Retomando a campanha de respeito aos pedestres

Durante a Semana Nacional de Trânsito de 2013, eu e o colega Acir Galvão criamos um adesivo original, com uma mensagem de respeito aos pedestres. Um mês depois, procurei uma gráfica, imprimi um lote desses adesivos e divulguei aqui no blog, para quem tivesse interesse. Enviei a todos os leitores que pediram (só cobrei R$ 1, que foi meu custo unitário na gráfica), mas infelizmente foram muito poucos.

A maioria dos adesivos continuava esquecida no meu armário, guardadinha.

adesivo

Até que, há alguns dias, fui procurada pelo leitor Valdir Luiz, de Cornélio Procópio, no Paraná. Ele disse que estava procurando adesivos para colocar em sua frota de ônibus e encontrou os meus na internet. Encomendou dez, de uma vez!

Ele me explicou que trabalha com reforma e revenda de ônibus velhos e que colocou os adesivos em todos os veículos e ainda vai encomendar mais, para distribuir entre os amigos. “É sempre gratificante saber que contribuímos para a conscientização das pessoas e principalmente que salvamos indiretamente a vida de alguém”, me disse Valdir.

E ele me mandou uma foto de um de seus ônibus com o adesivo já colado. Vejam que demais!

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Foto: Valdir Luiz

 

Espero que a iniciativa e o exemplo de Valdir inspirem outros motoristas ao redor do país e que esse trabalho de conscientização continue. Ainda falta pouco mais de um mês para a Semana Nacional de Trânsito de 2015, mas, afinal, todas as semanas deveriam ser de respeito no trânsito, né mesmo?

Se você também tiver interesse em adquirir adesivo(s) para seu carro, entre em contato comigo 😉 Clique AQUI para ver como fica o adesivo em um carro cinza/prata e em um carro vermelho.

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O dia em que quase fui atropelada (e as 6 lições que aprendi)

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Tudo era diferente quando eu era criança.

O transporte escolar não era uma van moderna, com poltronas confortáveis, cinto de segurança e até cadeirinha, no caso de crianças muito pequenas. Era um ônibus grande, do tamanho dos coletivos, com bancos duros e sem cinto, onde as crianças ficavam pulando e correndo e brincando mesmo com o veículo em movimento. O motorista, conhecido como Marreco (não sei se era sobrenome ou apelido), tinha os cabelos cacheados longos e costumava dirigir sem camisa. Sua mulher, acho que Rosângela, vendia chup-chup “sabor vermelho”, que devorávamos diariamente, sem nos preocuparmos com o fato de ficarem soltos num isopor encardido, cheio de gelo derretendo numa aguinha escura. E éramos felizes assim.

A única coisa de que eu não gostava nesse escolar era que ele sempre atrasava. Eu tinha lá meus 6 ou 7 anos de idade e ficava aflita com a perspectiva de perder o começo da aula. Já era uma criança responsável e já não gostava de me atrasar, desde aquela época. Todos os dias, eu ficava lá numa esquina a um quarteirão de casa, para ajudar o Marreco e poupar o tempo dele com voltas desnecessárias, e ele sempre atrasava alguns minutos.

Num desses dias, ele atrasou mais do que o normal. Eu já estava angustiada, porque a aula começaria em instantes, e nada de o Marreco virar a esquina. Quando finalmente vi o ônibus aparecer, saí correndo em direção a ele, atravessando a rua sem olhar se vinha carro. E vinha. O carro (seria demais lembrar de que marca, modelo ou cor) parou a centímetros de mim, numa freada brusca e barulhenta, dessas que fazem as janelas dos prédios próximos se abrirem, com curiosos.

O motorista, lá pelos seus 50 anos, saiu do possante aos berros, xingando a mim ou ao adulto que devia estar me acompanhando à espera do escolar, já não me lembro quem. “BLABLABLABLABLABLA…!” Não capturei nem uma palavra do que o homem disse, tamanho meu estado de choque. Eu estava paralisada. Na verdade, só consegui apreender um dos gritos: “Deus!” Teria dito que só não morri por forças divinas? Ou que graças a deus que o freio do carro funcionou direitinho? Ou que deus tenha misericórdia de minha pressa e afobação? Só sei que ele estava bravíssimo: comigo, com meu acompanhante ou com o Marreco descamisado, não sei ao certo.

Entrei no ônibus aos prantos e passei toda a viagem para a escola chorando, sendo adulada pelos amiguinhos. Acho até que ganhei um chup-chup de graça, como consolo.

