Elefantes com o bumbum pra porta

Outro dia minha mãe, que é muito antenada com novas modas, deixou escapar que estava querendo comprar um elefante indiano, de decoração, para colocar na mesa da sala, com o traseiro voltado para a porta.

Diz que atrai fortuna (só não sei por que o bumbum tem que estar posicionado assim).

No aniversário dela, eu e uma das minhas irmãs, boas de memória, lembramos disso ao comprar o presente.

Ou seja, agora há dois elefantes na mesa da sala, ou o dobro de fortuna para a casa.

(Em breve espero uma ligação de Minas dizendo que acertamos duas loterias e que posso até abrir meu próprio jornal lá em Beagá :D)

Bom, fato é que, de lá pra cá, já vi aproximadamente outros 45.397 elefantinhos, sempre de costas, nos lugares menos previstos: mesa do colega de trabalho, mesa de gabinete de órgão público, casa de amigos de variadas idades, mesmo dos céticos e ateus.

Fiquei me perguntando se havia passado alguma novela recente na Globo cujo cenário era na Índia e a protagonista havia ensinado essa preciosidade que logo viraria modismo.

Numa reunião de pauta, dia desses, soltei essa pergunta. Vai saber, às vezes é algo novíssimo e rende uma matéria divertida — pensei.

Todos rebateram: bah, isso é velho!

Então cheguei à única conclusão possível: que, ao saber da existência de tal elefantice, passei a percebê-lo quando antes isso passava batido pelos meus cansados olhos.

Lembrei de uma frase que meu professor de biologia do colégio adorava repetir: o óbvio possui a estranha capacidade de ser imperceptível.

É por sempre vermos elefantes nos móveis alheios, que eles nunca nos chamam a atenção. E é por sabermos o que significam para os donos daqueles móveis que eles passam a nos atrair.

Isso acontece com tudo na vida. Às vezes vemos o mesmo homem andando pelo ambiente de trabalho, por exemplo, e ele nos parece um cara comum, tão comum que somos incapazes de guardar seu nome e mesmo fisionomia. Quando ele ganha algum valor em nosso cérebro, passa a se destacar da multidão.

Desejo a vocês uma vida plena de elefantinhos dando valor a seus dias e trazendo todo tipo de fortunas, ao bolso e ao coração 🙂

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Algumas coisas que quero fazer antes de morrer

Desculpem o post estilo ESTAS BOBAGENS, mas é que estou ouvindo um DVD do Ray Charles ao vivo no Festival de Montreux e me ocorreu como eu gostaria de ir a um desses antes de morrer. Aí fui lembrando de outras coisas e concluí que, em algum momento da vida, vou ter que ganhar MUITO dinheiro, pra conseguir realizar todos estes sonhos:

  • Cobrir uma guerra.
  • Ir a um pub de Chicago para ouvir alguma bandinha local de blues, que tenha aprendido com alguns dos mestres antes de morrerem.
  • Ir a algum pub de New Orleans pra ouvir alguma bandinha local de jazz que tenha pianinho, sax e uma vocalista com a voz da Cassandra Wilson (que é do Mississippi, aliás).
  • Ver o Eric Clapton tocando (outubro tá aí!).
  • Cruzar a rodovia 66 de ponta a ponta, como os caras de On The Road fizeram (mas sem todas aquelas drogas).

  • Passar por toda a rota do vinho da Califórnia, como os caras de Sideways fizeram (e com todo aquele vinho).
  • Subir a BR-101 de sul a norte, parando em várias praias desconhecidas.
  • Cruzar o Expresso Oriente de ponta a ponta, com os meus pais.
  • Cruzar a Abbey Road, só pra falar que cruzei. E descalça, como o Paul 😉

  • Conhecer a Praça Vermelha de Moscou e conhecer São Petersburgo.
  • Conhecer todo o leste europeu.
  • Conhecer Machu Picchu e o Deserto de Sal da Bolívia e o México.
  • Conhecer o Pantanal e a Amazônia.
  • Conhecer Moçambique e Angola; e Marrocos e Egito.
  • Ver de pertim um daqueles ursos das Montanhas Rochosas canadenses.

  • Entrar numa sauna no meio de uma floresta e em frente a um lago congelado da Finlândia.
  • Andar em cima de um elefante na Índia.
  • Voar de balão em Paris; descer de parapente ali na Serra da Moeda mesmo.

(E o post nunca vai acabar, porque sonhos são um novo por dia ;))

O céu está azul

Outono é época do ano de céu eternamente azul, pelo menos em Beagá (mas, de vez em quando, até na Terra Cinza!). O que me faz lembrar do estado de espírito lindo da música Blues Skies, na melhor versão da Ella Fitzgerald. O que me faz lembrar que já vi muito céu bonito por aí, em vários cantos do Brasil. Hoje o post será uma galeria deles, como já fiz com Beagá, São Paulo, Rio, com a natureza, com a Serra do Cipó e com o Reveillon na Paulista.

Bom céu pra vocês também:

Todas as fotos: CMC