Minha coleção completa de ímãs de geladeira

Já contei aqui sobre minha paixão pelos ímãs de geladeira, né? Começaram como uma coleção despretensiosa, mas que foi crescendo, crescendo, e hoje passa de 200 pequenos quadrinhos (fora os que, infelizmente, se quebraram ao longos dos anos).

A grande maioria foi presente de amigos e colegas que, viajando por algum lugar muito legal ao redor do planeta, se lembraram de mim em algum momento e trouxeram o presente. Para mim, ganhar um ímã é um presentão! E com a vantagem-bônus de não ser muito caro nem muito pesado, para não atrapalhar a vida dos amigos viajantes.

Com essa mãozinha, já acumulei ímãs de três continentes (nada da África e Oceania, infelizmente) e 23 países, além de 12 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Detalhe: tirando os Estados Unidos, não conheço nenhum desses outros países que inundam minha geladeira. Mas sinto como se viajasse por eles a cada vez que vejo imagens deslumbrantes como estas:

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Lindo ímã do Equador! Foto: CMC, em 27/3/2015

Lindo ímã do Equador! Foto: CMC, em 27/3/2015

Não é uma maravilha? É quase como se meus amigos tivessem me levado na bagagem 🙂

Apesar de eu também ter ímãs mais variados, meus favoritos são os que mostram alguma cidade ou país, com imagens, bandeiras e, de preferência, com o nome do lugar (pena que alguns colocam o nome a canetinha, e logo desaparece…).

Pensando em preservar a coleção, inclusive depois que mais ímãs forem se quebrando (snif), resolvi criar uma galeria fixa no blog, que ficará ali na coluna da esquerda. Cada novo ímã que eu ganhar, vou acrescentando à galeria, com informações sobre quem me presenteou e o lugar retratado.

Para todos aqueles que adoram um ímã de geladeira — ou que adoram viajar: bom proveito! 😀

Clique sobre qualquer foto para ver todas em tamanho real:

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De que adianta fazer 30 anos?

De que adianta fazer 30 anos?

Uma idade tão forte, redondinha, com cara de divisor de águas, será que divide algo mesmo?

Ouvi amigas dizendo que, ao fazer 30, finalmente se sentiram “adultas”. O peso da vida adulta chegou para elas com as três décadas.

Para mim, não. Eu já me sentia adulta desde que deixei de me sentir criança. Sempre penso que pulei a adolescência: fui criança até o mááááximo que pude (e ainda tento ser, sempre que posso) e aí já comecei a querer ser adulta, com todo o trabalho, a independência e a responsabilidade e disciplina inerentes.

Comecei a ser adulta quando conquistei meu primeiro emprego fixo, aos 19?

Ou quando fui morar sozinha, em outro Estado, tendo que fazer malabarismo para pagar as contas e administrar a casa, a partir dos 22?

Só sei que foi bem antes dos 30.

Então, de que adianta fazer 30? Que diferença esta idade faz?

Aos 30, já não sou mais tão “foca” na carreira e profissão, mas tampouco sou tão calejada a ponto de ter perdido o encanto e o entusiasmo pelo jornalismo (quase sempre).

Aos 30, não sou tão “verde” no amor, mas tampouco tão experiente a ponto de ter perdido a taquicardia e os sonhos e a alegria do casamento.

Aos 30, não sou tão dependente dos amigos e posso me afastar daqueles que já não me fazem sentir muito bem, mas tampouco perdi a graça e o prazer de compartilhar bons momentos com a turma que conhece tão bem meus defeitos e ainda sabe rir deles.

Aos 30, não tenho a mínima preocupação com a opinião alheia (nunca tive, mas agora isso se tornou uma característica quase irreversível da minha personalidade). Não ligo de parecer meio doida — nem no ambiente de trabalho –, não ligo de não agradar a todos, não tenho nenhuma pretensão de ser unanimidade.

Estou menos preocupada em vencer todos os debates, em ter sempre os melhores argumentos e, a cada dia que passa, mais encerro uma discussão com um “você tem razão, obrigada.” Rio-me de quem se leva a sério demais, de quem fica bravinho só porque pensa diferente de mim. Hahahahaha, sério mesmo?!

“Caguei”, tenho que responder, às vezes. (Ainda falo palavrão, mas são palavrões mais inocentes, ou engraçados.)

Aos 30, reforço o sentimento de que é bom fazer os outros rirem. O bom humor é uma arma e uma solução para quase tudo, e, aos 30, é minha meta diária alcançá-lo. (Que a rabugice só me chegue aos 90!)

Continuo pouco vaidosa, como sempre fui, sem usar maquiagem, sem neura com “boa forma”, sem nunca ter pintado os cabelos e mesclando estilos de roupas que nada têm a ver com a moda corrente, mas comecei a me esforçar para passar protetor solar antes de sair de casa. Isso é bem 30 anos, né? 😉

Não sou a correspondente internacional, autora de best-sellers, viajante do mundo inteiro, como eu previa que ia ser, quando eu tinha apenas uns 15 anos. Mas aprendi a ser feliz com menos, a curtir minha própria companhia, a gostar de ficar em casa numa sexta à noite, só conversando com meu amor, a gostar de passar uma tarde de domingo com a família, em vez de num churrascão. São IMG_20150326_115915coisas prosaicas que, chegados os 30 anos, me parecem o maior dos luxos. E outros sonhos vão surgindo no lugar dos antigos.

De que adianta fazer 30 anos, então?