Com esse meu trauma de infância, de que recordo quase nitidamente mais de 20 anos depois, aprendi seis lições: que, quando sobrevivemos, temos que ouvir um sermão para compensar; que crianças têm grande temor a/de deus; que o transporte escolar não era tão seguro assim; que a pressa não vale a pena; que um chup-chup e um monte de amigos falando palavras doces são ótimos para acalmar um susto; e, sobretudo, que, mesmo quando estamos errados, o pedestre é sempre a vítima.

escolar

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BH em pé de guerra pelos 20 centavos

Foto: Cristiano Trad / O Tempo

Foto: Cristiano Trad / O Tempo

Beagá está em pé de guerra por causa do aumento de 20 centavos na passagem de ônibus. E porque:

  1. esse aumento foi calculado com base em uma consultoria contestada por movimentos da sociedade civil e pelo Ministério Público;
  2. a Justiça concordou com o MP e suspendeu a cobrança até que uma perícia fosse feita no estudo, mas, mesmo assim, as empresas de ônibus peitaram a decisão por mais de um dia (embolsando, indevida e impunemente, 20 centavos x todos os passageiros transportados), enquanto o prefeito veio a público dizer que o reajuste é “justo“;
  3. os ônibus continuam péssimos e os do Move viraram moeda de troca para os consórcios barganharem lucros maiores — enquanto o trânsito segue insolúvel;
  4. foi por causa de aumentos de ônibus que os protestos começaram a acontecer em junho do ano passado (ganhando força com os ingredientes repressão policial + cobertura intensa da mídia e transmissão forte via redes sociais + presença da Fifa para a Copa das Confederações, que são um ensaio para a contestada Copa do Mundo no país) e estamos a menos de 100 dias da Copa, quando os movimentos voltarão a se organizar cada vez mais para protestar de novo e de novo, em nome de seus interesses vários.

Enfim, por enquanto há trégua. Mas, daqui a 30 dias, novos protestos devem acontecer. E, a esta altura, estaremos a um mês da Copa. E os movimentos estarão mais organizados. Fico me perguntando como estão as reuniões de gerenciamento de crise na prefeitura e no Estado, para conter eventuais fervuras na sociedade? Ou apostam alto que nada na dimensão do que aconteceu em 2013 irá se repetir e, por isso, dão de ombros e insistem no aumento das passagens de ônibus? (OBS.: Em Minas nós falamos “passagem”, não “tarifa”. Não sei de onde tiraram o nome do movimento Tarifa Zero, mas deve ter sido de outro lugar).

Eu, pessoalmente, não acredito que teremos protestos daquele tamanho de novo. E acredito que, em 30 dias, ou pouco mais, as passagens de ônibus de BH estarão devidamente mais caras, em 20 centavos ou pouco menos, ou até pouco mais.

E também acredito que, passados 30 anos, ou pouco mais, ou pouco menos, nossos ônibus seguirão com prioridade zero e com todos os defeitos, falhas e problemas que possuem hoje, mas embebidos em um trânsito muito mais caótico.

Quem viver, verá.

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A caixa-preta da BHTrans (e a do governo de Minas)

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Pouco depois que voltei a Beagá, ainda com o espírito de repórter de trânsito e transporte, abri três manifestações junto à Prefeitura de Belo Horizonte, solicitando, via Lei de Acesso à Informação (que vale pra qualquer cidadão comum), informações sobre o transporte público da cidade.

  1. No primeiro registro, pedi o relatório atualizado de índices, reclamações, denúncias e demais dados relacionados a cada uma das linhas de ônibus da cidade; punições aplicadas pela BHTrans para cada irregularidade; índice de atraso das linhas; quantidade de passageiros atendidos pelos ônibus de BH e comparação com números de 2011; índice de lentidão, principais vias congestionadas da cidade e comparação com 2011; gastos e investimentos da autarquia em 2012, por tipo.
  2. No segundo, pedi as infrações cometidas por motoristas de ônibus da capital, por tipo; quantidade de infrações e mais frequentes; quais linhas com mais infrações; as cometidas por trocadores de ônibus.
  3. No terceiro, pedi o número e detalhamento (carro/carro, carro/bicicleta, moto/bicicleta etc) de acidentes de trânsito em BH em 2012 e comparativo com 2011; as ruas onde houve mais acidentes e mais atropelamentos e as medidas adotadas nesses locais; quanto foi investido em 2012 em segurança de trânsito e campanhas educativas.

