Noite em Cavernas Tem restos de pensamentos em todas as minhas noites. Aqueles que aconteceram e os que eu martelomartelomartelo incoerentemente irritantemente como um futuro planejado ou no desejo de um passado. Meus sonhos têm cheiro real e a umidade do ar me abafa em cavernas gotejantes do meu labirinto particular. Nascem… Continuar lendo Duas noites seguidas de insônia merecem um poema
Categoria: Poemas
Post dedicado aos solteiros desesperados para estarem com alguém
Olha como as coisas são: quando eu tinha lá pelos três a quatro anos, aprendi uma música com a minha mãe, que ela adorava cantarolar. Para mim, a letra dizia apenas o seguinte: “Papai do céu, me dá um namorado lindo, fiel, gentil e tarado.” Esqueci completamente disso e agora só lembrei por causa daquele… Continuar lendo Post dedicado aos solteiros desesperados para estarem com alguém
O sol, a noite, o rio e a roça
É o seguinte, povo: hoje tou cansada. (Principalmente a cabeça, que não descansa de pensar em apartamentos por alugar). Mas em vez de colocar aquele Garfield — que anda sumido –, resolvi pôr aí um vídeo do pôr-do-sol visto do Arpoador, no Rio, com direito a aplausos de pessoas de bem com a vida. Filmei… Continuar lendo O sol, a noite, o rio e a roça
A flor da fortuna
A flor da fortuna está improdutiva Empoeirada, no jarro, encolhida Representando, miúda, minha vida: Quebrada, salgada, esquecida. A flor da fortuna é amarela É emborrachada, é singela Brotando longe da janela: Sem vento, inseto, primavera. A flor da fortuna é dinheiro É amor e sorte por inteiro É sossego e paz em qualquer meio: Mas… Continuar lendo A flor da fortuna
Praga
A flor que plantei na janela cresceu e cresceu e cresceu. Desceu pela parede escorreu pelo chão se esparramou, abafou toda a casa subiu pelos móveis invadiu a cama criou espinhos salpicou folhagens expandiu raízes atraiu insetos polinizou outras janelas Cresceu e cresceu e cresceu. A florzinha, bonitinha, pequeninha da janela (que reguei) virou,… Continuar lendo Praga
Mais um ano.
Ri, sorri (fotogenicamente) Chorei (de acordar com duas bolas nos olhos) Quis morrer (e fiz poema, instead) Quis chegar aos cem (como a Maude e a Luísa) Fiz o bem (ou o tentei, sempre) Perdi amigos (que viraram em outras curvas) Dispensei outros (que mostraram não valer o título) Conquistei pessoas (mas me conquistaram em… Continuar lendo Mais um ano.