O bacon e o brócolis: o que mata mais?

Foto: Dennis Brown e Quadell / Wikipédia

Foto: Dennis Brown e Quadell / Wikipédia

Começo o post com esta anedota/provocação de Roberto Takata:

“Você viu? Embutidos causam câncer.”
“Pois é.”
“Vou trocar bacon por brócolis.”
“Mas você viu? Brócolis está contaminado por agrotóxicos.”
“Hmmm. Vou comprar orgânico.”
“Mas você viu? Orgânicos desmatam mais.”
“Ok, bacon, você venceu.”

Para quem não pegou o espírito da coisa, vale a pena ler a explicação do próprio Takata, AQUI.

Ainda sobre esse assunto, o cientista Roberto Takata, que tem um livro disponível para download aqui na Biblioteca do Blog, fez um trabalho muito bacana, em seu blog Gene Repórter, de “traduzir” para os leigos o documento da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, ligada à OMS, por meio de perguntas e respostas. CLIQUE AQUI para ler, imperdível!

Leia também:

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Por que votar em Dilma, em Aécio ou nulo

dilmasecio

Ainda mantendo a linha do blog, de se posicionar fora da guerra das eleições, resolvi propor um debate sóbrio, com argumentos, sobre cada candidato. Para isso, pedi a quatro pessoas amigas, que considero inteligentes e esclarecidas, que não são fanáticas ou militantes de um partido específico, para escreverem sobre seu voto. Elas justificaram sua escolha de forma objetiva, ao longo de 2.500 caracteres em cada texto. Acredito que possa ser útil aos leitores que ainda, ao contrário delas, não estão convictos de seus votos.

Pedi à jornalista Sílvia Amélia de Araújo, 33, para falar sobre seu voto em Dilma Rousseff (PT). Ela é formada pela UFMG, onde deu aulas no curso de Comunicação Social, já trabalhou na editora Abril e, há poucos meses, trocou São Paulo por Goiás Velho, capital pelo interior. “Cresci numa família bem pobre, num bairro de casas populares em Patos de Minas, só frequentei escolas públicas, só me tratei pelo SUS até começar a trabalhar e ter plano de saúde de empresa. Vi a vida de muitas pessoas a minha volta melhorar e a minha também.”

Pedi ao meu primo Ulisses Castro para escrever sobre seu voto em Aécio Neves (PSDB). Ele é arquiteto, formado pela UFMG, também tem 33 anos de idade. Especialista em Construção Civil com ênfase em Tecnologia e Gerenciamento das Construções pela Escola de Engenharia da UFMG. Sempre foi leitor voraz e sempre o considerei muito inteligente. “Leio diversos pontos de vista sem medo nenhum de mudar de ideia. Acho que só assim vou conseguir ter uma visão mais crítica e mais coerente.” Hoje mora em Ipatinga (MG).

Roberto Takata e Alice Quintão defendem, em seus textos, o voto nulo. Ele não gosta muito de falar sobre si, mas é um rosto muito conhecido nas redes sociais e na blogosfera (era chamado de “blogbudsman” pela Ana Estela, nos tempos de Novo em Folha), usando essas plataformas para divulgar ciência. É formado em Ciências Biológicas, com doutorado em genética e biologia evolutiva pelo Instituto de Biociências da USP. Tem 38 anos, e um de seus livros pode ser baixado aqui na Biblioteca do Blog. Ela tem 29 anos, é graduada em Relações Internacionais pela PUC-MG, pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Dom Cabral e atua como gerente de projetos sociais de geração de trabalho e renda em uma organização do terceiro setor. E é minha amiga desde os tempos de colégio 😉

Bom, apresentações feitas, vamos aos textos!


 

Por que vou votar em Dilma

Sílvia Amélia de Araújo

“Não é pelo bolsa família. Aécio não acabaria com o programa. O bolsa família (antes taxado por opositores de “bolsa esmola”!) foi tão eficiente em melhorar a vida das pessoas mais miseráveis que seria uma loucura destruí-lo. Hoje o Brasil está longe de ser um país rico, mas não é mais um país de famintos. E quem diz isso não é o PT, é a ONU.