Meu foco era, naquele momento, principalmente o serviço prestado pelas linhas de ônibus, índice de congestionamento da cidade e índice de acidentes. Muito por causa de algumas matérias que eu tinha feito no G1 e também por já ter pedido os mesmos dados à CET, de São Paulo, em diversos momentos, e eles terem sido divulgados numa boa (muitos dos quais estavam disponíveis no site, como os índices de lentidão, o que me permitia tabular sozinha para fazer minhas reportagens).

Meus registros foram feitos em 3 de dezembro. No dia 28 de dezembro, recebi uma resposta dizendo que os “relatórios solicitados” estavam disponíveis na Ouvidoria-Geral do Município. Fui lá buscar. Referiam-se apenas ao primeiro registro e, mesmo assim, ainda estavam incompletos, sem os índices de lentidão, de atraso e quantidade de passageiros, dentre outros dados.

No dia 4 de janeiro, o assessor da presidência da BHTrans me procurou para agendar uma conversa pessoalmente. Por culpa mais minha que dele, tive que adiar a visita duas vezes e ela só aconteceu em 14 de março. Fui muito bem recebida, conversamos por bastante tempo sobre as políticas públicas da BHTrans para a cidade, mas a maioria dos dados que eu tinha solicitado não foram passados naquele momento. Outros, eles disseram que nem têm a medição, como os índices de congestionamento. Ficou combinado que os dados que mais me interessavam seriam passados para mim naquele mesmo dia, por email. No dia 19 de março, enviei o email reforçando os pedidos.

Nunca mais tive resposta. Depois, em 13 de maio, enviei um segundo email, também ignorado.

A Lei de Acesso à Informação, ainda tão pouco cumprida e subutilizada mesmo por jornalistas, prevê acesso imediato à informação solicitada ou, quando isso não for possível, um prazo de 20 dias, prorrogáveis por mais dez, para isso. E até hoje, passados sete meses, ainda não obtive todas as informações solicitadas.

Agora que os protestos tomaram conta das ruas da cidade e do país com um foco muito grande na qualidade e custo do transporte público, os pedidos feitos pela população e pelos jornalistas vão muito mais a fundo que os que eu fiz: querem ver os contratos, saber quais foram as propostas dos consórcios que participaram da última licitação, saber quanto lucram as empresas concessionárias do serviço público. Nada disso é informado e diz-se até mesmo que a própria BHTrans desconhece alguns desses dados. Oi? Ela não é o órgão público responsável por fiscalizar as empresas de ônibus da cidade? Ou então a BHTrans informa só percentuais, sem revelar os valores. O contrato em que o serviço se baseia também dá margem a vários problemas, por sua subjetividade.

Enfim, a caixa-preta continua vedada. E o que se mantém oculto pode esconder muitas falhas ou coisas mais graves, como corrupção ou benefícios indevidos a um consórcio em detrimento de outro. O usuário de um serviço em geral péssimo que se estrepe na outra ponta.

***

A Prefeitura ao menos tem um canal para registro de pedidos de informação e, embora demore ou deixe de prestar esclarecimentos, ao menos chegou alguma resposta. E achei surpreendentemente positivo me convidarem para a conversa na sede da BHTrans. Se quiserem registrar algum pedido de informação, CLIQUEM AQUI.

Já o Estado mineiro é muito pior. Solicitei em 28 de novembro duas informações à Secretaria de Estado de Defesa Social. A primeira delas foi respondida, com atraso e parcialmente, via publicação dos dados no site da pasta (mas não me mandaram nada por email avisando, etc). A segunda, muito mais importante para mim, jamais foi respondida por qualquer canal. Já se passaram mais de sete meses e nada. Meu protocolo continua guardado, esperançoso: 119552. O governo de Minas nunca foi transparente e eu ainda queria que cumprissem a Lei de Acesso à Informação… Sou mesmo uma ingênua. Quer registrar um pedido ao governo de Minas? Boa sorte! Sua tentativa pode ser feita CLICANDO AQUI.

Leia também:

  1. Plebiscito pra quê?
  2. Os políticos que responderem, bem ou mal, vão se dar bem
  3. Muito cansada (mas sempre os protestos)
  4. Já são 20 respostas de Executivos, Legislativos e STF ao povo
  5. Tem certeza absoluta? Que pena!
  6. Com este pronunciamento, pauso meu protesto particular
  7. Ou o rumo ou a pausa
  8. Melhores charges e quadrinhos sobre os protestos
  9. As primeiras vitórias importantes, em mais um dia histórico
  10. 20 vídeos da violência da PM durante os protestos pelo país
  11. Um poema em homenagem aos que gritam
  12. Tentando entender os protestos, nesta barafunda de interpretações
  13. Cenas do protesto com milhares de pessoas em BH
  14. O brasileiro trabalha mais para pagar seu ônibus
  15. O mundo grita
  16. O vômito entalado o dia todo no meu cérebro borbulhante
  17. 10 observações sobre os protestos contra a tarifa de ônibus

As primeiras vitórias importantes, em mais um dia histórico

Crianças no protesto de Beagá, ontem. Foto: UOL.

