Pra que servem as redes sociais??

Achei por aí a graça acima no site This isn’t happiness (que vez ou outra tem umas coisas geniais, como esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta, esta ).

Pensei em colocar só isso no post de hoje, porque já tou meio cansada, mas não resisti a pensar um pouco sobre a pergunta que propus na abertura deste texto.

Pra quê, afinal, servem as redes sociais? Elas são relevantes, indispensáveis, tornaram nossas vidas melhores, nos (re)aproximaram de amigos verdadeiros, aumentaram nosso conhecimento sobre o mundo, nos tornaram pessoas mais bem informadas, e mais felizes, e se tornaram um proveito para nosso escasso tempo?

Será mesmo? Quantas das atribuições acima podem ser dadas às redes sociais que frequentamos?

O orkut, hoje em dia, só serve pra saber quem faz aniversário. A maioria dos meus amigos migrou para o facebook e fala com desprezo do orkut, como se fosse algo menor, “pra ralé”. Ok, mas por que diabos, há quatro anos atrás, essas mesmas pessoas amavam o orkut e não passavam um dia sem entrar nele? Foi ele que mudou, ou as pessoas que perceberam que estavam perdendo tempo antes?

E não estão perdendo tempo no facebook agora? Quanto tempo demorarão para perceber isso? Ou para trocá-lo por outra rede social tão ou menos útil?

O mesmo já havia ocorrido com a migração em massa do ICQ para o MSN, que agora já está perdendo espaço com os chats coletivos que mudaram um pouco a forma e a intenção (e agora têm restrição de 140 caracteres), mas continuam sendo uma espécie de chat coletivo chamado Twitter.

Ah, lembram dos chats? Do Terra, chat do UOL? Eram um sucesso no ano 2000, hoje alguém entra nessas salas de bate-papo? Como conseguíamos virar a madrugada lá naquele recanto sórdido virtual?

E como conseguimos deixar o Twitter aberto o dia inteiro-inteiro, lendo atualizações melhores ou piores, sobre assuntos que muitas vezes não procuramos por não nos interessar? Qual o critério? O Twitter, o Facebook e todos os outros são uma tábua de informações ao vento, sem qualquer critério editorial, além do fragilíssimo “sigo essa pessoa porque acho que ela tem coisas interessantes a dizer”. Eu mesma vivo tuitando notícias sobre o governo mineiro dois minutos depois que falei que a fila do cinema estava lotada (o que pode ter sido útil APENAS para o grupo restrito de vizinhos do meu bairro que queriam ir ao cinema naquele momento) e dois minutos depois que comentei como estava com preguiça de faxinar a casa!

Fora aquelas pessoas que usam as redes sociais para dar uma espetadinha no ex-namorado, ou uma xingadinha disfarçada no chefe ou uma espinafradinha no amigo que pisou na bola. E se o alvo da coisa percebe, será que terá valido mais a pena que uma boa conversa ao telefone, ou na mesa do bar? E os pobres dezenas, centenas ou milhares de não-alvos, que na maioria das vezes ficam BOIANDO com aquele comentário cifrado?

Isso sem falar nas redes sociais feitas para adolescentes que precisam se autoafirmar, como o formspring (faça perguntas anônimas e eu te respondo: na maioria das vezes que entrei nesse troço me deparei com perguntas sobre a posição sexual favorita da fulaninha ou do sicraninho) e agora o three words, em que as pessoas têm que definir o sujeito com três palavras (digam, meus caros, como vocês me definiriam? ;)).

O engraçado disso tudo (além do fato de que eu não ia escrever nada e acabo de digitar uma bíblia) é que não passo um dia sem entrar pelo menos uma vez no orkut (e ver quem está aniversariando), no twitter (e ver se alguém me citou, pra eu ser educada e responder) e, com menos frequência, no facebook (e me perguntar por que estou lá mesmo). Sem contar que, a cada post novo neste blog, dou uma tuitada, facebookada e scrapada pra divulgar aos incautos amigos.

Qual é a coceira que me impele a fazer isso? Que vício é esse? Quanto eu poderia estar fazendo no lugar desse tempo perdido?

Ou as redes sociais merecem as milhares de páginas dispensadas a elas nos jornais e os bilhões de reais investidos nas bolsas da vida?

Quero muito ouvir a opinião de vocês sobre tudo isso, de verdade 🙂

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