Filmes em 2018, melhores e piores

Tradição deste blog desde os primórdios, listo hoje os 40 filmes a que assisti neste ano, separando os melhores, os mais ou menos e os terríveis.

A grande maioria merece ser vista, considerando cada gênero. Entre parêntesis, em boa parte dos casos, você pode acessar o link para a resenha completa de cada filme, com notas mais específicas e o trailer:

Vale a pena ver:

  1. Bohemian Rhapsody (mais AQUI, nota 10)
  2. Infiltrado na Klan (mais AQUI, nota 10)
  3. Viva – A vida é uma festa (mais AQUI, nota 10)
  4. A Forma da Água (mais AQUI, nota 9)
  5. The Post (mais AQUI, nota 9)
  6. Eu, Tonya (mais AQUI, nota 9)
  7. A grande jogada (mais AQUI, nota 9)
  8. Todo o dinheiro do mundo (mais AQUI, nota 9)
  9. Três anúncios para um crime (mais AQUI, nota 9)
  10. Sr. Sherlock Holmes (mais AQUI, nota 9)
  11. Extraordinário (mais AQUI, nota 9)
  12. Corra! (mais AQUI, nota 8)
  13. Eu, Daniel Blake (mais AQUI, nota 8)
  14. Artista do desastre (mais AQUI, nota 8)
  15. O experimento do aprisionamento de Stanford (mais AQUI, nota 8)
  16. Roman J. Israel, Esq. (mais AQUI, nota 8)
  17. Doentes de amor (mais AQUI, nota 8)
  18. Benzinho
  19. Roda Gigante (mais AQUI, nota 8)
  20. Dunkirk (mais AQUI, nota 8)
  21. Mudbound (mais AQUI, nota 7)
  22. O destino de uma nação (mais AQUI, nota 7)
  23. Trama fantasma (mais AQUI, nota 7)
  24. Christopher Robin (mais AQUI, nota 7)
  25. Lady Bird (mais AQUI, nota 7)
  26. Os Incríveis
  27. Heidi

Veja se estiver com tempo sobrando:

  1. Nasce uma estrela (mais AQUI, nota 6)
  2. Me chame pelo seu nome (mais AQUI, nota 5)
  3. A melhor escolha
  4. A mulher mais odiada dos Estados Unidos
  5. Pegar e largar
  6. Será que?
  7. Pequena grande vida
  8. Perfeitos desconhecidos
  9. O bicho vai pegar 3
  10. Projeto Flórida (mais AQUI, nota 4)

Não veja!

  1. A Freira
  2. Cartão de Natal
  3. Peixonauta

 

Leia também:

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Por qual 2017 você torce? Veja meus votos para o ano novo!

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2016 está acabando e, como de costume, estamos naquelas de “ufa, demorou!”, “que ano péssimo!”, “já vai tarde”, “acaba logoooo” etc. Notem que não estou desprezando as mil e uma tragédias que aconteceram neste ano — de um golpe político no Brasil, com retirada do poder de uma presidente que não cometeu qualquer crime, a atentados terroristas, guerra na Síria, pacotaços tenebrosos do governo Temer e tristezas sem fim como a queda do avião com o time inteiro da Chapecoense. Mas vale a pena lembrar que, em 2015, tivemos a maior tragédia ambiental do país e estávamos, também, nesse clima da charge do Duke:

duke2015

Será que no apagar das luzes de 2017 também estaremos nessa agonia?

Por mais otimista que eu seja, tendo a achar que sim. Porque estou presenciando o Brasil dando passos galopantes para trás, em retrocessos sem fim.

O noticiário em geral está tão angustiante que cheguei a escrever, outro dia, que só os alienados são felizes. Frase no mínimo curiosa vinda de uma jornalista — que é apaixonada por jornalismo.

Um amigo, o Kenji, respondeu: “Felicidade é uma construção pessoal”.

Danei a pensar. Realmente, por mais terrível que esteja o país, a política, a economia, por mais tragédias, acidentes e guerras escabrosas em todo o mundo, ainda é possível sermos felizes no dia a dia, com a gente mesmo, em nosso pequeno círculo de amores e amigos, na vizinhança, no trabalho, no bairro, no trajeto para os lugares que frequentamos. Ser feliz é um esforço e uma construção que, embora esteja relacionado ao todo, não depende exclusivamente dele.