Crianças no protesto de Beagá, ontem. Foto: Vinícius Segalla/UOL.

Já vi gente dizendo que os protestos pelas ruas de todo o país são tentativa de golpe, bando de filhinhos de papai vindos “direto do shopping center”, vandalismo puro, estudantes perdidos que não sabem o que querem. Já vi até gente dizendo que, por ser apartidário, o movimento não é político! Para mim, o mais lindo caráter dessas manifestações é justamente seu repúdio a lideranças partidárias e sua organização horizontal e ampla, facilitada pelas redes sociais, que hoje são amplamente usadas por todas as camadas da sociedade.

Pois bem, não interessa o que os outros acham, tampouco interessa muito como cada um interpreta o que está acontecendo, porque a verdade, como bem disse o Antonio Prata, é que ninguém está entendendo nada muito bem. E é assim mesmo, só dá pra saber direito o que houve quando a História já se passou, a poeira baixou, e os rumos foram tomados. No calor dos acontecimentos é impossível.

O importante é que, nesta quarta-feira, após vários dias de manifestações, após várias repressões da polícia e dos governos, após vários atos de vandalismo de alguns grupos, após a insistência em ir às ruas, as primeiras vitórias finalmente começaram a surgir.

Listo algumas, e vou atualizando este post à medida que forem chegando as novidades:

A democracia se fortaleceu, é isso. O Brasil deveria agradecer. Seu povo lembrou que Assembleia, Congresso e Prefeitura existem, não são só mais um prédio na paisagem, são a “casa do povo”.

*****

Atualização até 21/8/2013:

