografias já publicadas no país. Se o Procure Saber sair-se vitorioso mais uma vez, o que teremos é o fim das biografias, porque autores se dizem desmotivados a dedicar anos e anos de pesquisa para, ao fim de tudo, ser impedidos de publicar seus livros. Ou pior, só teremos biografias chapa-branca. Quem perde com isso? Todos os brasileiros, mas, em particular, aqueles que acreditaram que Chico, Caetano, Gil e Milton falavam a verdade, lá atrás. Não falavam.”)
  11. Reportagem de “Época” faz a mesma pergunta que Silvana. O texto é bastante editorializado, escrito não por acaso pelo editor de livros da revista, Danilo Venticinque, com termos fortes e resultado muito bom.
  12. Danilo Venticinque, em artigo à parte, se pergunta que diferença faria se nunca fosse escrita uma biografia de Caetano Veloso.
  13. Biógrafo (censurado) de Roberto Carlos é bastante didático ao lembrar que Jorge Ben já foi acionado na Justiça, na década de 70, por “Fio Maravilha”, que ele homenageou em música. E como o Procure Saber tenta resgatar o que seria a Lei Fio Maravilha.
  14. Murilo Rocha faz sua reflexão
  15. Michele Borges da Costa dá asas à imaginação (“Não é preciso muita imaginação para entender o estrago de se viver em um paraíso das biografias autorizadas, que só se tornam públicas depois de o sujeito que dá título ou sua família ou seu advogado ler, cortar, acrescentar e aprovar. (…) Hitler seria conhecido por seu gosto apurado para a música clássica e pela ideia forte de nação e de pertencimento. Bruno como um goleiro talentoso, irresistível e que teve uma aposentadoria precoce por problemas pessoais. Tudo bem limpinho.”)
  16. O exercício proposto por Helio Schwartsman
  17. Ruy Castro defende liberdade de biografias
  18. Laurentino Gomes também
  19. Ministro da Justiça concorda que é censura
  20. Pedro Alexandre Sanches faz uma reflexão-resumo da coisa toda
  21. Suzana Singer procura todos os músicos contra biografias livres, mas eles se calam
  22. Outros músicos se posicionam a favor das biografias livres
  23. Meu pai faz sua reflexão
  24. Ana Paula Pedrosa faz sua reflexão
  25. Caetano sai da toca e, no meio de sua coluna, confirma que já defendeu liberdade de biografar
  26. André Barcinski critica a coluna de Caetano
  27. Piauí Herald faz sua brincadeira: “Jesus exige autorização prévia para liberar Novo Testamento”
  28. Mais uma brincadeira: Leãozinho exige autorização para ser citado por Caetano
  29. Outra para nosso bom humor: página do Facebook cria biografia coletiva e livre de Caetano
  30. Não deixa de também ser humor: Caetano, Chico, Gil e os outros conseguiram um “excelente” deputado para defender sua tese da censura no Congresso, Jair Bolsonaro!

Outros posts de charges:

25 charges e cartuns sobre a espionagem da NSA

Continuando o post de ontem, seguem algumas ótimas charges políticas sobre a espionagem promovida pela agência norte-americana NSA e especificamente contra a presidente Dilma Rousseff e a Petrobras (governante e empresa inimigas dos Estados Unidos, assim como Síria e Irã? Sei…).

Escolhi os melhores cartunistas do país, como Duke, Lute, Alpino, Amarildo, Aroeira, Gilmar, Cicero etc. Algumas charges foram escolhidas pelo desenho genial, outras pela sacada da mensagem, mas são todas muito boas e fazem um belo resumo do noticiário, desde a revelação de Edward Snowden até o discurso ignorado de Dilma na ONU. Coloquei em ordem mais ou menos cronológica. No final, coloquei também um meme que circulou no Facebook nas últimas semanas.

Como estão todas assinadas, não pus legenda com nome do artista. Basta clicar sobre a imagem para ver em tamanho real:

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Outros posts de charges: