Por qual 2017 você torce? Veja meus votos para o ano novo!

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2016 está acabando e, como de costume, estamos naquelas de “ufa, demorou!”, “que ano péssimo!”, “já vai tarde”, “acaba logoooo” etc. Notem que não estou desprezando as mil e uma tragédias que aconteceram neste ano — de um golpe político no Brasil, com retirada do poder de uma presidente que não cometeu qualquer crime, a atentados terroristas, guerra na Síria, pacotaços tenebrosos do governo Temer e tristezas sem fim como a queda do avião com o time inteiro da Chapecoense. Mas vale a pena lembrar que, em 2015, tivemos a maior tragédia ambiental do país e estávamos, também, nesse clima da charge do Duke:

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Será que no apagar das luzes de 2017 também estaremos nessa agonia?

Por mais otimista que eu seja, tendo a achar que sim. Porque estou presenciando o Brasil dando passos galopantes para trás, em retrocessos sem fim.

O noticiário em geral está tão angustiante que cheguei a escrever, outro dia, que só os alienados são felizes. Frase no mínimo curiosa vinda de uma jornalista — que é apaixonada por jornalismo.

Um amigo, o Kenji, respondeu: “Felicidade é uma construção pessoal”.

Danei a pensar. Realmente, por mais terrível que esteja o país, a política, a economia, por mais tragédias, acidentes e guerras escabrosas em todo o mundo, ainda é possível sermos felizes no dia a dia, com a gente mesmo, em nosso pequeno círculo de amores e amigos, na vizinhança, no trabalho, no bairro, no trajeto para os lugares que frequentamos. Ser feliz é um esforço e uma construção que, embora esteja relacionado ao todo, não depende exclusivamente dele.

Com tudo isso em mente, comecei a fazer alguns votos para um 2017 melhor. Alguns desses votos são mais ambiciosos, mas outros são prosaicos, dependem mesmo da atitude de cada um de nós. Sempre que me lembro de um novo voto, acrescento lá no Twitter, com a hashtag #votosdakika.

Veja alguns desejos que tenho para 2017: Continuar lendo

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Que feche a porta de 2013, o ano das muitas histórias

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Mais um ano fecha as portas. Bum! Ou rangendo, com mais delicadeza — nheeeem –, devagarinho. Como queiram. Mas lá se vai 2013, virando a esquina. Hora da gente pensar em tudo o que viveu, pra botar a memória pra funcionar e lembrar, que, sim, eu vivi!

2013 foi um ano bão demais da conta. Se fecho o olho pra fazer esse exercício de rememória, não me vem nada de gravemente negativo. Só coisas alegres, de tons coloridos, com trilha sonora animada. O clima em geral estava bom, alto astral. Conheci pessoas bacanas. Comecei a trabalhar num lugar diferente, agradável. Acordo e durmo todos os dias ao lado de um grande amor, desses que parecem personagem de filme, diversão garantida. Vejo minha família quando quero, no mínimo uma vez por semana, com direito a muitos abraços nos meus queridos pais e muitas risadas com as sobrinhas, que agora observo crescerem. Teve viagens, passeios, amigos por perto, mineirices.

Bão demais, já disse.

E o noticiário foi tudo o que um jornalista pediu a deus. Não necessariamente bom, mas agitado, como a gente quer. Quem imaginaria ver tanta gente reunida em tantas ruas, durante um mês inteiro do ano, como foi em junho? Quem imaginaria ver políticos de alto escalão presos após um julgamento em que foram efetivamente condenados por crimes graves de corrupção (serão um ponto fora da curva ou um início de nova era? Veremos em 2014)? Quem imaginaria ver o Galo campeão das Américas? E um papa renunciando (e um argentino assumindo no lugar?)?

Foi, sobretudo, um ano de grandes histórias. O que significa que também houve grandes pessoas para contá-las ou vivê-las. Prato cheio para qualquer bom repórter.

Algumas dessas histórias percorreram este blog. Como a das mineiras que lutaram para trazer Paul McCartney a Beagá. E a do índio que virou médico. E o médico cubano que foi sabotado por colegas brasileiras. Também teve a singela história da mulher que morreu tentando salvar uma flor. E a mulher que se expôs tentando salvar um possível amor. Também teve o senhor que infartou, pensando estar salvando a filha de bandidos (mas era um trote infeliz). Teve a linda Miss América que quebrou um tabu. E o homem que enfrentou o poderoso governo norte-americano e se tornou um herói mundial. Teve o Amarildo, que deu cara e nome a milhares de desaparecidos da democracia, e virou um herói nacional. Mas o mais misterioso foi o homem (ou mulher?) que preferiu não buscar os R$ 23 milhões que havia ganhado na Mega Sena.

