20 sugestões para ajudar o bebê a dormir a noite toda

Meu bebê começou a dormir a noite toda (digamos que em 80% das noites*) por volta dos 5 meses e meio. Hoje ele está com quase 1 ano de vida e tenho conseguido ter boas noites de sono: durmo por volta das 23h e acordo entre 6h e 7h, quando o Luiz começa a fazer seus barulhinhos me convocando até o berço. Posso dizer que isso é um grande alívio, porque sei como é terrível passar tantos meses com o sono picado: é como se a gente não descansasse nunca, com tantas interrupções, e ficamos igual a zumbis durante o dia!

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Mas não foi num passe de mágica que o Luiz aprendeu a dormir a noite toda. Foi um longo processo, que começou desde seus primeiros dias de vida.

Sei que cada bebê é de um jeito e é bem possível que a experiência que eu tive com o Luiz não se aplique de forma alguma a outro bebê — um que seja mais agitado ou deteste chupeta, por exemplo. Mas compartilho abaixo as coisas que funcionaram para mim, na esperança de que também possam ser úteis a outras mães e pais que querem acostumar seus bebês a terem boas — e ininterruptas — noites de sono. Pelo bem de toda a família.

Aí vão minhas sugestões:

1. Outras formas de ninar / Colo não é a única maneira

Desde que o Luiz tinha poucos dias de vida, eu o acostumei a se acalmar de outras formas além do meu colo. Não queria acostumá-lo a dormir no colo, ou dormir só sendo embalado/balançado, porque tinha medo de isso se tornar um grande tormento nas madrugadas ou quando ele já estivesse grandinho, com mais de 1 ano, ainda requisitando colo para dormir, mesmo já pesando mais de 10 kg. Como ninei o Luiz, então? Com muito cafuné, carinho na barriga e na mãozinha e muita musiquinha de ninar, na maioria inventada por mim na hora mesmo.

2. O que funciona melhor / Prática ensina os pais

Aos poucos fui descobrindo o que era mais eficaz para o Luiz pegar no sono e fui usando essas descobertas nas vezes seguintes (por exemplo, passar a mão bem devagar na testa dele, descendo em direção às pálpebras fechadas). Também fui descobrindo qual música o acalmava mais, tanto as cantadas por mim quanto os CDs. A prática foi me ensinando o que funciona como calmante.

3. Dormir no berço / Deitar acordado para saber onde está

Como parte da mesma estratégia, sempre tentei acostumar o Luiz a deitar no berço ainda acordado e ir relaxando lá mesmo, com ajuda da minha ninada, até pegar no sono, sabendo exatamente onde iria acordar. (Pelo menos à noite, porque nas sonecas do dia a história é outra…). Isso ajuda para que ele aprenda a adormecer sozinho quando acorda no meio da madrugada. Se estiver muito difícil fazer isso, tente insistir enquanto o bebê ainda é recém-nascido, porque é muito mais fácil de ele pegar um hábito desde pequenininho do que mais tarde.

4. Não tire o bebê do berço toda hora / Cuidado com conforto e temperatura

Quando Luiz ainda estava em seus primeiros dias de vida, minha mãe dormindo ao lado dele, ela me ensinou que não é preciso tirar o bebê do berço a cada barulho que ele faz. Os bebês resmungam muito, isso é um fato. Haverá o resmungo de fome, que pode virar choro, mas há também vários resmungos que não significam nada de mais. Ou seja, muitas vezes basta colocar de volta o bico que caiu, cobrir melhor (se estiver com a mão fria), tirar uma coberta (se estiver suado), ou fazer um carinho de leve – e o bebê, que mal despertou, volta a dormir depois de mais umas resmungadinhas. Essa lição da minha mãe foi muito importante, porque, às vezes, ao colocar o bebê no colo, você só contribui para ele despertar mais ainda e custar mais ainda a voltar a dormir. Há quem recomende nem trocar fralda de cocô durante a madrugada, mas confesso que nunca consegui fazer isso.

5. Dormir bem de dia e à noite / Importância das sonequinhas

Aprendi no livro “Nasceu, e agora?” que o bebê que dorme bem de dia dorme bem à noite também. Essa história de deixar o bebê acordado o dia inteiro, brincando sem parar, com mil estímulos, exausto, pra que ele apague à noite não existe. Pelo menos, foi o que confirmei com o Luiz: sempre que ele fazia várias sonequinhas ao longo do dia, seu sono noturno ficava muito mais tranquilo.

