15 metas para 2015 (e inspirações para alcançá-las)

alvo

Ok. 2014 acabou, já fizemos um balanção de como foi nosso ano, de como anda a vida até aqui, de quais rumos queremos tomar daqui por diante. E, é claro, chegou aquele momento crítico em que precisamos traçar metas para cumprir nossos próximos objetivos. Hoje já é dia 4, a ressaca já passou, já comemoramos bastante, agora está na hora de falar sério: e aí, o que você vai fazer da sua vida neste ano recém-nascido? Ou vai esperar ele terminar para fazer aquelas promessas toooodas de novo? Nada disso! Aprume-se, pegue a caneta e o papel (bons e velhos) e faça já sua listinha. Não precisa ser muito grande: se tiver um único item importante em que você queira focar todas as suas energias para tornar sua vida (e a dos outros) melhor neste 2015, já será mais do que suficiente.

Para ajudar os leitores, selecionei abaixo 15 metas bacanas, que muita gente costuma eleger nesta época do ano, e escolhi posts do arquivo do blog que poderão dar uma mãozinha. Seja inspirando, seja com dicas práticas, tenho certeza de que estes posts vão te ajudar um pouquinho mais 😉

Confira:

  1. Quero cultivar uma horta dentro de casa. Leia AQUI, AQUI e AQUI.
  2. Quero perder peso ou ter uma vida mais saudável. Leia AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
  3. Quero trabalhar menos, ser menos workaholic ou me estressar menos no emprego. Veja AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
  4. Quero conseguir um emprego ou mudar para um emprego melhor. Veja AQUI e AQUI (para jornalistas).
  5. Quero aprender coisas novas, como um outro idioma. Leia AQUI.
  6. Quero mudar de apartamento. Leia AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
  7. Quero mudar de cidade/Estado. Leia AQUI, AQUI e AQUI.
  8. Quero viajar mais. Leia AQUI e todos os posts desta PASTINHA.
  9. Quero ler mais e ver mais filmes. Leia AQUIAQUI e AQUI.
  10. Quero parar de fumar. Veja os seguintes posts: AQUI AQUI.
  11. Quero parar de beber. Leia AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
  12. Quero fazer trabalho voluntário, doações ou exercer minha solidariedade. Leia AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
  13. Quero conhecer um grande amor. Leia AQUI e AQUI.
  14. Quero superar uma grande dor ou uma fossa. Leia AQUI e AQUI.
  15. Quero superar uma doença. Leia AQUI.

Você tem alguma meta que não está listada acima? Me conte qual é, talvez eu possa encontrar algum post que te ajude a superá-la 😉

Leia também:

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Mais um ano que acaba (e haja notícia!)

Salvador Dali

Salvador Dali

Rio das Ostras, fogos de artifício, mar azul. Marchinhas politizadas de Carnaval. Vejo todos os filmes do Oscar. Morre jornalista Santiago Andrade. Facebook compra aplicativo WhatsApp por US$ 16 bilhões. Morrem Philip Seymour Hoffman e Eduardo Coutinho. Carnaval. Avião da Malásia desaparece com 239 a bordo. Fui para o portal. Operação Lava-Jato revela esquema de corrupção na Petrobras e ex-diretor é preso. 29 anos de idade. Eu não mereço ser estuprada. Doença em família. Semana Santa no Ceará. Morre Gabriel García Márquez, José Wilker, Luciano do Valle. Férias on the road: São Paulo, Santa Catarina, Minas. Copa do Mundo. No Mineirão. Família ganha novo bebê. Tragédia em BH, viaduto cai, 2 morrem e 22 ficam feridos. Avião é abatido com 298 passageiros na Ucrânia. Revelado aeroporto que governo de Minas construiu para família de Aécio. Morrem Ariano Suassuna, Rubem Alves, João Ubaldo Ribeiro, Plínio de Arruda Sampaio. Vexame na Seleção, 7 a 1 pra Alemanha. Galo campeão da Recopa. Morre Robin Williams, captain, my captain. Morre Eduardo Campos, ressurge Marina Silva. Roger Abdelmassih é preso. Eu me casei. Ilha Grande, paraíso. Blog no Brasil Post. Fernando Pimentel é eleito no primeiro turno e põe fim a 12 anos de dinastia tucana em Minas. Eleições do ódio. Dilma é reeleita, com vitórias em Minas (onde Aécio governou), Rio (onde Aécio mora) e Pernambuco (de Eduardo Campos). Show de Luiz Melodia. Ineditamente, executivos de grandes empreiteiras são presos por oferecerem propina. Galo campeão da Copa do Brasil vencendo por 3 a 0 seu maior rival. Chaves morre, morre Manoel de Barros. Família ganha outro bebê. Perdi 7 kg sem perder a cabeçaEstados Unidos e Cuba se reaproximam após 53 anos. Morre Joe Cocker. Natal (e aniversário do blog). Serra do Cipó. Avião desaparece na Indonésia com 162 a bordo. Ano do ebola. Ano de crise hídrica sem precedentes.

