86 charges sobre o escândalo da #VazaJato (para compartilhar com aquele tio reaça que adorava o Sergio Moro)

Se alguém ainda não entendeu a gravidade do conluio entre um juiz federal de primeira instância que queria virar ministro do STF pelo caminho mais fácil e um procurador da República que ficou famoso por denunciar, sem provas muito claras nem pra ele, o candidato favorito à presidência da República, para justamente evitar que esse candidato ganhasse nas eleições, bom, se alguém ainda não entendeu a gravidade disso, talvez valha a pena desenhar.

Para isso, peço ajuda aos universitários. Ou melhor, aos chargistas, esses mestres do desenho prolixo, mestres da palavra desenhada. Selecionei, até o momento, 17 charges [número atualizado para 86 charges até o dia 26.6.2019] sobre o escândalo da #VazaJato, que, se o Brasil fosse um país sério, deveria levar à anulação de todas as condenações feitas pelo juiz Sergio Moro, deveria levar ao afastamento imediato de Moro e Dallagnol de seus cargos e deveria levar à revisão e eventual anulação do pleito de 2018. Mas, como o Brasil não é sério, não vai dar em nada. Então, resta-nos rir um pouco desta situação toda e continuar dizendo, como temos dito há quase seis meses, em alto e bom som:

Eu avisei!

Agora vamos às charges (vou atualizando a galeria à medida que encontrar novas charges por aí):

Leia também:

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Críticas de Aécio poderiam ter sido feitas a FHC

Charge do Benett na Folha de ontem.

Charge do Benett na Folha de ontem.

Meu pai já abordou aqui um dos pontos do tal discurso dos “13 fracassos do PT“, feito por Aécio Neves nesta semana. Ele criticava a perda de lucro da Petrobras e meu pai demonstrou todo o contexto, dizendo que a perda só chamou a atenção porque, nos anos anteriores, houve um avanço sem precedentes no lucro da estatal.

Mas o que mais me chamou a atenção quando li esse discurso foi o tanto que ele aborda problemas — existentes e reais, neste governo Dilma — que também existiram, às vezes com mais gravidade, durante os dois mandatos em que o partido de Aécio esteve à frente do governo federal.

Em resumo: as críticas que ele agora dispara contra os petistas poderiam ser disparadas, talvez até com mais vigor, contra a era FHC.

Uma análise muito boa, na “Folha” de ontem, escrita pelo ótimo Gustavo Patu, explora essa questão. Um trecho:

“No que deveria ser um marco da mensagem oposicionista, o presidenciável tucano Aécio Neves não ofereceu propostas ao falar na tribunal do Senado e praticamente se limitou a um revide histórico –que leva a comparações desfavoráveis ao PSDB. (…)

Se é verdade que a primeira metade do mandato de Dilma foi uma espécie de “biênio perdido” para o crescimento, FHC viveu dois biênios do gênero, que somam metade de seus dois mandatos.

No primeiro (1998-1999) houve a implosão do controle das cotações do dólar, que era a base do Real, devido ao excesso de endividamento e à escassez de reservas cambiais. No segundo (2001-2002) houve a combinação de racionamento de energia elétrica, colapso da Argentina, turbulência financeira internacional e incerteza doméstica com a eleição de Lula. (…)

Aécio argumenta que os governos do PSDB e do PT enfrentaram “conjunturas e realidades absolutamente diferentes”, mas nem ele nem seu partido explicaram até o momento como deveria ser enfrentada a conjuntura atual. (…)

Em um exemplo, o controle da escalada dos preços, cobrado por Aécio, certamente significaria juros mais altos e dólar mais baixo, o que agravaria ainda mais a situação da indústria nacional, deplorada pelo tucano.”

Patu também critica o fato de os tucanos estarem batendo nos problemas de Dilma, Aécio entre eles, sem apresentar soluções alternativas. Coisa, aliás, que o PT já tinha feito durante a era FHC.

Vale ler na íntegra, AQUI.

O discurso de Aécio Neves ganhou Primeira Página de todos os jornais brasileiros (nem vou falar das manchetes em alguns jornais mineiros…). Vem sendo usado pela oposição como arma contra Dilma. E, pela situação, como arma contra FHC. O importante é que, partidos à parte, os brasileiros tenham noção do contexto histórico, das realidade econômicas em cada período, dos legados que cada governo pôde trazer e do que fizeram de errado, tendo oportunidade de fazer diferente.

Só assim, com memória, é que é possível darmos conta, como Patu fez, de que esse discurso de Aécio é um dos mais cascateiros dos últimos tempos. Esse é o principal candidato que a oposição apresenta ao país? O pernambucano Eduardo Campos (PSB) tem o que comemorar, então.

Como se 11,4 milhões existissem

Ótima charge do Benett na Folha de hoje.

Eu ia comentar sobre o fato de haver 11,4 milhões de brasileiros (6% da população)  vivendo em favelas, muitas vezes sem água, esgoto, luz e todos os direitos básicos. De quase todos estarem ao redor dos grandes centros, onde há mais riquezas e, portanto, mais oportunidades para que eles conquistem o necessário para sobreviver.

Ia também falar da bela matéria de Aguirre Talento no jornal de ontem, dando um exemplo concreto do que é miséria urbana.

Mas Benett disse tudo que eu ia dizer, na charge acima 😦