A morte de Fidel Castro levantou todo tipo de análises sobre o passado, o futuro de Cuba, o ódio e o amor que o líder revolucionário sempre despertou. Mas também trouxe para mim a oportunidade de fazer uma das coisas que acho mais divertidas em dias históricos assim (ou no dia seguinte a eles): comparar as capas dos jornais de todo o mundo, quando a única manchete possível já está dada.

São poucos os fatos históricos que se impõem desta maneira, universalmente. Atentados terroristas, terremoto no Haiti, aviões desaparecidos, Bin Laden morto… No Brasil, o impeachment de Dilma foi manchete obrigatória nacional, por exemplo.

A morte de Fidel Castro, por tudo o que ele representa, é manchete obrigatória. E assim foi, em todos os jornais ao redor do planeta: New York Times, Washington Post, El País, Le Monde, Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo etc.

(Curiosamente, os três maiores jornais mineiros acharam outros assuntos mais importantes para manchetar. O “Estado de Minas” achou que Fidel não mereceu nem a dobra de cima da primeira página. Vai entender…)

Seguem abaixo algumas primeiras páginas que encontrei nesta manhãzinha de domingo (27), para você comparar e dizer qual condiz mais com seu pensamento sobre Fidel Castro. Assim que o Newseum abrir as capas de domingo, acrescento outros exemplos nesta galeria:

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E aí, qual destas capas foi sua favorita e por quê?

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5 respostas a “As capas dos jornais no dia histórico da morte de Fidel”

  1. Avatar de Gustavo de Oliveira
    Gustavo de Oliveira

    Gostei do La Stampa, A Revolução sem Fidel. Esse trem andar sem o maquinista vai ser algo a ser observado. Ainda mais com Trump a 40 km de Cuba e o Raul não tem tanta liderança e parece ser mais politico. Pior ainda e olhar que do México ate a Argentina não estava ocorrendo uma renovação de líderes. Agora a pior é a do Correio Braziliense, falta de analise pra fazer a chamada. Fidel já não era presidente a 9 anos e a incerteza esta desde que foi criado o embargo.

    1. Pra mim as piores foram as capas que ignoraram a importância da notícia e manchetaram outra coisa :O

    2. Ah, e minha chamada favorita foi a do Clarín. O último líder do século 20. Pode-se gostar ou não dele, podem vê-lo como um ditador sanguinário ou um revolucionário que mudou a vida de milhares para melhor, mas isso é um fato: ele foi um líder e é um ícone do século 20. Com sua morte, é como se o século 20 estivesse finalmente terminando. O que é bom ou ruim, sabe-se lá… Tb gostei da chamada do Washington Post :)

      1. Avatar de Gustavo de Oliveira
        Gustavo de Oliveira

        Acho que a imagem do Fidel vai ser mais forte que a do Che (que pra mim foi banalizada com tantas camisas) e do Bolívar. Por isso gostei também do Washington Post. Outra pior foi da Folha, parece que essa chamada estava guardada desde a época que a CIA tentou matar ele rs. Má vontade salta aos olhos ali.

      2. A da Folha ficou super burocrática mesmo.

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