Assim chegamos ao fim de mais um ano, com tantas histórias e pessoas para torná-lo especial, vivo, pulsante. Que o novo ano, que logo vai amanhecer em nossas janelas, chegue de mansinho, sem sustos ou ventania, mas pleno de gás para oxigenar nossa vida. Que novos amores surjam, que novos bebês nasçam, que novos amigos se conheçam, que novos encontros e esbarrões aconteçam — vida que segue!

Feliz 2014 para todos, com direito a muitas histórias divertidas para viver, registrar, contar e, no futuro, querer relembrar 😀

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Leia também:

Minha mensagem de fim de ano – um balanço de garranchos e um futuro em vôo-livre

2012 foi um ano ótimo. Um ano de resoluções cumpridas, de grandes mudanças na minha vida. De uma guinada de prioridades, no 10º mês, que apaziguou meu espírito sem prejudicar minha necessidade de falar ao mundo por meio do jornalismo. Da reaproximação com a família, da redescoberta do amor.

Termino o ano satisfeita comigo mesma, por ter tido o discernimento do que deveria fazer, sem ninguém para me mostrar esse caminho antes. E a coragem de tomar minhas decisões, mesmo as mais difíceis, arcando com a consequência de todas elas, como eu já fizera tantas outras vezes.

Sigo com a vida mais leve, um pássaro de rabo imenso na árvore em frente à minha janela, me mostrando que é possível voar e encantar o mundo, mesmo sem se conhecer ao certo o rumo que deve ser tomado. Porque esse negócio de planejar tudo é uma furada. A vida bem vivida é este balanço em garranchos, como Caco Galhardo resumiu outro dia:

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Concentremo-nos nas curvas e cores que dão graça a nossos dias e meses!

***

Desejo um 2013 para todos nós cheio desses vôos-livres, de aventuras e de mudanças, pequenas ou grandes, bruscas ou corriqueiras, que deem mais gosto à nossa rotina.

Que meus amigos fumantes abandonem o vício, que os workaholics reaprendam a descansar e se divertir, que os que bebem deixem o carro em casa, que os casais briguentos reaprendam a aproveitar a convivência harmônica, que os solteiros se abram para novas experiências, que os músicos nos presenteiem com novos clássicos, que os cineastas encham as salas de cinema com espetáculos emocionantes, que os repórteres abram nossos olhos com furos espetaculares e que mais passarinhos invadam minha janela.

Ah, sim: e que em 2013 nosso Galo seja campeão da Libertadores e Mundial:

Arte do amigo Tadeu Galiza.

Arte do amigo Tadeu Galiza.

Feliz Ano Novo, moçada! E muitos posts e comentários para nós em 2013 😀

Mensagem de 0h01 de 2012

Terminei o ano de 2010 almejando um 2011 histórico. Até porque, perdoem o esnobismo, quase só tenho boas lembranças de todos os anos da minha vida.

No entanto, este foi um dos anos mais longos do universo, custoso mesmo. Tive que superar uma fossa monstruosa, daquelas que você espera nunca repetir na vida (tipo quando toma um porre, fica de ressaca e diz que nunca mais põe uma gota de álcool na boca, sabem?), me livrar de duas amizades que estavam me fazendo mal, me empenhar para ajudar amigos que estavam em depressão profunda (e me envolvo muito nesses empenhos…), perdi uma pessoa muito querida, tive dor-de-cabeça (e de bolso) com mudança de apartamento, sem contar que foi oficialmente meu primeiro ano em Cotidiano, e, em jornal, temos que matar um leão por dia e provar a cada minuto que somos capazes etc.

Enfim, foi um ano muito desgastante e não é coincidência que eu tenha adoecido tantas vezes, como acabei relatando aqui no blog. Mas felizmente acabou de chegar ao fim de maneira — como sempre — otimista e bem-humorada (nunca perca o bom humor!). Estou mais leve por ter conseguido superar os obstáculos um a um, ganhei novos amigos muito queridos ao longo do ano (mantendo 98% dos antigos), fiquei orgulhosa por também ter mantido este blog (e por algumas reportagens que fiz) e serei recompensada, logo de cara, com férias merecidississíssimas, após quatro anos sem saber o que é isso.