“Não basta dar o peixe, é preciso ensinar a pescar”, dizem eleitores de Aécio que criticam o bolsa família. Aécio mesmo fala muito em “meritocracia”, apesar de garantir a continuidade do programa assistencialista. Olha, entendo que o “ensinar a pescar” só possa se referir a melhorar o acesso à capacitação profissional. E é aí que está o maior dos motivos que me impedem de votar em um projeto do PSDB.

É abissal a diferença entre o que os governos Lula e Dilma fizeram pela educação técnica e universitária e o quase nada feito por FHC. Aécio, em sua campanha, não demonstra a intenção de fugir do estilo de seu partido nesse quesito.

Bom, a primeira pessoa da minha família a cursar ensino superior foi minha irmã. Ela se mudou sem dinheiro para BH, trabalhava numa padaria e se preparava sozinha para o vestibular. Passou em Matemática na UFMG. Queria mesmo Arquitetura, mas sabia que não era curso pra pobre.

Quando concluí o ensino médio, em uma escola pública, minha irmã, já professora, pagou um ano de um ótimo cursinho pra mim. Passei em Comunicação Social, um curso também bastante concorrido e elitizado. Por causa da ajuda de minha irmã, escolhi a profissão que eu quis e não precisei de cotas (elas nem existiam), mas as considero uma medida paliativa importantíssima. Não imagino jamais uma politica de cotas sociais e raciais sendo aprovada num governo do PSDB, que buscou restringir e não expandir e democratizar o acesso à universidade.

Na última década tive a alegria de ver histórias como a minha e da minha irmã (pobres que ingressaram no ensino superior e ascenderam à classe média) deixarem aos poucos de ser exceções raríssimas. Nos governos de Lula e Dilma mais do que dobrou o número de universitários. Da janela da minha casa, por exemplo, vejo um campus do Instituto Federal de Goiás sendo construído neste momento.

Acredito que Aécio, se eleito, vai continuar dando o peixe. Mas pode dificultar bastante a escolha e o acesso aos arpões, varas e redes de pescar, ou mesmo taxar as águas. Aécio é um cara que fala em “mérito”, mas surgiu e cresceu como político na base da “peixada”. Só usei um pouco de metáfora. Quem não quer entender, não entenderá.”


Por que vou votar em Aécio

Ulisses Castro

“A minha prioridade para as eleições de 2014 é a alternância de poder. Parece bobo, mas ela é fundamental para toda e qualquer democracia, especialmente a brasileira, tão jovem e pouco madura. A alternância é importante por dois motivos: 1) nos faz lembrar a diferença entre Estado e governo; e 2) é um mecanismo eficiente para garantir a melhoria contínua de um país e de seu povo.

Quando um partido (ou pessoa) fica muito tempo no poder, ele começa a se sentir dono do posto ocupado. Como “dono”, ele acha um absurdo que outro partido (ou pessoa) tente tomar seu lugar. Sentindo-se ameaçado, ele é capaz de qualquer coisa para se manter no poder, esquecendo o que é melhor para o país. Muitas vezes, a ética também é deixada em segundo plano. E é aí que o perigo se esconde: os casos de corrupção começam a se suceder insistentemente.

Depois de 12 anos com um mesmo partido no Palácio do Planalto, Estado e governo me parecem bem misturados. Um exemplo disso no governo PT é o uso da Petrobras como mero balcão de barganha política e financeira. Cabe citar, também, a criação de 18 ministérios (muitos deles com áreas de atuação sobrepostas), igualmente objetivando barganha política para aliados – o famoso “cabide de empregos”.

Quanto ao segundo motivo, a alternância de poder é um mecanismo de melhorias para o país na medida em que o novo governo tende a aprender com os erros do seu antecessor e tende a melhorar as iniciativas que deram certo no governo anterior. Isso aconteceu com o próprio PT quando ampliou programas de transferência de renda criados por FHC.

As conquistas sociais foram grandes no governo PT e qualquer candidato eleito agora será irresponsável se ignorá-las. Aécio já sinalizou que não fará isso ao anunciar o programa Família Brasileira e melhorias no Minha Casa Minha Vida.

