Virou arte! A Saga do Galo na Copa do Brasil (para entrar no clima da Libertadores)

De saga em saga, o Galo está escrevendo histórias épicas nos principais campeonatos que existem. E hoje, nesta quarta-feira de Cinzas, começa o mais importante deles. O time está afinadíssimo, com novatos já bastante entrosados, e acho que é um dos favoritos nesta Copa Libertadores da América 2015.

Para entrar no clima, nada melhor que relembrar a saga mais recente, a bela conquista da Copa do Brasil em novembro do ano passado. Mais uma vez, o grande ilustrador Acir Galvão fez uma linda arte para meu poema, que vocês podem baixar e usar, por exemplo, como papel de parede do computador 😉

Clique na imagem para baixá-la em tamanho real:

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A saga do Galo na Copa do Brasil, em 13 estrofes

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1

Paredão após paredão
— Palmeiras, Corinthians, Flamengo –,
Fomos derrubando, tabu ou não
Sem dancinha, freguês ou arenga

2

Nada podia segurar o Galo
Fora de casa, eles com os 100 anos,
E já o Luan cabeceava o regalo
Só não fez mais porque não precisamos

3

Na volta, Independência lotado,
Jemerson e Luan nos põem nas quartas
Dois gols em 4 minutos, coitados!
Surge o artilheiro do mata-mata

4

Curíntia abre o placar com 2 em casa
Mano Menezes faz dancinha, bem patético
Imprensa paulista dá fatura liquidada
Parece mesmo que não conhecem meu Atlético

5

A volta é em casa, Mineirão, salão de festas
E foi heroica, foi histórica, foi épica
Com 4 gols seguimos à semifinal
Mas, naquela aula, 8 gols seriam o normal

(Fez dancinha? Então tchau!)

6

Flamengo no Maracanã — outro tabu
Vem freguesada!, solta jornal fluminense
Dois a zero fazem mesmo os urubus
Mas a manchete ainda estava bem nonsense

7

Lá vem a virada, suada, emocionada
Com direito a placar sendo aberto por rival
Mas a massa gosta é de ser maravilhada
E viu 4 gols repetindo um ritual

Desta vez não foi “eu acredito”,
Foi “tenho certeza”, pessoal!

(Fez manchete errada? Então tchau!)

8

Na final, contra o Cruzeiro, em nosso Horto
Podia ser mais, mas ficou 2, saiu de graça
Se o rival não saiu morto foi por pouco
E nosso Galo já tocou a mão na taça.

9

Na volta, no Mineirão dos 4 gols
Primeiro tempo só deu mesmo o Galão
E primeiro gol foi aos 47 minutos
Foi o Tardelli entrando em plena combustão

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10

Segundo tempo e só deu o Galo de novo
Até com Dátolo batendo em travessão
E o Cruzeiro não marcou nem um golzim
Galo levou a taça com toda razão!

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11

Equipe inteira foi brilhante
São Victor e os outros campeões
Mas destaco os três novos gigantes:
Jemerson, Dátolo e São Luan
E Levir, claro, que fez história
Renovando sua massa de fãs.

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12

O novo hino, “eu sei que você treme”,
Passou a ser o mais ouvido em Beagá
E os cruzeirenses, temendo virar meme,
Começaram, então, a desdenhar.

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13

Mas “eu vi o gol do Vanderlei
E o Fábio de costas a chorar”
Não esqueça o velho ditado, também:
No fundo, quem desdenha, quer comprar.

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***

Escrito por Cristina Moreno de Castro em 26.11.14 (26 = 13 dobrado, e 13 é Galo)
Pode compartilhar à vontade, mas com link pra fonte, plis 😉


 

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Um livro para todos os atleticanos guardarem de recordação

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Sabe o que é esta imagem acima?

A capa de um livro! (Segunda tentativa de fazer uma capa que preste, rs)

Acabo de transformar aquele poema que fiz, e que foi ilustrado pelo Acir Galvão, em um livreto – para quem quiser baixar de graça, imprimir, e guardar de lembrança.

Já está na Biblioteca do Blog. É só clicar AQUI, e escolher o livro para fazer seu download gratuito!

É uma recordação de um momento histórico do Galo.

Se gostou, compartilhe com seus amigos atleticanos 😉

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Virou arte! A conquista da Recopa pelo Galo

Pela terceira vez, fiz uma parceria muito produtiva com o grande ilustrador Acir Galvão. Ele ilustrou o poema que escrevi sobre a última conquista do Galo, ainda com Ronaldinho: a taça da Recopa, na última quarta-feira.

O resultado virou um wallpaper em três tamanhos, para todo mundo que quiser baixar e guardar de lembrança desse momento histórico.

CLIQUE AQUI para baixar em três tamanhos de fundo de tela e clique na imagem abaixo para vê-la em tamanho real, em altíssima resolução:

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A vitória épica do Galo na Recopa

Depois da saga do Galo na Libertadores, exatamente um ano depois, vivemos uma vitória épica na Recopa, com direito a duas viradas, gol contra, defesaças do Victor e título inédito. Também com direito, é claro, a mais um poema para comemorar. Eis aí a primeira versão (mas me dou ao direito de fazer uns ajustes aqui e outros ali nos próximos dias, pra melhorar um pouco):

João Godinho / O Tempo

João Godinho / O Tempo

Guarde a data: 24 de julho
E o local: Mineirão novamente
A trilha: só alegria e barulho
55 mil que empurram pra frente

Todo mundo está confiante
Depois do 1 a 0 na Argentina
Tardelli fez gol e voltou o melhor
São Victor segue com sua batina

É pênalti!, falta do Ayala
E Tardelli, com o 100, abre o placar
Mas o mesmo Ayala retoma
E empata pra nos assustar

Putz, fazem mais um gol
E apertam o jogo inteiro
Maicosuel reempata
Mas Galo não passa do meio

(E Ronaldinho se despede ligeiro)

“Chupa, atleticanos!” (sic)
Gritam precoces da janela
E assim vejo o terceiro gol
Mas só pra partida virar novela

“Se não é sofrido, não é nosso”
“Eu acredito!, eu acredito!”
Aumentam os gritos pelo esforço
Lembra: só acaba no último apito

E o Luanzinho é quem salva de novo
E o Ayala faz contra pra enterrar
(Só que argentinos não sabem perder
E logo começam a querer brigar.)

Sosseguem, Lanús, a taça é nossa mesmo
E 24 de julho é mesmo dia pra história
Não há mais gritos na janela a esmo
Só escuto gritos de raça e de glória.

Escrito por Cristina Moreno de Castro em 24.7.14 (2 + 4 + 7 = 13, o Galo)
Pode compartilhar à vontade, mas com link pra fonte, plis 😉

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