1 ano após pedir demissão: como mudei minha vida

22 cenas do último ano após pedido de demissão
22 cenas do último ano após pedido de demissão

Há exatamente um ano, pedi demissão da Globo. Embora muitas pessoas da área da comunicação pensem que esta é uma “empresa dos sonhos”, esta libertação foi uma das melhores decisões que já tomei na minha vida.

Na época, escrevi uma carta para mim mesma, relembrando minha (péssima) experiência, para que minha desmemória não me levasse, algum dia, a achar que cometi um erro. Mas nem precisava. Recebi a carta nesta semana e, infelizmente, eu ainda me lembrava de tudo.

Tem gente que me pergunta: o que me levou a pedir demissão, após 28 meses, do cargo de editora-chefe do g1 Minas, coordenadora da “central de apuração” da TV, uma função de “liderança”, como o jargão corporativo diz hoje?

Foram muitos os motivos e acho que não é o caso de expor todos eles na internet. Mas basta dizer que, inúmeras vezes, saí de lá aos prantos, a caminho de casa. Isso quando não chorava lá mesmo, no banheiro. Adoeci. Perdi o sono. Me exauri, até chegar ao meu limite.

Vou compartilhar só um trechinho da looooonga carta, que diz respeito ao excesso de trabalho:

“(…) passo a maior parte do dia trabalhando, da hora que acordo à hora que vou dormir. Sabe quantas horas extras eu fiz nesse período lá? SEISCENTOS E TRINTA E TRÊS HORAS EXTRAS. Isso mesmo: 633. Dividindo por 7,5 horas, dá mais de 84 dias. Ou, se contar em dias úteis, dá quase 4 meses de hora extra, que eu deveria folgar pra compensar. Isso só considerando as horas extras em que estou sentada na mesa de trabalho, de frente pro computador. Porque se for contar as horas gastas no celular, acessando email de trabalho ou respondendo ao WhatsApp da minha casa (ou no trânsito, no pilates, na folga, até nas férias), da hora que acordo à que vou dormir, acho que não teria nem como calcular.

Com isso, perco tempo pro meu filho, pro Beto, tempo pra mim. Nestes dois anos e pouco, ainda agravados pela pandemia da Covid-19, eu fiquei muito mais estressada, às vezes até surtada. Engordei uns 15 kg. Bebi mais. Envelheci muito.

E pra que mesmo?”

As figurinhas que os colegas fizeram pra mim na época do g1 dizem muito de como era minha rotina de trabalho.
As figurinhas que os colegas de g1 fizeram pra mim dizem muito de como era minha rotina de trabalho. Eu agia como uma máquina. Isso é insalubre.

As empresas partem do princípio de que ‘chefe’ tem que trabalhar o dia todo

Quando fui convidada a assumir a função de coordenadora do g1 Minas (que depois se transformou em coordenadora de uma central de apuração que funcionava 24 horas por dia, depois aumentou pra chefe de reportagem e até chefe de plantão nos fins de semana e feriados…), perguntei ao então diretor da Globo em Belo Horizonte:

– Eu vou ter que trabalhar o dia inteiro? Porque, se for o caso, não vou poder aceitar o convite. Meu filho ainda é pequeno, não estou nesse momento da vida.

Lembro direitinho da conversa. Eu estava ainda dentro do carro, tinha acabado de estacionar na garagem do meu prédio, voltando do jornal “O Tempo”, onde trabalhava, e parei pra atender o celular. A resposta foi mais ou menos assim:

– Não, imagina, de jeito nenhum. Todo mundo aqui trabalha só as sete horas por dia mesmo. Você vai ter tempo pra cuidar do seu filho numa boa.

As “horas extras” que registrei, para ter um controle pessoal da minha jornada, que o digam. As aspas têm a ver com o fato de que cargos de liderança não recebem horas extras de verdade.

