Sempre achei o fim da picada quando meus cronistas favoritos — Rubem Braga e companhia — escreviam sobre a falta de assunto para escrever. Ora, sempre há assunto para se escrever! Você é um cronista, porra! Não precisa de pauta. Sua matéria-prima é a vida. Basta abrir a janela e ver o vizinho batucando no… Continuar lendo A sina de quem ousa desafiar a tela branca (ou: falta de inspiração aguda)
Categoria: Crônicas e Contos
Crônicas e contos que às vezes me arrisco a escrever.
As três cenas que fizeram o dia de hoje valer
Hoje foi um dia difícil, tenso, cansativo. Vocês podem ver por este post que escrevi agora no Novo em Folha. Mas foi recompensado por três cenas, que agora divido, resumidamente, com vocês: Cena 1 O céu de São Paulo estava lindo hoje. Azul, com várias nuvens em floquinhos pequenos, postados simetricamente, um ao lado do… Continuar lendo As três cenas que fizeram o dia de hoje valer
Moral da história
Quero compartilhar com vocês meu lado mau: lembram do proprietário do meu antigo apartamento, que, ao renovar o contrato, pediu o DOBRO do valor do aluguel? O dobro, com a cara mais lavada do mundo? Para esta pessoa que vos escreve, cujo salário NÃO dobrou? Pois bem: passado mais de um mês depois que saí… Continuar lendo Moral da história
Qual o seu nome mesmo?
Sempre tive problema para lembrar os nomes dos outros. (As fisionomias também, o que me torna a pior repórter do planeta, mas elas serão tema de um post à parte.) Às vezes até me lembro, mas muuuuito depois que a pessoa já soltou seu “Oi, Cris!” — e eu tive que responder com um daqueles… Continuar lendo Qual o seu nome mesmo?
O show
Texto de José de Souza Castro: O teatro estava quase lotado. Era grande. Parecia um cinema de antigamente. Eu estava sentado quase no meio da platéia. Na frente da minha fileira havia uma passagem. Duas fileiras mais adiante, um homem se levantou. Estatura mediana, uns trinta anos de idade. Tinha um microfone sem fio na mão.… Continuar lendo O show
No mundo real, duas horas de atraso até minha casa
Entrei no ônibus em Beagá às 22h30 e pensei: desta vez vou dormir daqui até São Paulo. Estava tão cansada que não foi difícil. Assim que decidi dormir, meia hora depois, virei pedra (com algumas interrupções para ajeitar a posição) até a chegada à Terra Cinza. Isso é raríssimo, porque normalmente só consigo dormir umas… Continuar lendo No mundo real, duas horas de atraso até minha casa