Em 1 mês de governo de Michel Temer, ao menos 30 retrocessos; veja a lista

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Ontem o governo interino de Michel Temer completou 1 mês. E, como prometido, fui atualizando a lista de retrocessos que aconteceram no país desde então. Confesso que chegou um momento em que passei a atualizar menos, porque meu tempo anda escasso. Além disso, agendei este post na última sexta-feira, então não contém eventuais novidades do fim de semana. Por esses motivos o “ao menos” do título deste post. Porque deve ter acontecido bem mais coisas frustrantes/previsíveis do que estas 30 que eu relacionei. Fique à vontade para acrescentar mais itens aí na parte dos comentários.

Segue a lista que eu fiz: Continuar lendo

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O picadeiro do Congresso Nacional

Ato contra "cristofobia"na Câmara dos Deputados. Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

Ato contra “cristofobia”na Câmara dos Deputados. Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

Em meus 30 anos de vida, pelo menos 15 dos quais muito atenta ao noticiário político, eu nunca vi o Congresso Nacional trabalhar tanto. Deputados e senadores varam a noite aprovando projetos de lei com uma voracidade nunca antes vista na história do nosso parlamento.

Pena que esse afinco todo seja para fazer uma pataquada atrás da outra.

Nas últimas eleições, duas bancadas ganharam uma força extraordinária, agora sob a liderança do presidente da Casa, Eduardo Cunha, do PMDB (suposto aliado do governo Dilma, mas na verdade o maior opositor de seu governo e nome forte para a candidatura à presidência em 2018, possivelmente contra Lula). São elas: a bancada evangélica e a bancada da bala. Agem unidas, como irmãs siamesas, na aprovação dos projetos mais obscuros.

Nosso Congresso reflete a sociedade em que vivemos? Parcela dela, sim. Mas não acho que a maioria dos brasileiros seja imbuída do pensamento da vingança, do revanchismo, do fundamentalismo religioso, da intolerância, misoginia e da homofobia. Por mais autoritária e violenta que seja nossa sociedade, ela convive com tradições históricas na identidade do brasileiro, bem resumidas no editorial do último domingo, publicado pela “Folha de S.Paulo”: “do sincretismo religioso, da liberalidade sexual, do bom humor, da convivência com pessoas vindas de todos os países e das mais diversas culturas, a prática do respeito, da cortesia e do perdão”.

Quando começa a ganhar força, entre nossos legisladores e representantes políticos, discursos de intolerância e ódio, ganham força também os cidadãos, antes escondidos em seus armários, que, por exemplo, publicam vídeos agredindo um frentista haitiano que veio se esconder da miséria e do caos em nosso país — um país tradicionalmente aberto a imigrantes de todos os cantos do planeta.

Estou preocupada, vocês não? Preocupada com esse Congresso, com essas bancadas e, principalmente, com essa liderança de Eduardo Cunha.

Felizmente, não sou a única. No mesmo editorial da “Folha”, registraram muito bem a preocupação do jornal paulista:

“Um espírito crescente de fundamentalismo se manifesta, contudo, em setores da sociedade brasileira — e, como nunca, o Congresso Nacional parece empenhado em refleti-lo, intensificá-lo e instrumentalizá-lo com fins demagógicos e de promoção pessoal. (…)

Essa aparência de progresso institucional se acompanha, porém, dos mais visíveis sintomas de reacionarismo político, prepotência pessoal e intimidação ideológica.

Tornou-se rotineiro, nos debates do Congresso, que este ou aquele parlamentar invoque razões bíblicas para decisões que cumpre tratar com racionalidade e informação.