As empresas partem do princípio de que você, se está numa função de ‘chefe’, tem que trabalhar o dia inteiro. Detalhe: a remuneração não condiz (nem de perto) com a exploração. Mas isso vale um post inteirinho à parte…

Não falha nunca essa reflexão do livro "As coisas que você só vê quando desacelera", boa para o dia do trabalhador.
Não falha nunca essa reflexão do livro “As coisas que você só vê quando desacelera“.

O importante é que eu percebi o quanto aquela vida estava me fazendo mal e pulei fora. Eu me recuso a fazer parte desta cultura que idolatra a exaustão. No meu último dia, o 7 de julho de 2022, sentia um alívio indescritível, como se tivesse ganhado na Mega-Sena. Fiz uma selfie dando tchauzinho para o prédio da Globo em BH, sorrindo de uma orelha à outra.

Não se passou um dia, desde então, que eu não tenha agradecido àquela Cris exausta, que me escreveu a carta, por sua decisão. Passei o último ano me recuperando de um nível de estresse e exaustão e doença mental, tudo misturado, que eu ainda não sabia possuir. Diminuí drasticamente a leitura do noticiário (e isso fez um bem danado, porque HAJA NOTÍCIA RUIM!), parei de entrar na página do g1 Minas, silenciei colegas que não se cansam de postar #partiuplantão no Instagram, deixei meu celular permanentemente no silencioso.

Frase de Brené Brown: “Requer coragem dizer sim ao descanso e ao lazer, numa cultura onde a exaustão é percebida como símbolo de status social”.

Apesar desta longa introdução, este post não é para relembrar uma jornada que me adoeceu, em uma empresa que me foi tóxica. É para celebrar todas as mudanças positivas que vivi e venho vivendo nesses últimos 365 dias, que vieram depois. E, quem sabe, com isso, inspirar outras pessoas que estejam passando por situações parecidas.

Existem muitas portas e muitas jornadas possíveis nessa coisa incrível que chamamos de vida – e que, esta sim, é uma só. Lembre-se disso 😉

Em busca de uma vida mais equilibrada

Isso já tinha acontecido quando trabalhei na “Folha”, mas eu era mais jovem e tinha ido para São Paulo para trabalhar mesmo. Na época, fez algum sentido, por algum tempo. Agora, com filho pequeno e já sênior na carreira, eu não queria, mas minha vida nos 28 meses de Globo estava assim:

Gráfico pizza mostra pessoa que dedica 90% do tempo ao trabalho.

Descontado o tempo em que eu estava dormindo (e meu sono também piorou muito), ou fazendo outras necessidades básicas, 90% do meu dia era dedicado ao trabalho. Eu chegava a aproveitar os semáforos vermelhos no trânsito para responder às mensagens de trabalho que pipocavam o dia inteiro no WhatsApp.

No último ano, trabalhando em casa e prestando serviço para uma empresa que me respeita, tenho me empenhado em equilibrar todos os pratos da vida, e hoje acho que posso dizer que estão mais ou menos assim:

Gráfico mostra 30% de trabalho e 70% para família, casa, autocuidado, vida social, lazer e descanso.

Como a vida social/hobbies/lazer e o autocuidado/descanso também podem incluir a família/casa, e é o que acontece na maioria do tempo, deixei tudo junto e misturado na pizza 😉 ❤

Esse equilíbrio vem permitindo, dentre outras coisas:

  • Estar mais presente na vida do meu filho (deu até pra ajudá-lo a realizar um sonho)
  • Me encontrar mais com os amigos e com a família
  • Dormir mais e melhor
  • Me desligar mais do celular
  • Cuidar mais de mim e fazer coisas que gosto (como postar aqui no blog ;))
  • Estudar de novo (fiz seis cursos on-line no período)
  • E, sim: ser mais produtiva e criativa quando estou trabalhando.