Mas não basta se contentar com esses dois benefícios trazidos pela alternância de poder. É desejável que o novo governo introduza algo novo, que faça diferença. No caso de Aécio, aposto na sua gestão pública mais moderna. Isso inclui a capacitação de servidores, otimização da máquina pública, potencialização das parcerias público-privadas, adoção de incentivos por qualidade e produtividade, e outros. Isso tem um custo, mas diante da inchada e intrincada gestão atual, me parece um preço justo a pagar.

Esse ano, meu voto é no Aécio. Se ele conseguir alavancar as conquistas do PT e reorganizar a gestão pública do país, já me darei por satisfeito. E daqui a quatro anos, que venha nova mudança.”


Por que vou anular meu voto

Roberto Takata

“Antes de tudo, quero dizer que considero FHC e Lula dois dos melhores presidentes da história do Brasil. Da estabilização econômica à redistribuição de renda, o país alcançou melhoras socioeconômicas extraordinárias. Verdade que nem todos os parâmetros mostram um quadro tão animador: a violência cresceu, sujou-se a matriz energética, a qualidade da educação no ensino médio encontra-se basicamente estagnada. Mas, entre espinhos e flores, o saldo é amplamente positivo.

Avalio que o governo Dilma Rousseff foi exitoso na manutenção do baixo nível de desemprego, na administração da inflação dentro das metas, na valorização do salário mínimo; nem tanto nos níveis de crescimento econômico – o grau de controle que o governo federal poderia ter sobre isso é discutível, mas não tirado de todo. Houve boas iniciativas: Ciências sem Fronteiras, Alfabetização na Idade Certa, Mais Médicos… Porém, três grandes pecados foram cometidos. Na área ambiental (permitiu-se que a bancada ruralista fizesse alterações no Código Florestal), no trato com minorias (foi surdo aos movimentos sociais, deixou que um homófobo se apossasse da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, refugou diante dos conservadores nas campanhas contra a homofobia nas escolas e de combate ao HIV/Aids entre as comunidades LGBTT e de prostitutas, e tratou a questão indígena basicamente como criminal, novamente a favor dos grandes produtores rurais) e o comprometimento da laicidade (com influência da bancada religiosa em vários temas como a inação na política de ofertamento do aborto legal pelo SUS, na paralisia pela criminalização da homofobia…). Já não me animava, assim, a votar pela reeleição da presidenta. A gota d’água foi sua fala em encontro com integrantes da Assembleia de Deus: “O Brasil é um Estado laico, mas feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.

O problema é que não vejo na candidatura de Aécio Neves uma alternativa a esses fatores que me indispuseram a votar em Rousseff. Os pastores Malafaia e Everaldo estão a seu lado. Durante os governos de Neves, MG foi o estado que mais derrubou a Mata Atlântica. Seu PSDB se pôs contrário aos conselhos populares. Em seu plano está a defesa da redução da maioridade penal. (O Mensalão Mineiro, o Trensalão, o aparelhamento da Sabesp não me fazem crer que os tucanos combateriam melhor a corrupção.)

Assim, anulo meu voto para não anular minha consciência de que não podemos, em nome de avanços sociais e econômicos, deixar de olhar para algumas das minorias mais expostas.”


Por que vou anular meu voto

Alice Quintão

“Não há como negar que PSBD e PT são mais parecidos em seus programas de governo do que os militantes gostariam de reconhecer. O Aécio não vai regredir as conquistas sociais, bem como a Dilma pouco as expandiu. O governo da Dilma não é o do Lula e o do Aécio não é o do FHC.

Além disso, a economia não vai sofrer milagre, quem quer que assuma vai ter problemas. As questões de corrupção, ineficiências econômica, alianças desagradáveis e necessidade do PMDB para governar ocorrem pros dois lados. Até financiamentos são compartilhados. Esquerda e direita no Brasil somente não se confundem na militância, que por si só apenas agridem o adversário (claramente confundido política com futebol). São petralhas x coxinhas, como se fosse o bem contra o mal. De repente um odeia nordestino e o outro quer fazer do Brasil uma Venezuela. De um lado dizem que a pobreza vai aumentar se o Aécio for eleito, de outro comparam os votos na Dilma com o mapa de beneficiários do bolsa família. Ambos os lados me agridem, porque não sou parte deles. E já me cansei de ser chamada de burra/insensível/elitista/socialista.

