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Silêncio

O visitante na janela de Beagá. (Foto: CMC)

De repente, fez-se silêncio

Por mais barulho – de carros e gritos –

no mundo,

reinava o silêncio.

Com aquele barulho incômodo de silêncios,

Típico,

Um zumbido patológico,

Uma tensão.

Uma carga elétrica audível

do silêncio.

 

O mundo inteiro estranhou:

toca-se o silêncio.

Era palpável, cheirável, sentido.

Tinha uma coloração prateada.

 

Para contorná-lo, tentaram tudo:

Buzinaços, panelaços, beijaços.

Nada.

Persistia o silêncio do mundo

O silêncio das almas.

 

De repente, a criança notou:

cadê os pássaros?

Morrera o piado cantado piado

dos pássaros.

Silêncio irreversível da alma do mundo.

(29.03.2006)

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

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