Hoje em dia eu levo e busco o Luiz na escola todos os dias (a pé, conversando numa boa, sem chorar no trânsito com medo de não chegar a tempo), não recuso nenhum convite para festa ou qualquer outro evento de gente querida (depois do isolamento na pandemia, MERECEMOS!), durmo como uma pedra – e sem sonhar loucamente com o trabalho –, e passei a me exercitar com frequência e olhar com mais atenção para a minha saúde.

Ah, e tenho todos os fins de semana e feriados livres. Sem plantões, após 15 anos, finalmente. Não tenho mais que ficar olhando o calendário com lupa e fazendo malabarismo para aproveitar minhas folgas e tempos livres.

Lista de coisas que fiz pelo meu autocuidado, que envolvem qualidade do sono, da alimentação, atividades físicas, trabalho moderado, leitura e escrita, vida social etc.
O autocuidado que compartilhei em janeiro de 2023

Como mudei meus hábitos de exercícios e alimentação

Essa parte do autocuidado eu acho que merece um tópico à parte.

No auge da pandemia e com esse ritmo de trabalho que só dava margem ao sedentarismo, cheguei a pesar uns 87 kg. Tenho 1,67 m, então meu IMC, nessa época, de mais de 31, era para “obesidade”.

Entrei no ano de 2022 já decidida a me cuidar melhor (inclusive passei a chegar uma hora mais tarde na redação, tentando ficar menos tempo lá, mas só serviu pra aumentar meu tempo no WhatsApp, rs), e, por isso, comecei a fazer mais exercícios físicos, me alimentar melhor etc. Quando pedi demissão, eu estava com uns 80 kg (IMC 28,7, ou “sobrepeso”).

Nunca gostei de academia, musculação, então o máximo que eu fazia, na época, eram caminhadas e pilates, uma vez por semana. Também fui, aos poucos, voltando a nadar.

Quando saí da Globo, descobri um negócio que chama “aulas coletivas”, na academia, que tinha spinning, pilates, ginástica aeróbica, treinamento funcional, treinamento suspenso, dança, e mais um monte de coisas. Eu poderia ir quantas vezes por semana quisesse, e ainda era mais barato que meu pilates semanal perto de casa.

Fui testando as aulas, vendo aquelas que achava um saco, descobrindo outras que acho divertidas, ajustando horários para os que funcionavam melhor na minha nova rotina etc.

O resultado é que, há um ano, eu tinha a rotina de exercícios físicos mais ou menos assim:

  • segunda – não fazia nada
  • terça – não fazia nada
  • quarta – caminhava por uns 30 minutos
  • quinta – pilates
  • sexta – caminhava ou nadava por uns 30 minutos
  • sábado – não fazia nada
  • domingo – não fazia nada

E hoje minha rotina está assim:

  • segunda – ginástica ou pilates (45 minutos)
  • terça – spinning (45 min)
  • quarta – nado 1.000 metros (30 min)
  • quinta – spinning (45 min)
  • sexta – nado 1.000 metros (30 min)
  • sábado – spinning (45 min)
  • domingo – nado 1.000 a 1.500 metros (30 a 45 min) ou caminho
Caminhada, spinning, pilates, natação: fui ajustando os exercícios físicos na minha nova rotina. Nesta imagem, algumas fotos que postei no período.
Caminhada, spinning, pilates, natação: fui ajustando os exercícios físicos na minha nova rotina. Nesta imagem, algumas fotos que postei no período.

Além disso, faço caminhada todos os dias, porque antes eu buscava o Luiz na escola de carro, e hoje levo e busco a pé. Aliás, quase tudo o que faço é a pé* (vender o carro ajudou bastante nisso ;)). Segundo meu celular, ando uma média de 8.137 passos, ou 6 km, por dia.

É importante dizer que essa mudança não foi brusca: foi um processo, que aconteceu e foi sendo ajustado ao longo do último ano todo. Hoje sinto falta quando não faço pelo menos meia horinha de exercício pela manhã. Virou parte importante do meu autocuidado, e também essencial para melhorar meu sono, minha saúde e minha disposição.