  1. STF condena um senador, Ivo Cassol, pela primeira vez.
  2. Senado aprova projeto que acaba com mamata de juiz condenado apenas aposentar compulsoriamente, mantendo remuneração altíssima. (Segue pra Câmara)
  3. Senado cria conceito de organização criminosa na legislação (vai a sanção da Dilma).
  4. Senado cria sistema nacional de prevenção e combate à tortura.
  5. Grevistas são anistiados; alguns tinham sido demitidos por participarem de manifestações no passado (policiais e bombeiros e funcionários dos Correios).
  6. Programa Minha Casa, Minha Vida é estendido a todos os municípios.
  7. Senado recua e muda regras para suplentes, reduzindo de 2 pra 1 e proibindo que sejam parentes. (Vai para a Câmara)
  8. Senado aprova mudanças para que propostas de iniciativa popular cheguem com menos assinaturas e assinaturas coletadas pela internet. (Segue pra Câmara)
  9. Produtividade do Congresso aumentou e projetos aprovados têm cunho mais social.
  10. Governo Federal lança pacotão de medidas tentando minorar os problemas da saúde, como contratação de novos médicos para atuar em áreas carentes desses profissionais, abertura de mais vagas em faculdades e ampliação do tempo dos cursos de medicina, com alunos atuando no SUS.
  11. Vítimas de violência sexual ganham atendimento emergencial pelo SUS.
  12. Câmara aprova maior transparência para aumento de tarifas de transporte público (vai para o Senado).
  13. Resolução do Senado permite a internautas se manifestarem sobre cada projeto em tramitação na Casa (já publicada no DOU).
  14. Senado aprova punição a empresa corruptora, projeto que estava parado desde 2010 (Dilma sanciona).
  15. Senado aprova ficha limpa para o servidor público (vai para a Câmara).
  16. Comissão do Senado aprova projeto de 2009 que reduz tarifas de ônibus (segue para a Câmara).
  17. Câmara arquiva projeto que autoriza “cura gay” (mas outro deputado reapresenta projeto idêntico, horas depois)
  18. Comissão do Senado aprova PEC do Trabalho Escravo, que tramitava havia 14 anos e prevê expropriação de fazendas denunciadas para a reforma agrária (falta ir a plenário)
  19. Alckmin anuncia cortes no Estado que vão gerar economia de R$ 129,5 milhões neste ano, com extinção de secretaria, autarquia e estatal, fusão de tres fundações, vendas de carros e de um helicóptero.
  20. Tarso Genro anuncia passe livre para estudantes em algumas linhas do Rio Grande do Sul a partir de agosto
  21. Goiás também terá passe livre para estudantes que são beneficiários de programas sociais
  22. Dilma anuncia R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana
  23. Para a saúde, serão anunciados 10 mil médicos no interior e periferias (que é onde mais faltam esses profissionais), estrangeiros ou não
  24. Câmara Municipal de São Paulo abriu CPI para investigar os transportes públicos na cidade (inclusive metrô e trem)
  25. Senado aprova projeto que torna corrupção um crime hediondo (segue para a Câmara)
  26. Câmara instala Capítulo Brasileiro da Organização Global de Parlamentares Contra a Corrupção (instrumento global que ajuda no fornecimento de informações contra esse crime)
  27. Câmara aprova proposta que zera alíquotas de PIS e Cofins de transporte coletivo e pode baratear ainda mais as tarifas (Senado também aprova, falta só sanção de Dilma)
  28. Comissão da Câmara aprova PEC que torna transporte um direito social, como educação, saúde e moradia (precisa ir a plenário)
  29. Rejeitada a PEC 37, que reduzia o poder de investigação do Ministério Público
  30. Congresso se mexe para aprovar projetos importantes
  31. Congresso cancela R$ 43 milhões que seriam destinados à Copa
  32. Após discurso de Dilma e encontro entre todas as esferas do Executivo, haverá um plebiscito para que o povo opine sobre mudanças no sistema político do país
  33. Câmara aprova destinação de 75% dos royalties do petróleo para a Educação e 25% para a saúde (Senado substitui por outro projeto que destina bem menos; volta pra Câmara, que aprova novo projeto, que só depende de sanção da Dilma)
  34. Beto Richa barra aumento de conta de luz no Paraná
  35. Assembleia da Bahia aprovou redução do recesso parlamentar de 90 para 60 dias e PEC que estabelece “ficha limpa” para concorrer a cargos no Estado
  36. Governo federal vai adiar aumento de pedágios em rodovias federais privatizadas
  37. Alckmin suspende aumento do pedágio das rodovias paulistas por um ano
  38. Alckmin também aumenta bolsa-aluguel de famílias desabrigadas
  39. 14 capitais e mais de 40 outras cidades já reduziram tarifa de ônibus (entre as 90 cidades com mais de 200 mil eleitores, houve redução em 70% (59) delas e 12 congeladas o aumento)
  40. STF manda prender imediatamente deputado condenado em 2010; é o primeiro parlamentar em exercício preso desde 1988 (Maluf e mensaleiros que se cuidem!)
  41. Câmara instaura processo para cassar mandato do deputado preso (e suspende salário, verbas e direitos enquanto ele corre)
  42. Ministro do STF atende a ação da OAB e manda Congresso votar em até 120 dias uma lei de defesa dos usuários de serviços públicos (Câmara aprova urgência na votação).
  43. Haddad cancelou licitação bilionária dos ônibus de São Paulo
  44. ANTT segura por tempo indeterminado o aumento das passagens de ônibus interestaduais
  45. Comissão da Câmara aprova fim do voto secreto para cassações de mandatos
  46. Comissão do Senado aprova fim do voto secreto em geral
  47. Assembleia de Minas propõe o fim do voto secreto (já aprovado em plenário).
  48. Assembleia mineira aprova em 1º turno a proibição de reeleição de membros da Mesa da Casa (vai para segundo turno).
  49. A imprensa tem feito uma boa cobertura, inclusive descobrindo os sempre existentes protestos da periferia e de cidades paupérrimas, como Ribeirão das Neves e Vespasiano, o que está levando prefeitos desses locais a agirem também com pautas positivas.
  50. STF derruba liminar que, na prática, proibia manifestações nas ruas de Belo Horizonte
  51. Anastasia reduz em 15 centavos as passagens de ônibus metropolitanos de Minas
  52. MP de São Paulo quer abrir caixa preta do transporte público (deveria inspirar outros MPs)
  53. E, para mim, a melhor das vitórias, como já expressei aqui no blog: os cidadãos, de todas as idades e condições, aprenderam a fazer política nas ruas, acordaram para a democracia, descobriram que podem fazer exigências a seus representantes e registraram que podem fazer tudo isso sem depender de obsoletos e corruptos partidos políticos. Criaram consciência política, impondo a discussão para toda a sociedade, como não acontecia no Brasil há séculos. E fizeram isso no “país do futebol” em plena Copa da Fifa!

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