Pessoalmente gosto menos do Aécio, por razões muito mineiras, como a censura à imprensa, piso salarial dos professores estaduais, mensalão mineiro, helicóptero do Perrela, etc. Contudo, minha rejeição ao Aécio não é o suficiente para que isso justifique meu voto na Dilma. Não voto na Dilma porque não concordo com a vista grossa feita com relação aos problemas do partido e do próprio governo. No governo da Dilma o problema é sempre da crise, nunca de como se gere ela (se é que ela existe).

Odeio absolutamente essa campanha de destruir o outro. E por isso repudio completamente esse 2º turno. Conseguiram me dar mais certeza ainda do meu voto.

Eu voto nulo porque quero acreditar que o alto número de abstenções, brancos e nulos, além de um direito democrático, indica a crise de representatividade e a necessidade de reforma política que temos. Não estou aceitando apenas a maioria. A maioria vai predominar de qualquer maneira. “Falo mais” ao votar nulo do que o faria escolhendo um lado “porque sim”. Meu nulo é insatisfação com as opções que tenho.

Fico muito mais preocupada com nossos representantes no legislativo (fato agora já consumado) do que se teremos Dilma ou Aécio. Aliás, acredito que se ¼ dessa militância fosse usada disseminando propostas de candidatos a deputados, teríamos hoje representantes melhores. Um sonho? Menos ideologia e mais discussão real de planos de governo.”


Nesta próxima semana, publicarei meu texto sobre meu voto 🙂

Leia também:

A polêmica dos médicos estrangeiros – parte 2 (artigos para refletir)

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Enquanto não recebo os textos pedidos aos (poucos) médicos que conheço, publico aqui alguns textos encaminhados por pessoas que leram o post de ontem e quiseram contribuir com a discussão. Há alguns realmente ótimos, que acrescentam muito ao debate. A maioria concorda com a vinda dos médicos estrangeiros e alguns já tocam nas outras novidades propostas ontem pelo governo, como o novo ciclo que os estudantes de medicina terão que fazer, trabalhando no SUS. Vou acrescentando a este post outras contribuições que chegarem, com outros pontos de vista.

Antes, reforço aqui a atualização que fiz no post de ontem, por ter sido bem à noite:

“Este infográfico do G1, abaixo, resume bem o programa “Mais Médicos“, lançado na tarde de hoje. Clique sobre ele para ler no tamanho real. A reportagem pode ser lida AQUI ou AQUI. Não fique com dúvidas!” ;)

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Pronto. Às contribuições!

O jornalista/psicólogo/filósofo Dario de Negreiros me enviou o seguinte apanhado de argumentos pró-programa:

