Cidade vazia

Diz o último Censo que São Paulo tem 11.244.369 filhos-de-deus espremidos. Daí que a frota de carros é de 7.000.000 e um filho-de-deus não acha por bem dar carona ao outro, então vai um enfileiradinho atrás do outro, em ruas malplanejadas ou seguindo aqueles GPS’s burros que, em vez de serem úteis para criar alternativas… Continuar lendo Cidade vazia

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“Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

Já briguei com vários amigos ao longo da vida, ou simplesmente me afastei, por força das circunstâncias. No último ano, por exemplo, duas amigas ficaram para trás e agora são praticamente apenas parte da memória. Isso me lembra que, quanto mais crescemos, mais as coisas vão se tornando “definitivas”. É por isso que um velho… Continuar lendo “Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

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Caminhoneiros do Brasil, um relato

Hoje, ao conversar com o motorista (do jornal, óbvio) a caminho do aeroporto, descobri como é dura a vida dos que trabalham com caminhão. Confesso que, apesar de ser uma profissão de machões ou de mulheres estigmatizadas como “sapatões”, sempre achei que deveria ser divertido trabalhar na estrada. Primeiro porque adoro dirigir na estrada. Segundo… Continuar lendo Caminhoneiros do Brasil, um relato

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Gentileza urbana e conversa de elevador

Cheguei ao prédio e a vizinha, que não conheço, segurava o portão aberto para eu passar. “Gentileza urbana”, como gostavam de dizer as campanhas publicitárias da prefeitura de Beagá (será que ainda dizem?). Cruzamos o hall e, do elevador, ouvimos que vinha outra vizinha, conversando com alguém. Portanto, seguramos a porta do elevador para ela… Continuar lendo Gentileza urbana e conversa de elevador

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Sobre como eu queria saber proteger seu Antonio

Hoje vou sonhar com o seu Antonio. Ele me apareceu todo ensanguentado. Debaixo dos olhos, onde a ruga da olheira se firma depois de certa idade. No nariz. Nos lábios. A manga da blusa rasgada. “Fui espancado.” A informação já despertaria toda a minha compaixão vinda de qualquer pessoa, mas ainda mais daquele senhor frágil,… Continuar lendo Sobre como eu queria saber proteger seu Antonio

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Fábula da sinceridade (ou: sobre cafés e sorrisos educados)

Um dia, Vovó Paterna foi à casa de uma amiga, visita de praxe. Lá na roça, antigamente, era costume visitar os parentes e amigos com alguma frequência, como já não se faz mais hoje. Era até comum ter um “quarto de hóspedes” na casa, quando a visita vinha de outra cidade. E, ao receber o… Continuar lendo Fábula da sinceridade (ou: sobre cafés e sorrisos educados)

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