Condena-se a união homoafetiva, por exemplo, em nome de preceitos religiosos e de textos –não importa se a Bíblia ou o Corão– que podem muito bem ser obedecidos na esfera privada, mas pouco têm a contribuir para a coexistência entre indivíduos numa sociedade civilizada e plural. (…)

Nos tempos de Eduardo Cunha, mais do que nunca a bancada evangélica se associa à bancada da bala para impor um modelo de sociedade mais repressivo, mais intolerante, mais preconceituoso do que tem sido a tradição constitucional brasileira. (…)

Uma espécie de furor sacrossanto, para o qual contribui em grande medida o interesse fisiológico de pressionar o Executivo, alastra-se para o Senado. No susto, acaba-se com a reeleição e se altera a duração dos mandatos políticos. O cidadão assiste a tudo sem sentir que foi consultado.

No meio dessa febre decisória, há espaço para que o Legislativo comece a transformar-se numa espécie de picadeiro pseudorreligioso, onde se encenam orações e onde se reprime, com gás pimenta, quem protesta contra leis penais duras e sabidamente ineficazes. (…)

Os inquisidores da irmandade evangélica, os demagogos da bala e da tortura avançam sobre a ordem democrática e sobre a cultura liberal do Estado; que, diante deles, não prevaleça a submissão.”

CLIQUE AQUI para ler o editorial na íntegra.

O colunista Ricardo Melo, do mesmo jornal, publicou na segunda-feira no artigo “Estupro constitucional“:

“Sem consultar ninguém, deputados e senadores passaram a legislar sofregamente sobre mudanças constitucionais. Sob a liderança do cruzado Eduardo Cunha, o plenário da Câmara vota a toque de caixa modificações que interferem no já limitado direito do povo de decidir os rumos do país.

(…) No clima de vale-tudo há sempre os puxadinhos habituais. Mais isenção de imposto para seitas religiosas, refinanciamento a perder de vista para caloteiros reincidentes e, aproveitando a onda, alterações na maioridade penal e nos direitos trabalhistas.

Mesmo num país singular como o Brasil, tem-se a sensação de que certos procedimentos ultrapassam limites.

Cenas como roedores invadindo uma CPI, “sindicalistas” exibindo nádegas em galerias, gás pimenta contra opositores selecionados e o uso do plenário para um culto ao obscurantismo mostram a rapidez da transformação da Casa do Povo em autêntica Casa da Mãe Joana.”

Melo toca num ponto importante: a bancada da bala e a evangélica não conseguiriam causar tanto estardalhaço não fossem também outras bancadas poderosas, como a dos tucanos e petistas. Ou seja, ninguém no Congresso está isento de culpa. Talvez uns dois ou três gatos pingados, que mal conseguem falar nas tribunas.

O que sei é que está difícil assistir a todo esse picadeiro sem ficar enjoada. Só nos restam duas coisas: esperar pelas próximas eleições, para tentar mudar esse quadro infeliz de Bolsonaros e Felicianos, e torcer para que, nesse meio-tempo, os outros dois Poderes — o Executivo e o Judiciário — consigam pôr um pouco de freio e equilibrar a gangorra desse Legislativo que está mandando no Brasil com o peso de uma bigorna maluca.

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15 de março: eu não vou

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Vi o banner acima ontem, pela primeira vez, no Facebook. Não sei quem o criou. Eu gostei, compartilhei pelo Twitter, e, duas horas depois, mais de 150 pessoas tinham compartilhado meu compartilhamento. (E assim continuou nas horas seguintes, mas parei de contar.)

Então, fiquei com a impressão de que nem todo mundo bateu panela e gritou “Fora Dilma” na janela de casa no último domingo

Escrevi o seguinte, antes de compartilhar: “Democracia é aceitar o que uma maioria quis e trabalhar/cobrar para que dê certo para todos. Quatro anos depois, escolher livremente o candidato favorito, mais uma vez. E assim por diante ;)”

Claro que, dentro do “cobrar”, do parágrafo acima, cabe também protestar. É legítimo protestar. É legítimo fazer buzinaço, panelaço, vaiar e xingar (embora, que pena, muitos tenham optado por xingar baixarias contra a presidente da República, em pleno Dia Internacional da Mulher). Tudo isso, felizmente, é permitido e só pode acontecer porque ainda vivemos numa democracia.