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6. Anotar e observar para entender / Cada bebê tem seu ritmo de sono

Mas de quantas horas de sono seu bebê precisa? Quantas de dia e quantas à noite? Como cada bebê é único — uns mais dorminhocos que outros, como acontece aos adultos –, acho que a melhor forma de descobrir é observando de perto o ritmo e frequência do sono do seu bebê, para estabelecer o que é normal para ele. Com isso em mente, fiquei mais ou menos um mês registrando no bloquinho de anotações do Luiz, que está comigo o tempo todo, a rotina do meu filho. Anotava a hora em que ele dormia e a hora em que acordava, dia após dia. Assim descobri que — naquela fase da vida — ele costuma fazer três sonecas ao longo do dia (em horários meio variados) e um sonão de 11 horas à noite, vi a frequência das sonecas e vi que, ao todo, ele costuma precisar de 14 horas de sono por dia. Esse mês de observação (que é bom que seja feito quando ainda estamos de licença-maternidade) me ajudou a entender que, por mais que ele lute contra o sono durante o dia, é importante eu insistir em sua sonequinha, pelo bem da nossa noite.

7. Sinal de sono de dia / Importante é cochilar, mesmo se for no carrinho

Desde que ele era bem pequeno eu tentava brincar e estimulá-lo de várias formas, mas, ao primeiro sinal de sono (no caso do Luiz, coçar a orelha), eu interrompia as brincadeiras na hora. O sono diurno sempre foi bem mais difícil com o Luiz: ele luta pra ficar acordado de qualquer jeito. Então, não me importava de deixá-lo dormir, de dia, no carrinho ou na minha cama, por exemplo. O importante era ele fazer sonecas na hora do cansaço, pra não acumular demais e prejudicar o sono noturno.

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Luiz dormindo no carrinho, com claridade

8. Como ajudar a dormir de dia / Dormir com claridade e barulho

Duas táticas ajudam bastante na soneca diurna: deitar ao lado dele na minha cama e fingir que estou dormindo e passear de carrinho com ele. Esta última eu já ouvi falar que é eficaz para vários bebês 😉 Luiz se acalma tanto ao passear que já aconteceu várias vezes de ele dormir até no canguru! Acho legal que o bebê se acostume a dormir no claro e com o barulho da casa nessas sonecas do dia, até para ele diferenciar bem o dia da noite. Só à noite é que tomo cuidado para manter o silêncio e as luzes apagadas.

9. Diminuir os estímulos à noite / Brincadeiras mais tranquilas

Se de manhã e à tarde a gente brinca bastante com o Luiz e o leva para passear, quando chega a noitinha eu tento estimulá-lo o mínimo possível. A ideia é reduzir a agitação para ele ir ficando mais e mais calminho e assimilar que está quase na hora de dormir. Também já vou apagando as luzes da casa, deixando o clima mais tranquilo e silencioso no ambiente.

10. Lugar de dormir à noite é sempre no berço? / A ‘caminha’ improvisada

Em seus 17 primeiros dias de vida, Luiz dormiu só em seu bercinho, de dia e de noite. Eu contei com a preciosa ajuda da minha mãe nesses dias: ela dormia ao lado do berço, no quarto dele, e eu no quarto ao lado, ainda me recuperando do parto e de todas as novidades. Depois que minha mãe foi embora, improvisamos uma “caminha” para ele ao lado da nossa cama, em nosso quarto: um colchonete velho dobrado ao meio, cercado por almofadas. Há quem prefira usar um moisés ou uma piscina inflável com lençol por cima, por exemplo. Luiz dormiu em nosso quarto, nessa “caminha”, até fazer 3 meses de vida (agora dizem que o ideal é dormir no quarto dos pais até fazer 1 ano…).

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Luiz na caminha improvisada

11. Vantagens de dormir por 3 meses pertinho dos pais / Evitando que bebê desperte chorando

Eu achei esse período essencial para todos nós. Ele dormiu com mais facilidade, vendo que eu e o pai estávamos bem do ladinho e sentindo nosso cheiro; eu não precisava despertar tanto na hora das mamadas da madrugada e voltava a pegar logo no sono; e eu acordava ao primeiro pio do Luiz, acalmando ele (dando a chupeta, por exemplo) antes que ele despertasse ou começasse a chorar.