Uma coisa que não faltou neste ano foi notícia, né? A matéria prima dos jornalistas esteve mais ativa que nunca.

Fora este parágrafo de retrospectiva, pessoal, nacional e mundial, eu também quero destacar um desafio que o “Brasil Post” propôs a seus blogueiros e que publiquei por lá nesta semana: eles perguntaram para quem tiro o chapéu e para quem enterro o chapéu bem fundo em minha cabeça neste 2014. CLIQUE AQUI para ver o que respondi 😉

E você, o que achou deste 2014? Quais fatos mais marcaram sua vida, pessoalmente ou não? Para quem você tira o chapéu neste ano?

Feliz ano novo! Que sua passagem de ano seja bem alegre e divertida e que 2015 seja um ano ainda melhor e mais agitado do que foi este 😀

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Que feche a porta de 2013, o ano das muitas histórias

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Mais um ano fecha as portas. Bum! Ou rangendo, com mais delicadeza — nheeeem –, devagarinho. Como queiram. Mas lá se vai 2013, virando a esquina. Hora da gente pensar em tudo o que viveu, pra botar a memória pra funcionar e lembrar, que, sim, eu vivi!

2013 foi um ano bão demais da conta. Se fecho o olho pra fazer esse exercício de rememória, não me vem nada de gravemente negativo. Só coisas alegres, de tons coloridos, com trilha sonora animada. O clima em geral estava bom, alto astral. Conheci pessoas bacanas. Comecei a trabalhar num lugar diferente, agradável. Acordo e durmo todos os dias ao lado de um grande amor, desses que parecem personagem de filme, diversão garantida. Vejo minha família quando quero, no mínimo uma vez por semana, com direito a muitos abraços nos meus queridos pais e muitas risadas com as sobrinhas, que agora observo crescerem. Teve viagens, passeios, amigos por perto, mineirices.

Bão demais, já disse.

E o noticiário foi tudo o que um jornalista pediu a deus. Não necessariamente bom, mas agitado, como a gente quer. Quem imaginaria ver tanta gente reunida em tantas ruas, durante um mês inteiro do ano, como foi em junho? Quem imaginaria ver políticos de alto escalão presos após um julgamento em que foram efetivamente condenados por crimes graves de corrupção (serão um ponto fora da curva ou um início de nova era? Veremos em 2014)? Quem imaginaria ver o Galo campeão das Américas? E um papa renunciando (e um argentino assumindo no lugar?)?

Foi, sobretudo, um ano de grandes histórias. O que significa que também houve grandes pessoas para contá-las ou vivê-las. Prato cheio para qualquer bom repórter.

Algumas dessas histórias percorreram este blog. Como a das mineiras que lutaram para trazer Paul McCartney a Beagá. E a do índio que virou médico. E o médico cubano que foi sabotado por colegas brasileiras. Também teve a singela história da mulher que morreu tentando salvar uma flor. E a mulher que se expôs tentando salvar um possível amor. Também teve o senhor que infartou, pensando estar salvando a filha de bandidos (mas era um trote infeliz). Teve a linda Miss América que quebrou um tabu. E o homem que enfrentou o poderoso governo norte-americano e se tornou um herói mundial. Teve o Amarildo, que deu cara e nome a milhares de desaparecidos da democracia, e virou um herói nacional. Mas o mais misterioso foi o homem (ou mulher?) que preferiu não buscar os R$ 23 milhões que havia ganhado na Mega Sena.

