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A flor da fortuna

A flor da fortuna está improdutiva

Empoeirada, no jarro, encolhida

Representando, miúda, minha vida:

Quebrada, salgada, esquecida.

A flor da fortuna é amarela

É emborrachada, é singela

Brotando longe da janela:

Sem vento, inseto, primavera.

A flor da fortuna é dinheiro

É amor e sorte por inteiro

É sossego e paz em qualquer meio:

Mas não pra mim, que não rego seu leito.

(Por despeito)

7.8.2006

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

4 comentários em “A flor da fortuna Deixe um comentário

  1. Deixe o despeito de lado,
    senão pela beleza da flor,
    ao menos para buscar,
    sorte, dinheiro e amor!
    Linda sua poesia, Cristina. Abraços.

    Curtir

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