
Começo o post com esta anedota/provocação de Roberto Takata:
“Você viu? Embutidos causam câncer.”
“Pois é.”
“Vou trocar bacon por brócolis.”
“Mas você viu? Brócolis está contaminado por agrotóxicos.”
“Hmmm. Vou comprar orgânico.”
“Mas você viu? Orgânicos desmatam mais.”
“Ok, bacon, você venceu.”
Para quem não pegou o espírito da coisa, vale a pena ler a explicação do próprio Takata, AQUI.
Ainda sobre esse assunto, o cientista Roberto Takata, que tem um livro disponível para download aqui na Biblioteca do Blog, fez um trabalho muito bacana, em seu blog Gene Repórter, de “traduzir” para os leigos o documento da Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, ligada à OMS, por meio de perguntas e respostas. CLIQUE AQUI para ler, imperdível!
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É, hoje em dia tá complicado! =/
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Me chamou a atenção que a poluição do ar mate pelo menos quatro vezes mais do que a carne vermelha. Então, o que fazer? *Viver* causa câncer…
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😦
Tá tudo muito tenso…
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😦
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Há muito se sabe que as carnes e, mais ainda, os embutidos, causam câncer, pressão alta, entupimento de artérias, gota e trocentas outras encrencas.
Por mais que os vegetais tenham agrotóxico, a carne TEM MAIS, pois o animal foi alimentado, anos a fio, com ração cheia de agrotóxicos. Como esses venenos são cumulativos, a carne tem muito mais agrotóxico do que qualquer vegetal.
Quanto aos orgânicos, não é verdade que eles desmatam mais. Ao contrário, para produzir alimentos orgânicos não é necessário desmatar. Quem desmata é a Monsanto.
E, para completar, um quilo de carne exige 6 mil litros de água para ser produzido. Aí se inclui a água para irrigar as plantas que serão usadas como ração, a água que o próprio animal consome, e a água usada para lavar os rios de sangue e fezes que se formam nos matadouros.
Um quilo de alimento vegetal exige de 100 a 500 litros de água. Se for orgânico, exige menos ainda.
Aproveito para fazer uma rápida lavagem / enxaguagem cerebral a favor do vegetarianismo:
1) Einstein era vegetariano;
2) O ator Johnny Weismüller, o melhor Tarzan de todos, campeão de natação, era vegetariano, assim como Jean Claude Van Damme e Jackie Chan;
3) Os gorilas têm caninos de 6 cm e são vegetarianos. Então, essa desculpa não cola.
3) Para terminar, lembro a frase do escritor George Bernard Shaw: “o lado ruim de ser vegetariano é que você vai ao enterro de todos os seus amigos”. De fato, ele viveu até os 94 anos, super lúcido e ativo até o fim.
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Eu abri o post com esta anedota/provocação do Takata porque sei que vai gerar polêmica. Ótimo! 😀
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A agricultura orgânica, em que pese benefícios como preservação da biodiversidade local e melhora do solo, tem uma produtividade menor do que a agricultura convencional. Assim, para um mesmo nível de produção, necessita de uma área maior.
“But these yield differences are highly contextual, depending on system and site characteristics, and range from 5% lower organic yields (rain-fed legumes and perennials on weak-acidic to weak-alkaline soils), 13% lower yields (when best organic practices are used), to 34% lower yields (when the conventional and organic systems are most comparable). ”
http://www.nature.com/nature/journal/v485/n7397/full/nature11069.html
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É verdade, dependendo da cultura, a agricultura orgânica exige um pouco mais de área. Mas nada que se compare à área exigida para criar gado. Como diz o ditado vegetariano: “numa área onde pasta um único boi poder-se-ia alimentar dezenas de famílias com proteína vegetal”.
PS.: vegetariano adora fazer discurso. Então, me aguentem… Do meu lado, vou tentar me segurar o máximo que puder…
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Bom avisar aos desavisados, é apenas uma brincadeira. Provavelmente é bom restringirmos o consumo de carne processada e vermelha – são as recomendações que constam, p.e., no Guia Alimentar para a População Brasileira: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf
A piada é pra chamar atenção para o fato de que não existe o mundo perfeito. Todas as nossas escolhas apresentam consequências – nem sempre boas, nem sempre ruins, em geral um mix entre boas e ruins. Por isso botei como observação lá no meu post:
“O documento evita dar conselho definitivos e categóricos a respeito do consumo de carne, pois envolve decisões pessoais (quando as leis e costumes locais assim o permitem) sobre o quanto de risco e custos as pessoas estão dispostas a assumir ao manter ou modificar certos comportamentos tendo em vista as recompensas que desejam obter: nutrição, prazer, ponderações éticas, evitação de doenças, diminuição de impacto socioambiental… As informações disponíveis são probabilísticas – nível de risco – e incompletas. É um cenário bastante frequente em decisões pessoais. Temos que saber lidar com isso.”
http://genereporter.blogspot.com.br/2015/10/carne-vermelha-processada-e-cancer.html
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É que não gosto de explicar piada 😛
Mas acho que vou acrescentar seu comentário ao post, para evitar iras desnecessárias…
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Pois é, eu sempre ouvi e li sobre os alimentos embutidos/industrializados como bacon, presunto e salame como péssimos para a saúde porque também possuem um conservante chamado nitrito de sódio, o que elevaria os riscos de desenvolver tumores. Pelo sim, pelo não (e até por orientação de nutricionista) não consumo estes alimentos. O problema é que gosto muito de tomate e pimentão – campeões em agrotóxicos, ao lado do morango, se não me falha a memória. 😦
Como é mesmo aquele povo que diz se “alimentar” da luz solar? 😀
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É o que sobra 😀
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Olha, Jaime, a evolução tem que ser assim: primeiro, você elimina os embutidos. Depois, carne vermelha. Depois, qualquer tipo de carne, de boi, frango, peixe. Vira vegetariano. Depois, elimina os laticínios, ovos e mel. Vira vegano. Aí, abole o fogão de sua vida, só consumindo alimentos crus. É o crudivorismo. Aí, desses alimentos, você fica só com as frutas. Isso se chama frugivorismo. E, claro, o passo seguinte é viver de luz solar. Olha, que isso daria uma economia danada, hein?
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Para comemorar, fui ali e abati uma feijoada completa, com direito a três batidinhas bem geladas!
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😀
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