Quando há reclamação e crítica, o governante da vez se preocupa e busca uma reação para agradar àquela parcela, para a qual ele também governa, e que está demonstrando insatisfação.

O que me preocupa é quando tentam fortalecer o discurso do impeachment, sem nenhum respaldo para isso. É tentar mudar um resultado por meio do tapetão, ou seja, sem respeitar as regras vigentes e, neste caso, sem respeitar a maioria.

Dilma saindo, por um impeachment nonsense, quem assumiria em seu lugar? Segundo a Constituição (art. 79), seria Michel Temer, o vice-presidente, que é do PMDB (entenda mais AQUI ou AQUI). Mesmo partido de Renan Calheiros e Eduardo Cunha, que dispensam apresentações.

O pior é que não é nem isso que quer um grupelho que estava quieto há 30 anos e, com esta gritaria, voltou a ressurgir das trevas. Esse grupo, que já tem milhares de seguidores só em uma comunidade do Facebook, defende nada mais nada menos que a intervenção militar. [Não vou colocar o link para a comunidade, por motivos óbvios]. E aí, bye-bye panelaço, buzinaço e o escambau. Que seria do futuro? Imprevisível. E não algo que possa ser planejado ou reformulado num novo pleito, em quatro anos, como acontece hoje. O horizonte passa a ser obscuro quando deixamos de viver numa democracia. Assim como essa instabilidade do período pré-tapetão também dificulta qualquer possibilidade de tomar rumos que melhorem o Brasil. Vira só uma grande histeria, cada dia mais radical e intolerante, e menos aberta a divergências.

É isso que você quer? Eu não. Por isso, me abstenho de participar dessa marcha do dia 15. Não pela marcha em si: é muito válido criticar a presidente, que está deixando muita gente insatisfeita, inclusive vários que são até filiados ao seu partido, o PT. Mas pelos que estão se aproveitando da marcha para gerar histeria e, com a histeria, criar o ambiente certo para um golpe, como aconteceu há 50 anos no Brasil (e, também daquela vez, começou com “marchas”). Sou otimista demais pra embarcar nesta canoa furada 😀

Para fechar, recomendo a leitura da coluna de Murilo Rocha, publicada no jornal “O Tempo” na semana passada.

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Carta de uma sobrevivente do fim do mundo

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Queridos leitores sobreviventes,

Sobrevivi ao propalado fim do mundo, que deveria ter acontecido em 21.12.2012, segundo profecias maias, astecas, hindus ou tupiniquins — já não me lembro ao certo. Lá se foram mais de um ano, mais precisamente 367 dias, e posso garantir que, por enquanto, o mundo continua girando em suas obstinadas órbitas sobre si mesmo e ao redor do Sol.

O que não significa, é claro, que continue o mesmo. Afinal, usamos o termo “o mundo gira” (e “a fila anda”) justamente para tratar das revoluções surpreendentes da vida. Em comentário ainda hoje, meu pai deu dois exemplos disso: nomes como José, que tinham caído em desuso, voltaram com força à preferência de pais e mães adeptos da simplicidade — os mesmos que alçaram João ao nobre 34º lugar entre os batizados de 2013. O outro exemplo foi o Zé Dirceu, aquele que era visto naturalmente como sucessor de Lula na presidência, que era seu braço direito e um dos homens mais poderosos e influentes do país, estar passando o Natal na Papuda, em Brasília.

Neste ano que passou, vi pessoas condenadas pelo chamado escândalo do mensalão serem efetivamente presas. Ainda não vi suas multas serem cobradas. Tampouco vi o julgamento de um mensalão anterior ser iniciado — mas talvez eu sobreviva a esse novo importante momento político.

Vi também um primeiro deputado ser preso no país. Um tal de Natan Donadon, lembram?