Assim chegamos ao fim de mais um ano, com tantas histórias e pessoas para torná-lo especial, vivo, pulsante. Que o novo ano, que logo vai amanhecer em nossas janelas, chegue de mansinho, sem sustos ou ventania, mas pleno de gás para oxigenar nossa vida. Que novos amores surjam, que novos bebês nasçam, que novos amigos se conheçam, que novos encontros e esbarrões aconteçam — vida que segue!

Feliz 2014 para todos, com direito a muitas histórias divertidas para viver, registrar, contar e, no futuro, querer relembrar 😀

portaabre

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Com Dilma falando, sigilo pra quê?

Texto de José de Souza Castro:

“Tanta coisa acontecendo… Você não vai escrever sobre a Dilma?” Escuto o grilo falante, a voz da consciência. É preciso sair dessa letargia, desse estado de catatonia cívica, dessa descrença de tudo o que cheire a política. Romper o ceticismo. A incompreensão.

Preciso entender essa questão do sigilo nas obras da Copa do Mundo, por exemplo. Por que não recorrer à fonte limpa, se a própria presidenta se animou a dar uma entrevista coletiva, em Ribeirão Preto, para esclarecer tudo? Nem preciso escutar a gravação e correr o risco de recair no estado catatônico. Na Internet, há uma transcrição fiel (bota fiel nisso!) da entrevista. Debruço-me sobre o texto:

“Trata-se do seguinte. É inclusive integrante das melhores práticas do OCDE e da União Europeia. Pra evitar que a pessoa que está, o licitante, né, quem está fazendo a oferta, utilize a prática de elevação dos preços e de formação de cartel, qual é a técnica que se usa? Você não mostra pra ele qual o seu orçamento. Mas o, quem te fiscaliza sabe direitinho qual é o valor. Aí cê faz a licitação. Aí quiqui acontece? Ele não vai saber qual é o preço que cê acha que pode pagar. Isso significa que ele vai dar um preço menor. E se der fora de orçamento, o órgão de controle sabe que deu fora do orçamento. E além disso ocê explicita o orçamento na sequência. Eu lamento a má interpretação que se deram a esse ponto.”

[E eu que achava que o presidente Lula é que falava mal o português!] Mas Dilma Rousseff, o fruto bendito de uma brasileira com um búlgaro, uma simbiose linguística ímpar de mineirês com o gauchês, não desanima diante da cara de bobo dos repórteres. Ela é didática:

“Em momento algum se esconde o valor do órgão de controle, tanto interno quanto externo”, garante a presidenta. “Segundo: quem não sabe o valor é quem está dando o lance. Puqui que ele não sabe? Porque se ele souber que eu dou, vamos supor, vamos fazer uma hipótese, vamos supor que ele ache que é cem, um número cem, vamos supor que no orçamento do governo teja, esteja, 120. A hora que ele vê que é 120 o valor mínimo, ele vai pra 120. Este foi um recurso que nós usamos pra diminuir os preços das obras da Copa. Não há da parte do governo nenhum interesse em ocultá. Pelo contrário, de quem que não se oculta? Não se oculta da sociedade, depois que ocorreu o lance, e não se oculta, antes do lance, dos órgãos de controle.”

Ah, bom… Vamos ver se entendi: nas licitações do governo brasileiro, o preço ficou 20 reais maior, a cada 100 reais pagos, e a partir de agora ficará em 100, não mais em 120? Se o governo soubesse disso há mais tempo, a dívida pública interna não teria ultrapassado os R$ 1,6 trilhão… Ou não é nada disso, o problema são os juros altíssimos sobre a dívida astronômica? Como saber? É esse tipo de incompreensão dos pagadores de impostos que parece indignar nossa presidenta, que acrescenta na célebre entrevista:

“Eu sinto muito essa, essa má interpretação daquele artigo. E acredito que nada, é, que pode ser corrigido, porque as pessoas conversando elas esclarecem e cada uma vai explicar do que que entendeu, aonde que tá o problema, aonde que tá, porque também tem limite, não é possível chamar o governo de que está garantindo roubalheira ou qualquer coisa assim. Isso foi negociado com o TCU”.

Desisto. Não sei qual o pior, o sigilo ou o discurso da Dilma. Suponho que o Brasil vai agüentar a roubalheira: a dívida é ainda inferior ao PIB anual. Sediar a Copa do Mundo compensa o sacrifício (sonhei isso, ou ouvi na Globo?).