“Medicina é a carreira de ensino superior com o melhor desempenho trabalhista e com maior escassez de profissionais, revelou estudo do Ipea (Instituto de Política Econômica Aplicada) divulgado nesta quarta-feira (3).
Ninguém nega que a boa medicina envolve muito mais do que um médico com estetoscópio no pescoço. Mas também é melhor ter do que não ter um profissional de saúde de prontidão no hospital, mesmo que atue em condições adversas e que sua formação esteja aquém da ideal.
Temos no Brasil 33.000 equipes de saúde da família, entretanto, pouco mais de 20.000 delas possuem médicos compondo a equipe. O governo tentou atrair médicos por meio do Provab (Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica), com salários elevados, suporte das universidades e bonificação para concorrer às provas de residência, mas apenas cerca de 4.000 médicos aderiram ao programa.
Portugal já importa médicos cubanos desde 2009. Aqui também há dificuldade de convencer os médicos a ir trabalhar em regiões mais longínquas, afastadas dos grandes centros. Os cubanos vieram estimulados pelo governo, fizeram prova e foram aprovados em grande maioria (mais à frente vou dar maiores detalhes deste fato).
A população aprovou a vinda dos cubanos, e em 2012, sob pressão popular, o governo português renovou a parceria, com amplo apoio dos pacientes. Portanto, um dos países com melhores resultados na área de saúde do mundo importa médicos cubanos e a população aprova o seu trabalho.
Os médicos daqui não querem saber do interior atrasado, não importa que mercado haja aí e que condições sejam oferecidas. Mesmo as periferias das cidades são incapazes de atraí-los no número necessário, como prova a procura para os hospitais e postos públicos. A mera recusa à contratação de espanhóis, cubanos e portugueses despreza ainda outra realidade inegável: a dos milhões deixados a sofrimentos que até conhecimentos médicos elementares podem evitar ou atenuar.
A grita contra os cubanos, contudo, é em larga medida uma reação corporativista. Mesmo que eles não tenham uma formação comparável à dos brasileiros, num raciocínio bem consequencialista, é melhor para o sujeito que procura um serviço de saúde ser atendido por alguém que tenha algum conhecimento do que ficar sem assistência nenhuma.
É verdade que a boa medicina precisa de mais do que um médico com um estetoscópio no pescoço, mas também é verdade que, em muitas regiões do Brasil, não estamos conseguindo nem sequer providenciar isso. E não é realista esperar que uma estrutura decente brote na Amazônia e outras áreas periféricas do país da noite para o dia. Dado que mesmo um profissional de formação limitada e sem acesso a grandes recursos é capaz de levar as medidas salvadoras e os truques aonde eles ainda não chegaram, tudo recomenda que o governo envide esforços nesse sentido.
Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.”
Por autorização do ministro da Saúde José Serra, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, médicos cubanos foram autorizados a atender a população brasileira em vários pontos do País. Em 2005, quando a autorização de permanência dos cubanos no Estado de Tocantins se encerrou, uma parcela da população chegou a correr até o aeroporto para impedir que eles fossem embora. Em Niterói (RJ), sua presença chegou a ser apontada como um fator importante para a redução de filas nos hospitais públicos.
O cardiologista e ex-ministro da Saúde Adib Jatene, que preside uma comissão que auxiliou o governo na formulação do projeto para a mudança do ensino médico, defende a proposta apresentada ontem pela presidente Dilma mas afirma que não conhece a versão final.
Para Jatene, o ensino médico está formando candidatos à residência médica, com muito ênfase às especializações e alta tecnologia. “O médico precisa se transformar num especialista de gente.”

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A jornalista Maria Thereza Reis, que atualmente trabalha na Associação Paulista de Saúde Pública, enviou o texto da médica Carminha Cabral Carpintero (LEIA AQUI), escrito em resposta a ESTE texto, da médica Juliana Mynssen.

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O Maurício enviou uma ótima reportagem do iG, que está promovendo um debate bacana sobre a polêmica. Neste outra matéria, o site mostra médicos da Venezuela e Bolívia que criticam a “importação”.

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O Maurício também enviou a opinião da presidente do Conselho Nacional de Saúde, favorável ao programa, mas não só.

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O Roberto Takata postou em seu blog um dado interessante: quem usa o SUS o avalia melhor do que quem não usa. Elio Gaspari também escreveu ótimo texto a respeito.

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O leitor Victor enviou o texto escrito pelo médico José Carlos Jucá, que aponta alguns motivos por que a categoria é contrária ao programa Mais Médicos.

Mais textos bacanas que valem a leitura:

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Além disso, o post de ontem rendeu ótimos comentários, já atualizados sobre os detalhes do programa lançado ontem. VEJAM AQUI 😀 (Agradecimentos ao Ramiro, ao Leandro, à Tatiana, ao Jaime e ao Takata).

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Por enquanto os médicos ainda não passaram por aqui. Você é médico, já atuou na periferia e no interior, conhece a fundo os problemas da categoria e da saúde pública? Por favor, contribua também! Pode enviar seu texto aí nos comentários ou para meu email.

Um ano de blog!

Hoje é um dia muuuuuito importante, não só por, coincidentemente, ser Natal, mas também por ser aniversário deste blog!

E, como em todo aniversário, este merece comemorações. E estatísticas! Adooooro estatísticas 😀

Comemoro, por exemplo, que quase 50 mil pessoas (no momento em que escrevo, 49.933 visitas únicas) tenham passado por aqui no período.