Por falar em política, neste ano vi outros escândalos surgirem, como a chamada máfia do ISS, em São Paulo, responsável pelo desvio de R$ 500 milhões — cinco vezes mais que o mensalão –, e o propinoduto mundial da Siemens/Alstom, que também atingiu o Brasil por meio de políticos paulistas (segundo consta, Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin) e de Brasília (Joaquim Roriz e José Roberto Arruda).

E foi neste ano que uma suposta consciência política assolou os brasileiros, que saíram às ruas para cobrar o direito de andarem de ônibus de graça, depois para protestar contra os gastos da Copa, depois para cobrar o direito de manifestação livresem violência por parte da polícia –, depois para aproveitar e cobrar um pouco de tudo e, por fim, virando uma forma de posicionamento no mundo por si só, com direito a nome próprio — black blocs. Entrei no fim do mundo sem saber que esse povo existia e, poucos meses depois, descobri que havia centenas deles, talvez até alguns vizinhos ou colegas de trabalho.

Fico em dúvida se valeu a pena o mundo ter continuado, porque 2013 foi o ano de tufão nas Filipinas com mais de 6.000 mortos e mais de 1.000 desaparecidos, de uso de armas químicas contra civis sírios (deixando mais de 1.000 mortos), de meteorito deixando 1.000 feridos na Rússia, de tragédia em Santa Maria (resultando em mais de 200 mortos e vários gravemente feridos), do assassinato de Amarildo (e sabe-se lá quantos Amarildos mais), de Renan Calheiros de volta à presidência do Senado, de Marcos Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos, de desabamento do Itaquerão com morte de dois operários, de inflação em alta, de artistas consagrados decepcionando ao pedir censura às biografias e das enchentes (de sempre), com mortos, feridos e desabrigados (de sempre), com prefeito indo a Nova York na hora crítica (de sempre).

Por outro lado, em 2013 ganhamos um herói. Ele se chama Edward Snowden e revelou ao mundo, de forma muito corajosa, como se dão as espionagens digitais, feitas com apoio de gigantes como Google e Facebook.

Além disso, se tivesse havido o fim do mundo, eu não teria visto meu time ser campeão mineiro, depois campeão de todas as Américas e, por fim, o terceiro lugar dentre os grandes do mundo. Não teria tido grande felicidade e grande decepção com uma equipe quase inalterada de 11 atletas.

Foi em 2013 que os empregados domésticos começaram a vislumbrar uma correção de injustiça trabalhista histórica, com a aprovação de emenda constitucional para garantir a eles o que qualquer outro trabalhador já tinha há décadas.

Foi em 2013 que os médicos começaram a ser contestados pelos brasileiros e também viraram mote de protestos, desde que o Mais Médicos foi criado e apareceram por essas bandas profissionais cubanos e de outros países, para nosso divino direito da comparação.

Se o mundo tivesse acabado, não teríamos visto Eike Batista sair da condição de sétimo mais rico do mundo para um “mero” milionário, cuja empresa mais importante, a petroleira OGX, teve que pedir recuperação judicial (antiga concordata) para tentar se reerguer após anunciar que produziria muito menos petróleo do que tinha divulgado inicialmente ao mercado.

Foi neste ano ganhado de lambuja que conhecemos todos os Papa Francisco, um sujeito tão simpático, tão latino, que despejou algumas frases tão sábias sobre nós. E acabamos vendo outros ídolos morrerem — como Nelson Mandela, um dos grandes da História da humanidade. (Também morreu Hugo Chávez.)

Isso para não falar que, se o mundo tivesse mesmo acabado, minha vida teria sido interrompida tão precocemente. Vivi tanta coisa boa no período, que sobra a convicção de que viverei outras excepcionais nos anos de sobrevivente que me restarem. Pra ficar num exemplo: ganhei uma sobrinha que é provavelmente o bebê mais sorridente — e mais cabeludo — que pisou na Terra desde 21.12.2012. É impossível não olhar para ela e sorrir, mesmo no dia mais mal-humorado ou triste.

