A flor da fortuna está improdutiva

Empoeirada, no jarro, encolhida

Representando, miúda, minha vida:

Quebrada, salgada, esquecida.

A flor da fortuna é amarela

É emborrachada, é singela

Brotando longe da janela:

Sem vento, inseto, primavera.

A flor da fortuna é dinheiro

É amor e sorte por inteiro

É sossego e paz em qualquer meio:

Mas não pra mim, que não rego seu leito.

(Por despeito)

7.8.2006

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4 respostas a “A flor da fortuna”

  1. Avatar de José Américo de Carvalho Alcântara
    José Américo de Carvalho Alcântara

    Deixe o despeito de lado,
    senão pela beleza da flor,
    ao menos para buscar,
    sorte, dinheiro e amor!
    Linda sua poesia, Cristina. Abraços.

    1. Ótimos versinhos, José!
      Engraçado é que escrevi esse poema em 2006, em algum momento de muita tristeza, e postei agora em 2011, em um momento de muita alegria! :D
      bjos

      1. Avatar de José Américo de Carvalho Alcântara
        José Américo de Carvalho Alcântara

        Assim caminha a vida; ainda bem que evoluiu da tristeza para a alegria. Fico feliz por isso. Como é bom ver a felicidade dos amigos!
        Quanto ao meus versinhos, foram feitos com palavras suas. Mas os meus são do tipo “batatinha quando nasce….) rsrs.
        Abraços, Cristina.

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