Com tudo isso em mente, comecei a fazer alguns votos para um 2017 melhor. Alguns desses votos são mais ambiciosos, mas outros são prosaicos, dependem mesmo da atitude de cada um de nós. Sempre que me lembro de um novo voto, acrescento lá no Twitter, com a hashtag #votosdakika.

Veja alguns desejos que tenho para 2017: Continuar lendo

Um ano para ficar na memória

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Texto escrito por José de Souza Castro:

Há dois dias li na “Folha de S. Paulo” artigo de Jairo Marques, um jornalista cadeirante, que me fez pensar. “Por todos os lados”, diz ele, “tenho escutado em coro ‘Acaaaaba, 2015’, o ano mais terrível de todos, o ano das desgraceiras nas mais diversas áreas, o ano em que ficamos mais pobres, o ano em que políticos e empresários ficaram nus, o ano em que Minas chorou barro e o ano em que um bebê sírio deitado de morte na praia arrancou pedaços de corações em todo mundo”.

Apesar de tudo, ele gostaria que o ano continuasse. Porque foi em 2015 que nasceu, há sete meses, a filha Elis. Ele não queria perder um dia sequer de um ano que lhe trouxe, e à família, tanta felicidade elisiana.

“Minha filha me faz valorizar mais o tempo que tenho agora e projetar com mais calma e menos ansiedade o amanhã. Faz eu refletir sobre o que tenho e não sobre o que não tenho”, diz Marques – chefe da minha filha Cristina na Agência Folha, quando ela começava sua carreira em São Paulo.

Eu tenho mais motivos para pensar como ele. Foi em 2015 que nasceram Felipe, Luiz e Matheus – meus netos mais recentes. Só isso, para mim e todos em minha família, supera as dificuldades vividas por nós durante o ano.

É uma questão de foco, diriam. Sim, mas não só. Há muitas maneiras de se repensar o ano que terminou. Como eu venho de longe, como dizia Leonel Brizola, já vi muitas coisas misteriosas, muitas desgraceiras, em minha vida. Nascido em plena Segunda Guerra Mundial, cuja importância só vim a perceber uns 15 anos depois, vivi um tempo em que não faltou, no Brasil e no mundo, um ano que parecia o mais terrível de todos.

No entanto, sobrevivi a todos eles. Por isso, vivo dizendo à Cristina que precisamos ser otimistas. E, em 2015, quase me cansei de repetir isso ao jornalista Acílio Lara Resende, meu chefe durante 16 anos no “Jornal do Brasil” e que, nos últimos meses, tem-se revelado extremamente pessimista com a situação do país, em seus artigos no jornal “O Tempo”.

Na mesa dele, na sucursal do JB, havia uma plaquinha de acrílico sobre uma base de madeira, com uma frase – “Isso também passa” – para a qual apontava silenciosamente sempre que um de nós levava a ele um problema que no momento parecia insuperável, insuportável.

Passa sim, como passou a ditadura de Salazar em Portugal, derrubada por um golpe militar no mesmo dia em que nasceu meu filho mais velho, o Henrique. Como passou a última ditadura militar brasileira. E como passará, estou certo (sou um otimista), a armação da direita para implantar nova ditadura no Brasil, desesperançada que ela parece estar de ganhar o poder pelo voto.

Sim, 2015 não será esquecido tão cedo. Há muitas lições a se tirar desses 365 dias. Sobretudo para nós, jornalistas. Se eu tivesse que fazer uma retrospectiva da imprensa – como fez a Cristina com os livros e filmes lidos e assistidos por ela durante o ano – o resultado não seria otimista. Por isso, não faço, pois estou muito velho para me tornar pessimista. E acho que todos nós saberemos tirar proveito dessa lição. Quem de nós não sofreu na pele as consequências dos erros da imprensa que contribuíram para jogar o país na depressão? Mas, felizmente, ainda não na ditadura…

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Mais um ano que acaba (e haja notícia!)