Fico feliz por ter sobrevivido — o mundo, eu mesma, e as pessoas mais queridas da minha vida — por mais um ano. Desejo a vocês um 2014 de muitas emoções e motivos para comemorar. Um ano mais politizado que político, uma eleição sem fla-flu mala na internet, uma Copa sem sangria nas ruas, uma sociedade mais gentil e delicada (inclusive no trânsito!), um Galo bicampeão da Libertadores, com novos heróis surgindo e menos deles morrendo, com mais bebês sorridentes tornando nossa vida amena, cercados de gente que amamos. Uma sobrevida que valha a pena a todos 😉

Gentilmente,

Uma sobrevivente qualquer do fim do mundo

Os 1,6 milhão que querem derrubar Renan Calheiros

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O movimento “Fora Renan”, ao contrário do “Fora Sarney“, que se limitou a hashtags no Twitter, conseguiu fazer uma petição com 1,6 milhão de assinaturas, de todo o país, pedindo a saída do mais novo-velho presidente do Senado brasileiro.

Ela foi entregue em mãos a senadores de cinco partidos diferentes. Além disso, seus manifestantes enviaram 164 mil mensagens diretamente às caixas de email dos colegas de Renan.  O movimento foi parar nos principais veículos de comunicação do país. Houve protestos nas ruas de várias capitais.

Em email enviado por Pedro Abramovay, pede-se que as pessoas interessadas tomem mais três atitudes, para tentar manter o movimento aceso. Compartilho aqui no blog (os parêntesis são meus):

1) Pressionar cada senador a abandonar Renan, pois ele é uma ameaça à nossa democracia. Mais da metade dos nossos senadores não votaram em Renan ou estão com medo de admitir que votaram. Se todos nós escrevermos e ligarmos para nossos senadores exigindo ação, vamos dar a eles um mandato da opinião pública impossível de ser ignorado para bloquear este sujeito sob suspeitas. Se pudermos conseguir um senador, depois dois, depois 10, depois 30 senadores nos prometendo obstruir as negociações do Senado até que Renan renuncie, nós venceremos. Foi isso que aconteceu em 2007, e agora temos um movimento popular muito mais forte para pressioná-los. (AQUI a lista de telefones e emails de todos os senadores).

2) Mostrar aos senadores que a maioria dos brasileiros quer Renan fora. 1,6 milhão de nós – o dobro do número de pessoas que o elegeram – já pediram que Renan deixe o poder. Mas se fizermos uma pesquisa de opinião e pudermos mostrar que a esmagadora maioria dos brasileiros quer Renan fora, os senadores, que concorrerão às eleições do ano que vem, vão se sentir ainda mais pressionados para responder a demanda popular. (Bom, isso dependeria de alguém pra financiar a pesquisa de opinião…).

3) Apelar ao Supremo Tribunal Federal para acelerar o caso Renan. Já existe um processo contra Renan no STF e a Ordem dos Advogados do Brasil está prestes a apresentar um caso desafiando o voto secreto que o elegeu presidente como inconstitucional, e pedindo a anulação dessa eleição. Nós não podemos interferir nas suas deliberações, mas podemos exigir que sendo estes casos de importância nacional eles devem ser analisados rapidamente e não podem ser esquecidos em um lamaçal de desculpas e atrasos. (AQUI, os emails dos gabinetes dos ministros do STF).

Lembrando que o movimento, neste caso, nada tem de golpista, porque Renan foi reconduzido à presidência do Senado pelo voto secreto e indireto de representantes que depois nem tiveram a coragem de assumir em quem votaram. Agora, mais do dobro das pessoas que o elegeram em primeiro lugar vêm a público dizer que não querem vê-lo num cargo tão importante, o 3º na linha de substituição da presidente da República (após o vice e o presidente da Câmara — que, aliás, mereceria um protesto todo seu).

Tem mais ideias para o “Fora Renan”? Comente AQUI.