A noite em que conheci Washington

Cruzei com Washington nesta noite, numa esquina deserta e escura, enquanto ele fuxicava nos sacos de lixo do poste e eu andava com meus passos rápidos de sempre, olhando para o chão. — Tia, me dá um trocado? Me virei e olhei bem para ele. Esmirradinho, bem magro, pele negra, cabelo já precisando de um… Continuar lendo A noite em que conheci Washington

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O fim do mundo e a menina de 14 anos

Já contei duas vezes aqui histórias que ouvi de taxistas falantes. Muito boas. Hoje ouvi mais uma, bem triste. Disse ele: — Outro dia estava com uma passageira que me mostrou a foto da filha dela. Tinha 14 anos de idade. Ela estava triste, disse que sem dormir há vários dias, porque não via a… Continuar lendo O fim do mundo e a menina de 14 anos

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De carecas, trombadinhas e surras

“Está vendo aquele carequinha, com bermuda e sacola de compras na mão?”, perguntou o taxista, quando o carro parou num semáforo do Viaduto do Chá, centro de São Paulo. Depois de muito procurar, na expectativa de que fosse alguém importante ou que dele viesse uma história sensacional, ouvi a resposta: “Viu lá? Então, o que… Continuar lendo De carecas, trombadinhas e surras

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Cidade vazia

Diz o último Censo que São Paulo tem 11.244.369 filhos-de-deus espremidos. Daí que a frota de carros é de 7.000.000 e um filho-de-deus não acha por bem dar carona ao outro, então vai um enfileiradinho atrás do outro, em ruas malplanejadas ou seguindo aqueles GPS’s burros que, em vez de serem úteis para criar alternativas… Continuar lendo Cidade vazia

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“Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

Já briguei com vários amigos ao longo da vida, ou simplesmente me afastei, por força das circunstâncias. No último ano, por exemplo, duas amigas ficaram para trás e agora são praticamente apenas parte da memória. Isso me lembra que, quanto mais crescemos, mais as coisas vão se tornando “definitivas”. É por isso que um velho… Continuar lendo “Belém-belém, daqui a pouco tou de bem”

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Caminhoneiros do Brasil, um relato

Hoje, ao conversar com o motorista (do jornal, óbvio) a caminho do aeroporto, descobri como é dura a vida dos que trabalham com caminhão. Confesso que, apesar de ser uma profissão de machões ou de mulheres estigmatizadas como “sapatões”, sempre achei que deveria ser divertido trabalhar na estrada. Primeiro porque adoro dirigir na estrada. Segundo… Continuar lendo Caminhoneiros do Brasil, um relato

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