Ou seja, meu 2012 vai começar com o pé direito, o esquerdo e todo o resto do corpo: aí vou eu! Tchau, 2011! 😀

É com esse espírito que escrevo este post [na verdade, deixei escrito e programado pra entrar agora, enquanto estou brindando com alguns amigos e ouvindo os fogos da janela ;)], desejando a cada um de vocês que também saltem para o novo calendário de corpo e alma, desejosos de muitas aventuras, mudanças (bem-vindas sejam!), celebrações e alegrias. Evitando as agruras de passar batido por 365 dias da vida sem ter feito nenhuma diferença, nem mesmo do ponto de vista do crescimento pessoal (como bem nos lembra a Mafalda).

Desejo a vocês um 2012 que faça a diferença, que possa ser lembrado com doçura por muitos e muitos anos 🙂

E, por falar em doçura, deixo esta com vocês nesta Virada:

A noite do Réveillon

Segue agora o texto que complementa as fotos que postei ontem. É o meu relato pessoal do Réveillon 2010/2011:

“Faltando 17 minutos para o começo de 2011, uma cena chamava a atenção na rua Peixoto Gomide: pessoas formavam uma fila de 120 metros para “entrar” na avenida Paulista, passando pela vistoria policial.

Outros dez pontos de revista, da rua Augusta à Brigadeiro Luís Antônio formavam filas semelhantes, atrás de baias, que apenas atrasavam o deságue da multidão de estimados 2,5 milhões na via principal, ansiosos por ouvir a dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, que àquela altura entoava que “o amor é o calor que aquece a alma”.

Apesar disso, era comum ver pessoas carregando guarda-chuvas, garrafas e até isopores cheios de latas – todos itens proibidos pela polícia – em meio à aglomeração. A própria Paulista não tinha baias de contenção para revista.

Mas aparentemente os guarda-chuvas não foram usados como armas (e foram úteis quando a garoa caiu, entre 22h40 e 23h, lotando a marquise do Masp e elevando o preço das capas de chuva para R$ 3): segundo a Polícia Militar, não houve registro de brigas e agressões e os postos médicos só atenderam casos de embriaguez.

O episódio mais grave divulgado foi o de quatro jovens – um deles, menor de idade – que atiraram rojões sobre guardas metropolitanos. Ninguém se feriu e os quatro foram levados ao 78º Distrito Policial. Além disso, furtos e roubos nas ruas do entorno, que ficaram mais desertas em alguns momentos.

A própria Paulista ficou cheia desde o palco – próximo à rua Frei Caneca – até a Brigadeiro Luís Antônio, a mais de um quilômetro dali, onde dava para ouvir o último resto de som e ver o último dos 13 telões. Nesse trajeto, não presenciei brigas ou tumultos: o clima geral era de paz.

Os banheiros e quiosques mais distantes do palco eram enfrentados sem grandes filas e o preço era tabelado: R$ 3 para cerveja, refrigerante ou água, R$ 5 para sanduíche ou Ruffles.

A sujeira era grande em toda a via, mas principalmente na altura do número 800, onde centenas de copinhos de plástico estavam amontoados por mais de 15 metros, perto da calçada. Segundo a organização, 300 pessoas limpariam as ruas depois da festa.

Quem conseguiu alcançar a avenida pôde vero ator global Luigi Baricelli, mestre de cerimônias, fazer a contagem regressiva, seguido de 12 minutos de fogos de artifício quase ininterruptos. Imagens de São Paulo – Sé, Pacaembu, Masp, Teatro Municipal etc – ilustravam os telões.

Pouco depois, começariam os shows do Capital Inicial e da escola de samba Rosas de Ouro, campeã do carnaval 2010, que encerrou as comemorações pontualmente às 2h30.

A festa havia começado às 20h30, com a banda Barra da Saia, seguida dos cantores Fiuk e Fábio Jr., que foi saudado por vários fãs espremidos entre as grades, atrás da área vip.”

Cheguei em casa por volta das 3h20, postei na Folha.com, escrevi para o impresso, abri uma Heineken long neck (meu único brinde ao 2011), tomei um banho, e dormi às 5h.

Digamos que não foi a virada de ano mais animada da minha vida, principalmente por não ter tido alguém para dar um abraço na hora tradicional, mas Réveillon nunca foi mesmo meu forte. Em anos passados, já cheguei ao cúmulo de assistir ao “Show da Virada”, com o Faustão. Também teve um ano em que eu e meu pai achamos uma pizzaria aberta, depois de muito rodar por Beagá, comemos, e às 22h, já estávamos dormindo. Já passei brigando com o namorado, na praia. Enfim, memórias ruins não faltam. Ao menos, desta vez, passei trabalhando, o que é sempre um bom sinal 🙂