Salvador Dali

Salvador Dali

Rio das Ostras, fogos de artifício, mar azul. Marchinhas politizadas de Carnaval. Vejo todos os filmes do Oscar. Morre jornalista Santiago Andrade. Facebook compra aplicativo WhatsApp por US$ 16 bilhões. Morrem Philip Seymour Hoffman e Eduardo Coutinho. Carnaval. Avião da Malásia desaparece com 239 a bordo. Fui para o portal. Operação Lava-Jato revela esquema de corrupção na Petrobras e ex-diretor é preso. 29 anos de idade. Eu não mereço ser estuprada. Doença em família. Semana Santa no Ceará. Morre Gabriel García Márquez, José Wilker, Luciano do Valle. Férias on the road: São Paulo, Santa Catarina, Minas. Copa do Mundo. No Mineirão. Família ganha novo bebê. Tragédia em BH, viaduto cai, 2 morrem e 22 ficam feridos. Avião é abatido com 298 passageiros na Ucrânia. Revelado aeroporto que governo de Minas construiu para família de Aécio. Morrem Ariano Suassuna, Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro, Plínio de Arruda Sampaio. Vexame na Seleção, 7 a 1 pra Alemanha. Galo campeão da Recopa. Morre Robin Williams, captain, my captain. Morre Eduardo Campos, ressurge Marina Silva. Roger Abdelmassih é preso. Eu me casei. Ilha Grande, paraíso. Blog no Brasil Post. Fernando Pimentel é eleito no primeiro turno e põe fim a 12 anos de dinastia tucana em Minas. Eleições do ódio. Dilma é reeleita, com vitórias em Minas (onde Aécio governou), Rio (onde Aécio mora) e Pernambuco (de Eduardo Campos). Show de Luiz Melodia. Ineditamente, executivos de grandes empreiteiras são presos por oferecerem propina. Galo campeão da Copa do Brasil vencendo por 3 a 0 seu maior rival. Chaves morre, morre Manoel de Barros. Família ganha outro bebê. Perdi 7 kg sem perder a cabeçaEstados Unidos e Cuba se reaproximam após 53 anos. Morre Joe Cocker. Natal (e aniversário do blog). Serra do Cipó. Avião desaparece na Indonésia com 162 a bordo. Ano do ebola. Ano de crise hídrica sem precedentes.

Uma coisa que não faltou neste ano foi notícia, né? A matéria prima dos jornalistas esteve mais ativa que nunca.

Fora este parágrafo de retrospectiva, pessoal, nacional e mundial, eu também quero destacar um desafio que o “Brasil Post” propôs a seus blogueiros e que publiquei por lá nesta semana: eles perguntaram para quem tiro o chapéu e para quem enterro o chapéu bem fundo em minha cabeça neste 2014. CLIQUE AQUI para ver o que respondi 😉

E você, o que achou deste 2014? Quais fatos mais marcaram sua vida, pessoalmente ou não? Para quem você tira o chapéu neste ano?

Feliz ano novo! Que sua passagem de ano seja bem alegre e divertida e que 2015 seja um ano ainda melhor e mais agitado do que foi este 😀

Leia também:

Carta de uma sobrevivente do fim do mundo

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Queridos leitores sobreviventes,

Sobrevivi ao propalado fim do mundo, que deveria ter acontecido em 21.12.2012, segundo profecias maias, astecas, hindus ou tupiniquins — já não me lembro ao certo. Lá se foram mais de um ano, mais precisamente 367 dias, e posso garantir que, por enquanto, o mundo continua girando em suas obstinadas órbitas sobre si mesmo e ao redor do Sol.

O que não significa, é claro, que continue o mesmo. Afinal, usamos o termo “o mundo gira” (e “a fila anda”) justamente para tratar das revoluções surpreendentes da vida. Em comentário ainda hoje, meu pai deu dois exemplos disso: nomes como José, que tinham caído em desuso, voltaram com força à preferência de pais e mães adeptos da simplicidade — os mesmos que alçaram João ao nobre 34º lugar entre os batizados de 2013. O outro exemplo foi o Zé Dirceu, aquele que era visto naturalmente como sucessor de Lula na presidência, que era seu braço direito e um dos homens mais poderosos e influentes do país, estar passando o Natal na Papuda, em Brasília.

Neste ano que passou, vi pessoas condenadas pelo chamado escândalo do mensalão serem efetivamente presas. Ainda não vi suas multas serem cobradas. Tampouco vi o julgamento de um mensalão anterior ser iniciado — mas talvez eu sobreviva a esse novo importante momento político.

Vi também um primeiro deputado ser preso no país. Um tal de Natan Donadon, lembram?

Por falar em política, neste ano vi outros escândalos surgirem, como a chamada máfia do ISS, em São Paulo, responsável pelo desvio de R$ 500 milhões — cinco vezes mais que o mensalão –, e o propinoduto mundial da Siemens/Alstom, que também atingiu o Brasil por meio de políticos paulistas (segundo consta, Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin) e de Brasília (Joaquim Roriz e José Roberto Arruda).

