O fim da humanidade em 12 gerações?

Reprodução / Youtube

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Notícia boa: existem 3 trilhões de árvores em todo o planeta, uma média de 422 por pessoa, oito vezes mais do que se supunha até a divulgação desse novo estudo publicado na “Nature” nesta semana.

Notícia ruim: a cada ano, as atividades humanas destroem 15 bilhões de árvores e só reflorestam ou recuperam 5 bilhões. Desde o início da civilização, quase metade das árvores (46%) já desapareceram e, se o ritmo se mantiver como está, todas as árvores do planeta desaparecerão em míseros 300 anos!

Li um resumo no “El País”, que você pode acessar AQUI.

Seguindo a linha do post de ontem: durma-se com um barulho desses! Valeu, jornalistas, caros divulgadores, vocês contribuem com minha insônia e com minha lucidez, simultaneamente.

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Esqueceram de nós

Texto de José de Souza Castro:

Acabei de ler finalmente “Guns, Germs, and Steel”, que havia ficado esquecido por 15 anos num dos muitos lugares em que livros são enfiados aqui em casa. Descobri-o há duas semanas, ao procurar outra coisa. Não sei mais quem me deu. Sei que não o comprei. Foi alguém que veio dos Estados Unidos, quando o livro estava na lista de bestsellers do “New York Times”, e acabara de ganhar o Prêmio Pulitzer. E que sabia de meu gosto exótico por história.

Bom, mas isso não importa. O que interessa é que esse livro da última década do século 20 está muito atual. Não duvido que se transforme num clássico. É uma viagem pelos últimos 13 mil anos da vida do homem em todos os continentes, com um olhar inteligente e pouco comum nos compêndios de história. Em vez de reis e imperadores, papas e generais, Jared Diamond, um professor de geografia na Ucla (Universidade da Califórnia), discorre sobre a importância dos micróbios, das armas e da tecnologia na construção da história humana. E da domesticação de plantas e animais. Tudo me pareceu muito interessante. Talvez porque, ao longo das 500 páginas, não encontrei nenhum conterrâneo. O autor – que antes já havia escrito outro livro premiado, “The Third Chimpanzee” – esqueceu-se de nós, os brasileiros.

Olhando o Mapa Mundi, não é fácil para o Brasil passar despercebido. Mas ele está ausente também nos títulos de centenas de livros citados como referência pelo autor, em 30 páginas. Pode-se alegar, é claro, que tudo isso aconteceu antes de Lula assumir o poder. “Nunca antes na história”, como ele dizia do alto de sua sabedoria. Hoje é mais difícil para o Brasil se fingir de morto.

E aí vem a questão: nenhum povo, conforme o livro, se saiu muito bem ao longo desses 13 últimos milênios, se não estivesse mais bem armado que seu vizinho. É um soco no estômago dos pacifistas, como nós, que nunca quisemos ter por aqui uma bomba atômica para defender nossa floresta amazônica e nosso petróleo escondido no pré-sal da plataforma continental. Mas a dor passa. Continuamos não querendo esses artefatos perigosos. O que fariam nossos generais trapalhões com uma arma dessas nas mãos?

O livro foi publicado pela editora Record, em 2001, com o título “Armas, Germes e Aço – Os Destinos das Sociedades Humanas”. Está disponível, por exemplo, na Americanas.com, por R$ 54,90.

Não existe amor em SP

Pena que o Criolo descobriu antes de mim:

Mas todos aqueles grafites têm razão: “O amor é importante, porra!”, gritam. “Mais amor, por favor”, pedem delicadamente.

Ofereço todo o meu amor a São Paulo (juntando-a a Beagá e Rio e outras cidades lindas deste Brasil), e ofereço também à humanidade e às pessoas de bom coração.

Tenho de sobra aqui.