12. A volta ao berço / Com e sem babá-eletrônica

Quando ele fez 3 meses, voltou a dormir sozinho em seu quarto, no berço, e eu com uma babá-eletrônica ao lado da minha cama, para manter o hábito de evitar o choro a qualquer custo, oferecendo o bico ou fazendo carinho ao primeiro sinal de que ele estava despertando na hora errada. Com isso, o Luiz quase nunca chorava à noite, nem mesmo quando estava com fome, porque, se já era hora de mamar (pelo menos 3 horas desde a última mamada), eu oferecia o peito antes mesmo de ele despertar de vez. Quando ele fez 5 meses e meio, tirei a babá-eletrônica do meu lado. É que nesse momento ele já não estava acordando quase nunca à noite e a retirada da babá-eletrônica me deixou menos alerta e melhorou muito a minha noite de sono.

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Babá eletrônica e Luiz quase de bruços

13. Cuidado com distrações no berço / Móbile pode atrapalhar sono

Ainda antes de o Luiz nascer, enchemos seu berço de móbiles e enfeites: almofadas, caixinhas de música, um balão. Mas, quando ele voltou de vez ao berço, para dormir à noite, aos 3 meses de idade, esses móbiles já o distraíam muito. Tirei todos de uma vez, deixei o berço pelado, para que não atrapalhassem o sono dele. Foi mais ou menos nessa época que tirei também o travesseiro do Luiz, porque ele ficava mordendo e se enroscando nele e também demorando mais a dormir.

14. Bichinho de pelúcia / Naninhas que associam à hora de dormir

A única coisa que deixei no berço foi um patinho de pelúcia pequeno que acabou virando um lembrete para o sono do Luiz. Ele dormia abraçado ao patinho e já associava o bichinho à hora de dormir, porque era um brinquedo que ele só via no berço. Outros objetos podem servir para fazer essa associação, como paninhos ou o próprio travesseiro. No caso do Luiz, o patinho funcionou muito por um tempo.

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O patinho

15. O fim das mamadas da madrugada / Chupeta salvadora

Quando Luiz estava com 4 meses, minha irmã do meio falou: “Está na hora de cortar a mamada da madrugada. Quando ele começar a acordar pedindo peito, dê o bico a ele, nine, mas não dê leite. Em alguns dias ele vai parar de acordar.” Não deu outra. Àquela altura, ele já acordava só uma vez na madrugada para mamar, por volta das 3h. Depois acordaria às 6h. Comecei a dar o bico em vez do peito e ele sempre voltou a dormir de imediato. Não foi tão rápido: passei cerca de um mês acordando uma a duas vezes por noite para colocar o bico no Luiz, mas, por fim, ele parou com o hábito de acordar nesse horário e passou a acordar só às 6h para mamar. Importante: ele nunca chegou a chorar de fome durante a madrugada, só dava os resmunguinhos e eu vinha com o bico. Talvez, se chorasse, esse processo teria sido bem mais traumático. É importante frisar que, depois de uma certa idade, mamar de madrugada é até desrecomendado, justamente porque atrapalha o sono. O bebê não acorda com fome quando já tem 6 meses, mas por puro hábito. Leia sobre isso AQUI.

Falo mais sobre este tópico em: 10 coisas que ajudaram a tornar a amamentação muito mais fácil

16. Ritual do sono / Redundância ajuda

Aprendi, também no livro “Nasceu, e agora?”, que é importante fazer um “ritual do sono” logo antes do sono noturno. Ou seja, repetir algumas coisas sempre, para o bebê perceber que está na hora de dormir e isso ficar mais condicionado numa rotina. A autora sugeriu, por exemplo, dar um banho antes de dormir. Já li em outros lugares para levar o bebê a dar boa noite a todos os brinquedos. Ou colocar sempre a mesma música. Ou deixá-lo com um bichinho de pelúcia ou paninho que ele associe ao sono. Eu preferi ser redundante: meu ritual do sono contém quase todas essas ideias, que a gente repete todos os dias, e vão levando o Luiz a relaxar passo a passo com a rotina, que hoje ele já claramente consegue identificar. O mais importante de tudo é tentar colocá-lo para dormir sempre mais ou menos na mesma hora!