Paralelamente, venho diminuindo muito o consumo de bebida alcoólica, mais por uma decisão pessoal mesmo. Sinto que a bebida hoje não me faz muito bem, e que ficar sem ela tem me feito melhor. O que não impede de tomar algumas taças de vinho numa tarde de sábado 😉

E, em janeiro deste ano, fiz uma consulta online com uma nutricionista maravilhosa, que estava incluída no plano da minha empresa. O mais legal dela é que fez um regime que respeita meus gostos (por pães e queijos, por exemplo), tornando possível – e até prazeroso – que eu adotasse a dieta prescrita por ela. Acabou virando um novo hábito alimentar mesmo.

Tivemos consultas periódicas até junho, quando cheguei ao peso de 70,5 kg. O IMC está em 25,2 e, se eu perder mais 800 gramas, chego à faixa considerada “normal”, e preconizada pela OMS. Mas, só neste último ano, já perdi “dois sacos de arroz”, como diz meu marido (hehehe). Aliás, ajudou muito o fato de eu ter trocado almoço de restaurante pela comidinha caseira dele todos os dias ❤

Este foi o resultado físico, mais visível e externo mesmo, de uma mudança bem maior.

Registro fotográfico que minha nutricionista pediu para fazer nesses seis meses, mostrando como a mudança de hábitos foi mudando meu corpo. As fotos da esquerda são de janeiro de 2023, quando eu estava com 79 kg e 96 cm de cintura. As da direita são de julho, com 70,5 kg e 82 cm de cintura.
Registro fotográfico que minha nutricionista pediu para fazer nesses seis meses, mostrando como a mudança de hábitos foi mudando meu corpo. As fotos da esquerda são de janeiro de 2023, quando eu estava com 79 kg e 96 cm de cintura. As da direita são de julho, com 70,5 kg e 82 cm de cintura.

Foi tudo às mil maravilhas?

Não, não foi tudo perfeito neste último ano. Como eu já disse, não me arrependi nem por um dia da minha decisão de sair da “empresa dos sonhos” – das outras pessoas. Mas também passei por apertos, inclusive financeiros (ainda assim, com as contas sempre em dia!), até acomodar minha nova rotina.

Muito do estresse que estava acumulado em mim se esvaiu, mas ainda tive alguns momentos de recaídas, em que tive que sentar e respirar bem fundo. Descobri que minha saúde mental estava muito pior do que eu imaginava. (E até hoje não perdi o péssimo hábito de almoçar engolindo tudo em cinco minutos.)

Eu ainda me cobro MUITO – não só no trabalho, mas na maternidade, na organização da casa, em tudo –, e isso pode me deixar exausta ainda, às vezes. Equilibrar todos aqueles pratinhos da vida, da melhor maneira possível, nem sempre é fácil.

Não existe passe de mágica ou pó de pirlimpimpim pra ajeitar as coisas dentro da gente. Precisei me dedicar também nesta tarefa de ficar bem. Mas fiquei. Sorri ao ler esta conclusão da minha carta, porque me identifico nela hoje:

“Seja feliz, Cris do futuro! Espero te encontrar bem em todos os aspectos da vida: não só com as contas pagas, mas também com a saúde, física, mental e emocional, em boas condições!”

Home office, teletrabalho, escritório em casa, biblioteca
Meu home office ❤

Por que resolvi escrever este textão aqui no blog?

Porque, no dia em que chegou por email a minha carta de um ano atrás, tive insônia. Como não tinha há muuuuuito tempo. Lembrei como era ruim. Um turbilhão de memórias desse último ano e dos anteriores passou por mim. E decidi transformá-las em registro didático no meu querido blog-hobby (que, por sinal, também ganhou bastante atenção nesse último ano ;)).

