80 minutos com quatro atores geniais

Para ver no cinema: DEUS DA CARNIFICINA (Carnage)

Nota 7

 

O filme se passa em praticamente um só cenário (sala de estar da casa), que muito pouco se alterna com mais quatro (hall do elevador, cozinha e banheiro da casa e um parque da cidade).

Seus personagens são dois casais, que passam o filme inteiro discutindo a briga entre os filhos. Como em outros filmes com a mesma premissa, como o ótimo chileno “Na Cama“, o assunto inicial vai se desdobrando em vários outros conflitos, ao longo dos 80 minutos de duração.

Para conseguir essa proeza, Roman Polanski teve que contar com quatro indiscutivelmente excelentes atores, que interpretam personagens bem diferentes entre si e bem delineados (também plausíveis, porque conheço gente com todas aquelas personalidades). Vamos conhecendo cada um ao longo do filme e eles são defendidos com drama, mas principalmente muito bom humor.

O melhor é o Alan, feito pelo sensacional Christoph Waltz, que impressionou o mundo com a atuação em Bastardos Inglórios (e ganhou um Oscar por isso). Ele é demais.

Mas também temos John C. Reilly (de Chicago e tantos outros), Kate Winslet (Oscar por O leitor e indicada por outros cinco filmes) e Jodie Foster (dois Oscar na bagagem).

O filme só não merece nota 10 porque as conversas que o carregam por 80 minutos não têm muita profundidade, nem tanta graça assim. Faltou melhorar o argumento.

Mesmo assim, guardei dele, além das risadas, uma reflexão bem interessante:

quanto mais crescemos, mais complicados nos tornamos, com todas as nossas regras morais, autoafirmações, rancores guardados há anos, velhas mágoas e ressentimentos empoeirados, hipocrisias sociais, vícios, manias, convenções e incompatibilidades. Crianças são capazes de dar um murro umas nas outras e, no dia seguinte, estar de bem de novo, seguindo a vida com leveza.

Ou seja: viver é agregar fardos pesados e o desafio do envelhecimento é conseguir libertá-los, em busca de uma alma leve de criança.

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Algumas coisas que quero fazer antes de morrer

Desculpem o post estilo ESTAS BOBAGENS, mas é que estou ouvindo um DVD do Ray Charles ao vivo no Festival de Montreux e me ocorreu como eu gostaria de ir a um desses antes de morrer. Aí fui lembrando de outras coisas e concluí que, em algum momento da vida, vou ter que ganhar MUITO dinheiro, pra conseguir realizar todos estes sonhos:

  • Cobrir uma guerra.
  • Ir a um pub de Chicago para ouvir alguma bandinha local de blues, que tenha aprendido com alguns dos mestres antes de morrerem.
  • Ir a algum pub de New Orleans pra ouvir alguma bandinha local de jazz que tenha pianinho, sax e uma vocalista com a voz da Cassandra Wilson (que é do Mississippi, aliás).
  • Ver o Eric Clapton tocando (outubro tá aí!).
  • Cruzar a rodovia 66 de ponta a ponta, como os caras de On The Road fizeram (mas sem todas aquelas drogas).

  • Passar por toda a rota do vinho da Califórnia, como os caras de Sideways fizeram (e com todo aquele vinho).
  • Subir a BR-101 de sul a norte, parando em várias praias desconhecidas.
  • Cruzar o Expresso Oriente de ponta a ponta, com os meus pais.
  • Cruzar a Abbey Road, só pra falar que cruzei. E descalça, como o Paul 😉

  • Conhecer a Praça Vermelha de Moscou e conhecer São Petersburgo.
  • Conhecer todo o leste europeu.
  • Conhecer Machu Picchu e o Deserto de Sal da Bolívia e o México.
  • Conhecer o Pantanal e a Amazônia.
  • Conhecer Moçambique e Angola; e Marrocos e Egito.
  • Ver de pertim um daqueles ursos das Montanhas Rochosas canadenses.

  • Entrar numa sauna no meio de uma floresta e em frente a um lago congelado da Finlândia.
  • Andar em cima de um elefante na Índia.
  • Voar de balão em Paris; descer de parapente ali na Serra da Moeda mesmo.

(E o post nunca vai acabar, porque sonhos são um novo por dia ;))