
Lembro como se fosse ontem do dia em que aprendi a andar de bicicleta.
A gente tinha se mudado para um prédio novo quando eu estava com seis anos e três meses. A garagem na época era bem vazia (hoje um carro fica amontoado em cima do outro, praticamente) e era quase que um playground pra criançada e moçada do prédio. Era lá (e na Praça da Liberdade) que eu andava com minha bicicleta de rodinhas.
Quando faltava uma semana, ou algo do tipo, pra eu completar sete anos, me enfezei: eu não faria sete anos sem aprender a andar de bicicleta sem rodinhas!
Fiquei lá o dia inteeeeeiro, ou um tempo realmente longo, de acordo com a minha lembrança. Era um sábado. Meu pai ficou um tempo comigo, minha mãe ficou outro tanto. Consegui me equilibrar só com uma das rodinhas, mas ainda não estava pegando o jeito da coisa. Até que uma vizinha, a Hélia, foi lá ficar um tempo comigo e, se não me engano, foi com ela que me soltei e comecei a voar.
Que beleza! A gente aprende a andar de bicicleta e nunca mais esquece!
[Ou melhor, até esquece um pouco, com a falta de prática, mas é algo que se reaprende em alguns minutos.]
A última memória que tenho de passar um dia inteiro andando de bicicleta foi num carnaval, quando eu tinha uns 15 anos, em que fui para a fazenda de um tio, achei uma bike lá, e saí andando pelas estradas de terra, uma delícia!
Depois disso, acho que fui uma vez com um ex-namorado para um parque em que se aluga bicicletas em Beagá, na Pampulha, mas foi coisa rápida.
Acho que andei umas duas vezes em Mucuri, sul da Bahia, nas férias da vida.
Hummm, e só.
Até que ontem eu voltei a andar de bicicleta, para uma pauta.
E o resultado da aventura, eu garanto, é muito engraçado. Vejam aqui, ou aqui e aqui :D





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