E foi neste ano que uma suposta consciência política assolou os brasileiros, que saíram às ruas para cobrar o direito de andarem de ônibus de graça, depois para protestar contra os gastos da Copa, depois para cobrar o direito de manifestação livresem violência por parte da polícia –, depois para aproveitar e cobrar um pouco de tudo e, por fim, virando uma forma de posicionamento no mundo por si só, com direito a nome próprio — black blocs. Entrei no fim do mundo sem saber que esse povo existia e, poucos meses depois, descobri que havia centenas deles, talvez até alguns vizinhos ou colegas de trabalho.

Fico em dúvida se valeu a pena o mundo ter continuado, porque 2013 foi o ano de tufão nas Filipinas com mais de 6.000 mortos e mais de 1.000 desaparecidos, de uso de armas químicas contra civis sírios (deixando mais de 1.000 mortos), de meteorito deixando 1.000 feridos na Rússia, de tragédia em Santa Maria (resultando em mais de 200 mortos e vários gravemente feridos), do assassinato de Amarildo (e sabe-se lá quantos Amarildos mais), de Renan Calheiros de volta à presidência do Senado, de Marcos Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos, de desabamento do Itaquerão com morte de dois operários, de inflação em alta, de artistas consagrados decepcionando ao pedir censura às biografias e das enchentes (de sempre), com mortos, feridos e desabrigados (de sempre), com prefeito indo a Nova York na hora crítica (de sempre).

Por outro lado, em 2013 ganhamos um herói. Ele se chama Edward Snowden e revelou ao mundo, de forma muito corajosa, como se dão as espionagens digitais, feitas com apoio de gigantes como Google e Facebook.

Além disso, se tivesse havido o fim do mundo, eu não teria visto meu time ser campeão mineiro, depois campeão de todas as Américas e, por fim, o terceiro lugar dentre os grandes do mundo. Não teria tido grande felicidade e grande decepção com uma equipe quase inalterada de 11 atletas.

Foi em 2013 que os empregados domésticos começaram a vislumbrar uma correção de injustiça trabalhista histórica, com a aprovação de emenda constitucional para garantir a eles o que qualquer outro trabalhador já tinha há décadas.

Foi em 2013 que os médicos começaram a ser contestados pelos brasileiros e também viraram mote de protestos, desde que o Mais Médicos foi criado e apareceram por essas bandas profissionais cubanos e de outros países, para nosso divino direito da comparação.

Se o mundo tivesse acabado, não teríamos visto Eike Batista sair da condição de sétimo mais rico do mundo para um “mero” milionário, cuja empresa mais importante, a petroleira OGX, teve que pedir recuperação judicial (antiga concordata) para tentar se reerguer após anunciar que produziria muito menos petróleo do que tinha divulgado inicialmente ao mercado.

Foi neste ano ganhado de lambuja que conhecemos todos os Papa Francisco, um sujeito tão simpático, tão latino, que despejou algumas frases tão sábias sobre nós. E acabamos vendo outros ídolos morrerem — como Nelson Mandela, um dos grandes da História da humanidade. (Também morreu Hugo Chávez.)

Isso para não falar que, se o mundo tivesse mesmo acabado, minha vida teria sido interrompida tão precocemente. Vivi tanta coisa boa no período, que sobra a convicção de que viverei outras excepcionais nos anos de sobrevivente que me restarem. Pra ficar num exemplo: ganhei uma sobrinha que é provavelmente o bebê mais sorridente — e mais cabeludo — que pisou na Terra desde 21.12.2012. É impossível não olhar para ela e sorrir, mesmo no dia mais mal-humorado ou triste.

Fico feliz por ter sobrevivido — o mundo, eu mesma, e as pessoas mais queridas da minha vida — por mais um ano. Desejo a vocês um 2014 de muitas emoções e motivos para comemorar. Um ano mais politizado que político, uma eleição sem fla-flu mala na internet, uma Copa sem sangria nas ruas, uma sociedade mais gentil e delicada (inclusive no trânsito!), um Galo bicampeão da Libertadores, com novos heróis surgindo e menos deles morrendo, com mais bebês sorridentes tornando nossa vida amena, cercados de gente que amamos. Uma sobrevida que valha a pena a todos 😉

Gentilmente,

Uma sobrevivente qualquer do fim do mundo