- Texto escrito por Cristina Moreno de Castro
Teremos um ano duro pela frente.
Não estou otimista ou ingênua em relação a este ano de eleições presidenciais em um país ultrapolarizado. Se já foi tenso em 2014, 2018 e 2022, tem tudo para ser pior neste 2026.
Com o agravante da inteligência artificial à mão de todos (até das criancinhas). Sim, veremos “mamadeiras de piroca” sendo criadas com IA, talvez uma nova por semana.
Pra piorar ainda mais, o jornalismo profissional parece pouco interessado em apurar informações, investigar fatos e desmentir mentiras (coisas que custam tempo, dinheiro e equipe, diga-se de passagem). Está mais preocupado em aparecer no Google Discover, viralizar nas redes sociais e atender aos desmandos dos algoritmos, mesmo que às custas das premissas éticas mais básicas.
Então, por tudo isso, teremos um ano duro pela frente. Desses em que vínculos familiares e afetivos podem se romper, pessoas podem adoecer, e muitos de nós ficaremos exaustos, estressados e/ou deprimidos.
Desses em que vamos ter vontade de sumir. Sair de todas as redes sociais, estourar as bolhas, buscar esconderijos neste lado de cá, o da “vida real”.
E aqui entro com a solução, depois de todos esses últimos parágrafos desoladores: o foco na vida real.
O foco na vidinha de cada um, individual, familiar, entre amigos. O foco no que existe de “dia a dia” dentro de uma vida. Cada um cuidando de si, da sua vida, sem querer doutrinar os outros, sem querer competir pelo título de quem dispara mais zap chato por dia.
O país pode estar com vários problemas, o mundo inteiro pode estar na lama, mas talvez sua vida pessoal não esteja tão ruim assim.
Talvez você tenha uma casinha sossegada para onde voltar depois de um emprego.
Talvez tenha um trabalho interessante, desafiador, com colegas simpáticos.
Talvez tenha uma família com pessoas legais, um companheiro que seja parceiro, filhos incríveis, ou amigos presentes.
Talvez tenha um cachorrinho ou gatinho que traga alegria logo que você acorda.
Talvez tenha acesso a bons programas culturais, de lazer, bons livros e filmes, que ajudam a desligar a cabeça quando a não-ficção te sobrecarrega.
Talvez tenha esportes ou atividades físicas para praticar e uma saúde para cuidar.
Talvez tenha plantinhas, mato, cachoeiras, praias, viagens e passeios para espairecer nos momentos livres.
Então, meu amigo ou minha amiga, foque nisso. Em tudo disso que você tiver em sua vida, mesmo que não tenha tudo. Em tudo de bom que você guarda no seu interior, no seu cantinho, no seu grupo, no seu escape.
É com isso que seu 2026 vai ser mais leve. Então, pra que se atolar no que pode deixar seu ano tão duro? Irrespirável, como foi 2022? Ou como foram os anos de pandemia? Pra que mergulhar na enxurrada de ódio e fanatismo que existe por aí?
Mergulhe, em vez disso, em tudo o que você já conquistou. Nas suas pequenas e grandes conquistas, aquelas sobre as quais escrevi em agosto e que você nem sempre sabe valorizar. Mergulhe em seus sonhos, naqueles em que ainda se vê com fôlego para realizar.
Porque uma coisa é certa: não somos super-heróis. Já desisti há tempos de achar que vou mudar o mundo. Então tenho que parar de agir como se fosse, né? Que tal você também fazer o mesmo? 😉
Você tem um ano inteirinho pela frente. Ele pode ser duríssimo. Ou pode ser suave. Ele pode comportar a rotina já estabelecida, ou mudanças bem-vindas, chacoalhadas, ou sonhos ainda a realizar. Tudo, absolutamente tudo, depende do nosso jeito de encarar as coisas.
Desejo a você um ano novo de muita coragem, leveza e serenidade.
E, claro, que continue aparecendo por aqui, para ler esta minha válvula de escape disfarçada de blog (que tem muito mais afeto e troca do que em muitos outros recantos desta internet, eu prometo) ❤
Venha, 2026, agora já estamos pront@s! 😀

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Que venha 2026. Estaremos preparados, como se vê nessas reflexões da Cris, para mais um ano feliz.
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Isso aí, papai! 🤗❤️
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