A flor da fortuna

A flor da fortuna está improdutiva

Empoeirada, no jarro, encolhida

Representando, miúda, minha vida:

Quebrada, salgada, esquecida.

A flor da fortuna é amarela

É emborrachada, é singela

Brotando longe da janela:

Sem vento, inseto, primavera.

A flor da fortuna é dinheiro

É amor e sorte por inteiro

É sossego e paz em qualquer meio:

Mas não pra mim, que não rego seu leito.

(Por despeito)

7.8.2006


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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

4 comments

  1. Deixe o despeito de lado,
    senão pela beleza da flor,
    ao menos para buscar,
    sorte, dinheiro e amor!
    Linda sua poesia, Cristina. Abraços.

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      1. Assim caminha a vida; ainda bem que evoluiu da tristeza para a alegria. Fico feliz por isso. Como é bom ver a felicidade dos amigos!
        Quanto ao meus versinhos, foram feitos com palavras suas. Mas os meus são do tipo “batatinha quando nasce….) rsrs.
        Abraços, Cristina.

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