Não é um divisor de águas de nada na minha vida, mas funciona como o pipocar de fogos no Réveillon: me faz pensar em todos os 10.957 dias vividos — 10 mil dos quais totalmente esquecidos — e constatar que a vida é um negócio muito esquisito, mas que sorte e privilégio que eu nasci! E que não morri aos 27, como meus ídolos do rock e do blues e alguns da literatura. Aos 30, quero viver outros 30, e depois outros 30, e morrer bem velhinha (mas menos enrugadinha, por causa do protetor solar) 😀

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Tem coisa melhor que Natal? :)

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal

Sequência de cosquinhas na alma da festa de Natal

Só no Natal eu separo duas horas do meu dia para arrumar meticulosamente tooooodas as gavetas e armários da casa. E adoro fazer isso! Ligo o som, tiro tudo do lugar e coloco tudo de volta, organizadinho. Depois dá um prazer danado de ter tudo em ordem por alguns meses, até se bagunçar de novo.

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Nessa arrumação, separo todas as roupas e sapatos que não uso muito, velhinhos ou nem tanto (alguns bem novos até), e separo em sacolas para doação. Natal é época de desapego, de solidariedade, de pensar nos outros mais que em qualquer outra época do ano!

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Também por isso, é a época em que compramos presentinhos e lembrancinhas. Adoro presentear os outros! Como dinheiro não tá sobrando, em alguns casos compro só uma bobaginha, mas capricho no embrulho e no bilhetinho, pra tornar tudo personalizado e a pessoa ver que pensei nela com muito carinho ao fazer aquele pacote.

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Tenho uma turma de amigos de infância, por exemplo, que adoro. Mas são muitos e não daria para eu comprar presente para todos. Então vou à Lalka, uma chocolateria muito boa que tem aqui em Beagá, e compro um coraçãozinho de chocolate para cada um. No dia do nosso tradicional encontro de Natal, saio distribuindo coraçõezinhos ❤ ❤ ❤

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Desde o ano passado, também aprendi a pegar a cartinha do Papai Noel dos Correios — e já virou tradição! Neste ano, minha criança pediu um boneco bem específico lá, da modinha. Comprei o boneco, uma barra de chocolates e um embrulho bem bonito, e coloquei uma carta do papai Noel lá dentro, distribuindo um pouquinho de amor àquela família desconhecida.

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A gente acaba sendo presenteada também. Não só com as lembrancinhas compradas pelos outros, mas com a chuvinha típica desta época do ano e até com surpresas agradabilíssimas, com esta pitanga fora de época, a primeira do meu pezinho, imensa, praticamente uma abóbora! 😀

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Natal também é época de luzinhas espalhadas pela casa, de arvorinha de Natal, de enfeite na porta, e muitas cores em todos os lugares. Para entrar no clima, nada melhor que reler “Milagre na Rua 34”, um clássico da literatura mundial 🙂

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Por fim, é época de reunir os amigos em churrascos e amigo-ocultos ao longo da semana, de reunir a família toda, de relembrar com saudades dos que já se foram e se esbaldar com a alegria dos novinhos que chegaram nas últimas cegonhas, que são os que mais curtem a data.

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Que seu Natal tenha tudo isso — solidariedade, amizade, amor, família, nostalgia, presentes, clima, chuvinha, doações, comilança e muita alegria — e tudo o mais que fizer sentido para você! Feliz Natal! 😀

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Sobre aniversários, poeiras cósmicas e balões

Em dia de aniversário eu fico achando que todas as mensagens e coincidências do mundo foram feitas para me alegrar. Meio megalomaníaco, eu sei, mas é um jeito de eu me sentir presenteada pelo mundo e pela vida, o tempo todo, neste dia de tantas reflexões.

E hoje abri o site do Liniers, como faço todos os dias, para ver a tirinha do dia, e me deparei com esta belezura:

20140327Como não achar que foi um presente do Liniers para mim? 😀

Já “descobri” as chaves da felicidade, do amor, da amizade, da sabedoria e até da vida, mas ainda me espanto diariamente com a sorte de eu ter nascido, em meio a este universo infinito, e de ter esbarrado, aleatoriamente ou por força do destino, em outras tantas poeiras cósmicas que dão sentido à minha vida. Ter chegado aos 29 anos jamais faria qualquer sentido se eu não tivesse tido a companhia de outras cinco poeiras cósmicas que compõem a minha família, que depois se juntaram a outras e fizeram nascer outras (minhas sobrinhas); se eu não tivesse encontrado amigos, colegas e o meu amor; se todas essas pessoas que gostaram da minha companhia e resolveram andar ao meu lado, como balõezinhos, mesmo que por um determinado período da vida, não fossem tão especiais.

Ao longo dos anos, haverá outros rearranjos, outras poeirinhas em que darei a sorte de esbarrar, outras que seguirão outros caminhos. E isso, hoje, finalmente, faz pleno sentido para mim.

Depois de tanto fundir a cuca sobre o que é a vida, o que é a morte e para que serve tudo isso, posso dizer que já estou mais ou menos convicta de que isso simplesmente não importa. Aos 29 anos, o que importa é ter chegado aqui e vivido tudo isso e poder lembrar de uma parte boa, mesmo com minha memória meio esquisita.

E é isso! Feliz aniversário para mim e para todas as outras pessoinhas que habitam este universo e calharam de nascer neste 27 de março! Hoje é o dia mais gostoso do ano, bora aproveitar e curtir todos os presentes feitos exclusivamente pra nos alegrar e emocionar 😀

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