Enfim, precisava desopilar.

Constato, ao terminar estas reflexões, que este foi um ano de autoconhecimento, restauração, amor-próprio, autocuidado, desaceleração, desconexão, e de reconexão com coisas e pessoas que importam mais.

Não existe receita de bolo e a minha experiência provavelmente não é replicável em outras vidas. É tudo pessoal e intransferível. Mas espero que meu relato possa ajudar outras pessoas a saberem que existe equilíbrio em algum lugar, e que não é impossível chegar até ele.

Por uma vida mais leve e mais feliz para tod@s ❤️

23 cenas do último ano após pedido de demissão

 

* Aqui vou fazer um grande P.S. sobre andar a pé, esperando que possa servir de empurrãozinho para quem chegou até o fim do texto: da minha casa até o clube onde faço spinning e nado, o trajeto tem 1,6 km. Eu ia de carro, e levava 15 minutos (são sete sinais fechados no caminho), considerando o tempo entre a vaga e a portaria, e ainda gastava com estacionamento rotativo. Agora vou a pé e gasto 20 minutos. Da minha casa até a escola do Luiz, são 600 metros de distância. De carro, sem trânsito, levo uns 7 minutos. A pé, gasto 9 (se não fosse um morrão, levaria ainda menos). Detalhe: quando eu ia direto do trabalho, além de custar a achar vaga, ainda pegava um congestionamento terrível. Já cheguei a deixar o carro a 400 metros de casa e descer, porque estávamos presos no trânsito havia 20 minutos (e doidos pra fazer xixi). Então, fica o incentivo: sempre que possível, experimente trocar o uso do carro ou ônibus por caminhadas, nas curtas e médias distâncias. Você vai ver a diferença que isso vai fazer na sua qualidade de vida como um todo, sem prejudicar quase nada o seu tempo – pelo contrário 😉

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Por Cristina Moreno de Castro (kikacastro)

Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.

8 comments

  1. Parabéns, pelo relato e pelo exemplo que tenta transmitir aos que lerem e que passam por tormentos parecidos. Nada é tão ruim que não possa piorar e, sobretudo, melhorar.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bom dia!

      Ex: de história.

      superação.

      Muito obrigado pela sua história!.

      Estava passando pela mesma situação após 30 anos em uma só empresa.

      E após um acidente em 2023 resolvi dar um final nesta etapa está semana.

      Já não tinha mais nenhuma condição psicológica e física, pois estava afetando todo o meu corpo.

      Agora espero aprender o que de fato é o sguinificado da vida.

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  2. Obrigada por compartilhar os acontecimentos depois de um ano dessa importante decisão. Nada se compara a uma vida equilibrada! A gente passa a lembrar, na prática, do que verdadeiramente importa. Fique bem! 🙌

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  3. Adorei o relato! Fiquei curiosa em saber se nesse seu novo momento estão incluídos trabalhos ligados ao cuidado, como cozinhar, lavar roupa, louça, arrumar a casa, fazer faxina, etc. Pergunto porque quando as mulheres se voltam para o home office, estar em casa pode colocá-las nessas diversas funções ao mesmo tempo em que tem entregar resultados e isso pode ser tão exaustivo quanto longas jornadas externas. Porém, tendem a ser vistos como uma queixa exagerada, afinal, home office é um luxo, nos dizem!

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    1. Oie! Na verdade, esse cuidado com a casa sempre existiu, com ou sem trabalho presencial, né. A diferença é que antes eu tinha que trabalhar loucamente e ainda dar um jeito de cuidar da casa. Agora consigo trabalhar moderadamente, cuidar da casa e de mim mesma. Desde janeiro, voltei a uma redação, com trabalho presencial quatro vezes por semana, mas sem plantões e com um ritmo bem mais humano do que era na época da Globo. Daquele jeito, espero não voltar a atuar NUNCA MAIS!!!!!

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