10 ideias para se desconectar da rotina de trabalho e das telas

Cantinho do descanso, com café, livro, plantinha. Foto: Stefen Tan / Unsplash

Ontem escrevi aqui sobre trabalho, burnout e a importância do DESCANSO para nossa saúde mental. Escrevi que “cabe a nós mesmos estabelecermos nossos limites e buscar formas de criar respiros para nossa cabeça” – porque, se depender dos empregadores, isso vai ser bem mais raro.

E concluí prometendo para o post de hoje algumas ideias de respiros.

A primeira coisa que fiz, para pensar nesta lista abaixo, foi perguntar aos amigos o que eles gostam de fazer quando precisam se desconectar, no amplo sentido da palavra, da rotina de trabalho e das telas.

Entre as respostas, teve aqueles que falaram em exercícios físicos, como corrida, outros falaram em ioga e meditação e uma amiga falou em um momento de contemplação: “Coloco uma cadeira na varanda e fico olhando o céu”.

Compartilho abaixo algumas outras sugestões que às vezes funcionam comigo e podem também funcionar com você. Não se esqueça de deixar o celular bem longe de você quando for abraçar algumas destas ideias:

 

#1 Deitar na rede

 

Se você tiver uma rede em casa, tive uns minutos do dia para deitar-se nela. O balanço da rede acalma a cabeça e até o jeito como a gente se deita nela permite que o corpo relaxe e se entregue a uma preguiça gostosa, que renova a cabeça depois de alguns minutos. Colocar uma música também é boa pedida (aliás, a música é parceira de todas as sugestões deste post). Se der para tirar um cochilo, ótimo: durma uns minutinhos depois do almoço, por exemplo.

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Mas evite levar o celular para a rede: se não gostar de ficar só quietinh@, pensando na vida, leve um bom livro para te fazer companhia.

 

#2 Boa literatura

 

Por falar em um bom livro, ler é uma das formas que eu mais gosto de respiro. Não os livros técnicos ou jornalísticos: estou falando de literatura de ficção. Aquele livro que te permite viajar numa história que NÃO é a sua, numa preocupação que NÃO é a sua. Isso me faz me desligar completamente das MINHAS preocupações.

Inclusive por isso, o momento em que mais gosto de ler é nos minutos antes de ir dormir, porque o livro me ajuda a sair da minha rotina e entrar em outra, de outros personagens, até o sono chegar, leve, e livre do que me preocupa no restante do tempo.

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#3 Cuidar de plantas

 

Plantas tornam o ambiente também muito mais agradável. É muito bom VER o verde. Traz um frescor para a casa da gente. Se você puder ter vasos ou até mesmo uma hortinha em casa, faça isso. Os minutinhos que você gasta por dia regando tudo ou até mesmo observando as plantas crescerem enquanto toma uma xícara de café já trazem uma grande tranquilidade.

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#4 Fazer caminhadas

Foto: Emma Simpson / Unsplash

 

Abri as dicas com os amigos falando em atividades físicas, como corridas. Realmente, separar uns minutos do dia para fazer exercício, seja ele qual for, é um respiro e tanto. Eu diria que é essencial (não só eu, o Drauzio Varella também). Mas se você não tem condições de fazer uma academia, um esporte ou uma natação ou pilates, por exemplo, faça uma CAMINHADA!

Caminhar, além de ser bom para a saúde do corpo, é ótimo para a saúde da cabeça. E é de graça, rs. E o risco de lesões é baixíssimo.

Já li que sentar-se em excesso é o cigarro da nova geração. Se você não pode tirar meia hora para fazer uma caminhada na rua, ao menos separe uns minutinhos para se levantar do computador e dar uma volta em sua própria casa ou escritório.

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#5 Fazer Qi Gong (ou alongamentos)

Alguns exercícios de Qi Gong

 

Outro exercício que ajuda muito é o Qi Gong, prática que lembra a ioga, citada por um amigo. Ou o Tai Chi Chuan, o Kung Fu e outras artes marciais. Você pode fazer sozinho, em casa, em alguns minutinhos do dia. Eu comprei um livro que ensina algumas posições, mas, vá lá, você pode encontrar vários canais de YouTube com aulas ou dicas (ainda que a ideia deste post seja se desconectar das telas, você estará se desconectando do trabalho, então já é útil).