Quando criei o blog, minha meta era receber pelo menos 50 visitas diárias, mas a média ficou em 137 visitantes por dia.

O dia que mais bombou foi 30 de novembro, com 845 visitantes, para ler sobre a triste história de Edmilson.

Este foi o segundo post mais lido de toda a história do blog, atrás daquele que fala dos prós e contras de viajar de busão e avião.

Os outros três mais lidos:

Quem mais trouxe visitas para meu blog foi o bom e velho Twitter (6.105), seguido do Facebook (4.182) e das ferramentas de buscas da internet, tipo Google, Yahoo e Bing (2.688). Mas o pré-histórico Orkut chegou a trazer 308 cliques.

A partir do meu blog, a grande maioria resolveu conhecer o site do Nix, com uma coletânea de blues ótima para baixar, outro tanto foi ler a crônica sobre propaganda de lingerie e, em terceiro lugar, meus leitores foram morrer de rir com os cinco sotaques paulistanos, por Marcelo Adnet.

Já para chegar ao meu blog, a maioria que usou sites de busca procurou por meu apelido “Kika Castro” ou “kikacastro” ou por meu nome, mas, surpreendentemente, em quarto lugar está a busca por “bidê“!

O blog ganhou 2.774 comentários (média de 175 por mês) e o post com mais contribuições foi aquele do Manual de Guerra aos Mineiros em SP, com 81 comentários! Depois dele, foi o post “Um problema (literário) a combater”, com 53, e, em terceiro, “Três meses depois, e o tênis não presta mais”, com 40.

Os cinco leitores que mais comentam são, respectivamente [OBS.: editei esta parte do post, porque descobri que as estatísticas que vejo são só dos comentaristas “mais recentes”, não de toda a história, por isso os números de comentários eram tão baixos. Assim, abaixo estão os cinco comentaristas mais ativos de 2011, enviados por email pelo WordPress — o que dá quase no mesmo em relação ao primeiro ano de blog]:

  1. Talita (122)
  2. José Américo de Carvalho (110)
  3. Roberto Takata (103)
  4. Jaime Guimarães, o Groo (100)
  5. José de Souza Castro, meu pai (40)

O blog termina este primeiro aniversário com 365 artigos (média de 1 por dia, portanto, embora tenha havido uns poucos dias sem posts), 31 assinantes por e-mail, não sei quantos (como saber?!) por Google Reader e afins.

E bem eclético:

Foram 98 posts na pastinha “Noticiário” (mesmo sendo hobby, não consigo evitar um pouco de jornalismo…), 72 na de “Fotografias”, 67 na de “Divagações”, 66 na de “Memórias” e outros tantos em “artigos do meu pai”, “músicas”, “charges”, “livros”, “filmes” etc. Para 2012, prometo tentar emplacar as exíguas pastinhas “Bares e Restaurantes” (2!) e “Receitas” (4!).

As palavras que mais se destacam na nuvem de tags do blog (foram 1762 tags) são Blues, Amor, São Paulo, Minas Gerais, Cinema, Vida e Viagens. Meio viajado, né? 😉

E na coluna da direita o blog já está com links para 27 blogs legais, de política, jornalismo, fotografia, charges e um pouco de tudo.

Espero que, apesar de toda essa autobabação de ovo, vocês perdoem meu orgulho, cheguem ao final deste texto e queiram continuar visitando meu humilde bloguinho, que está só engatinhando, muito longe de qualquer comparação com os grandes da blogosfera, com suas milhares de visitas diárias, mas bem intencionado e feito, de forma caseira, no esforço contínuo de trazer coisinhas legais para discutir com tantas pessoas tão legais 🙂

[Que frase gigante, afe!]

Agradeço a todos os leitores e especialmente aos que conheci aqui, fazendo essa experiência, e que já parecem velhos amigos.

Continuemos, juntos, na rede e na rede, por quantos tantos anos aguentarmos 😉

Tá baratim, tá baratim!! 😉

Saramago para iniciantes (mesmo)

Bela dica do Roberto Takata no post abaixo:

Pra quem preferir ler o livro:

 Mas leiam o Conto da Ilha Desconhecida, garanto que não vão se arrepender! 😉