17. O ritual do Luiz / Banho relaxante é fundamental

Ritual de quando Luiz tinha 7 meses: Por volta de 19h30, eu coloco água bem quentinha na banheira dele, a 37 graus, sempre contando pra ele o que estou fazendo e com ele vendo tudo. Aí dou o banho quentinho, geralmente conversando baixinho ou cantando. Depois ponho uma roupa quentinha e fico com ele um pouco no meu colo, pra ele aquecer mais rápido com meu calor. Depois vamos dar boa noite aos quadros do quarto dele. Sentamos no sofá ao lado do berço e dou o peito, que ele mama já fechando as pálpebras. (A última mamada do dia é grande aliada do sono, porque o leitinho morno e o aconchego do peito são muito relaxantes para o bebê!) Depois, deita no bercinho, ponho o bico e faço um carinho na barriga, enquanto ligo o som (quase sempre o mesmo CD), bem baixinho. Em instantes, por volta das 20h15, ele já está num sono profundo e nem preciso ficar no quarto para acompanhar. Só vai acordar agora de manhãzinha, quando já estou me preparando para ir trabalhar.

Esse ritual descrito acima funcionou por uns meses, teve que ser adaptado noutros períodos, já cheguei a ter que colocar o Luiz no colo para dormir, mas, mesmo hoje, com quase 1 aninho de vida, o Luiz ainda toma o banho morno e mama antes de dormir. A diferença é que agora ele tem dormido um pouco mais tarde, entre 20h30 e 21h.

18. Mais possibilidades / Chazinho pode ajudar

Outros rituais que já vi sendo recomendados são fazer massagem no bebê, contar uma história ou, para aqueles que já não estão só no leite exclusivo, dar um chá depois da última mamada do dia. É importante que o ritual seja bom para o bebê e para você e que você esteja aberta a se adaptar às mudanças, que podem acontecer de uma hora pra outra 😉

19. Dicas de CDs que acalmam o Luiz / 4 álbuns

Dois em especial: o CD da banda “La Fragua”, com versão andina das músicas dos Beatles (veja algumas AQUI) e o CD “Sonhos de Bebê“. E, claro, as 35 músicas que eu compus para o Luiz (AQUI e AQUI).

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20. Cada bebê tem uma posição favorita / Dormir enrolado e apertado pode ser bom

Assim como os adultos, os bebês também têm as posições em que preferem dormir. Tente facilitar essas posições para seu filho. No caso do Luiz, por exemplo, é de bruços ou bem de lado, quase de bruços. Ele começou a gostar de dormir assim quando aprendeu a virar. Embora essa posição não seja muito recomendada para recém-nascidos, a pediatra do Luiz disse que, quando era ele que já estava se colocando nessa posição sozinho, não tinha motivo para desvirá-lo. Assim, quase sempre que vejo ele virando de bruços ao deitar no berço, percebo que é porque ele já está prestes a dormir profundamente. Dê espaço ao bebê para se virar, desentulhe o berço, e abaixe o estrado quando o bebê começar a ficar grande. Mas lembre-se também que especialmente o bebê mais novinho está acostumado a dormir mais apertadinho, como quando estava na sua barriga. Por isso, é bom enrolá-lo numa manta ou colocá-lo num saquinho para ele se sentir mais aconchegado. Até hoje, com quase 1 ano de vida, o Luiz dorme muito melhor quando está dentro do seu saquinho (da manta ele se desvencilha bem rápido, rs).


Espero que essas ideias tenham sido úteis! Você tem mais dicas que funcionaram com você? Compartilhe aí nos comentários 😉 Se seu bebê não dorme bem à noite, conte para a gente como está sendo a experiência e se alguma dessas sugestões resolveu ;D Acho que o principal é termos paciência, que uma hora, com certeza, o sono do seu filho vai se regularizar.

* Em alguns dias mais atípicos, como dia de vacina, ele acorda com frequência. Também acontece de ele resmungar no meio da noite, eu levantar meio zumbi, colocar a chupeta, e ele logo volta a dormir de novo. Mas é muito raro ele ficar acordadão de madrugada.

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