Outro substituto eficiente é o alongamento: 15 minutos de alongamento, inclusive dos dedos das mãos e dos pés, já ajuda o corpo a seguir com o dia.

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#6 Brincadeiras e jogos

Brincadeira favorita do Luiz é cozinhar, de mentirinha e de verdade. Foto de 2018.

 

Brincar não é só para crianças. O lúdico relaxa e desloca nossa concentração para uma atividade que não nos estressa, que apenas diverte. Uma coisa que me relaxa muito é brincar de caça-palavras ou outros joguinhos que nos fazem “rachar a cuca” tentando descobrir palavrinhas. É um exercício individual para o cérebro e a memória, e que não cansa.

Se você tiver criança em casa, BRINQUE com ela! É divertido, é um tempo junto, é memória afetiva sendo criada e, mais importante de tudo: você está se desligando do trabalho de forma lúdica. Mas é importante desconectar mesmo, hein? Deixe o celular longe, esqueça a pendência, de preferência vá brincar só depois de ter terminado todas as obrigações do dia, pra não ficar incomodado, querendo acabar logo o jogo para voltar para a frente do computador.

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#7 Fazer arte!

Luiz desenhando dinossauros ao lado de um desenho que eu fiz. Foto de 2020.

Outra brincadeira que é ótima para desconectar é fazer arte: pintar, colorir, desenhar. Se for junto com o filho, melhor ainda. Desligue o cérebro dos problemas e deslize o lápis no papel, dando asas à sua imaginação e à sua criatividade. Os resultados podem ser surpreendentes!

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#8 Tarefa doméstica

Lavar vasilhas é terapêutico. Foto: Catt Liu / Unsplash

 

Não estou falando que uma faxina enorme na casa toda seja um bom respiro (embora às vezes ela seja também, porque quem faz um trabalho muito cerebral costuma encontrar descanso no trabalho mais braçal). Mas separe uns minutos do dia para fazer aquela tarefa que você gosta mais. No meu caso, é lavar vasilhas. Lavo todos os dias, às vezes até três vezes por dia, sem deixar louça suja se acumular na pia. É uma tarefa que considero prazerosa, por mexer com água, e vou pensando na vida enquanto a executo. De brinde, ganho a satisfação final de ver um ambiente limpo e arrumado.

 

#9 Organização do ambiente

É muito bom organizar as estantes e prateleiras!

 

Outra coisa que traz um prazer enorme ao final é a organização do ambiente. Quase todo dia, separo uns minutos para fazer a ARRUMAÇÃO da casa: arrumo as camas, guardo os objetos espalhados, deixo tudo em seu lugar. Enquanto vou arrumando cada cômodo, ganho a SATISFAÇÃO de ver a lista de coisas para fazer diminuindo e o resultado final de ter uma casa bonita e um ambiente agradável de se estar. Isso vale também para outras formas de organização: de arquivos, de livros, de gavetas, de armários. É terapêutico e proporciona o prazer extra do resultado.

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#10 Cuidar de você

Fazendo o que mais faço nesta vida, que é escrever. (Foto de 2006).

 

Você gosta de massagem? De meditação? Gosta de pintar as unhas? Gosta de escrever contos? Gosta de cozinhar? De pôr uma música alta e DANÇAR? Separe uns momentos para fazer algo apenas porque você GOSTA. Isso é cuidar de você!

 


Escrevi este post pensando em quem faz home office, que passará a ser minha rotina a partir de agosto. Mas algumas coisas podem ser adaptadas para quem trabalha em escritório ou redação. As caminhadas, por exemplo. Os alongamentos. E até os desenhos ou boa literatura, na hora do intervalo.

Mas vale separar um tempinho para fazer as outras coisas quando estiver em casa: afinal, quase todo mundo leva o trabalho pra casa, mesmo que seja só na cabeça, que não para de pensar em pendências, escalas, planilhas, equipe. Pelo menos a minha cabeça era assim, esta fervura toda. Em casa é hora de apenas DESCONECTAR e relaxar e fazer outras coisas que te fazem bem, para além do trabalho. Nunca se esqueça disso! 😉

E para você, quais são as formas de respiro que funcionam? Compartilhe conosco! 

 

 

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Por Cristina Moreno de Castro (@kikacastro)

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Redes sociais: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro e www.instagram.com/arvoresdascidades.

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