#Playlist especial para o mês da Consciência Negra

No dia 20 de novembro, celebramos a consciência negra. Hoje, minha playlist é toda dedicada aos negros, à beleza black, ao orgulho blackpower, mas passando também (porque de hipocrisia já estamos fartos) pelo racismo que os negros sempre sofreram e ainda sofrem, pela barra pesada que lhes foi reservada no mundo todo (mas aqui representada por artistas do Brasil e dos Estados Unidos).

Fiz uma seleção com o coração, pegando lindas músicas, que vão de Beatles a Dona Yvonne Lara, de Stevie Wonder a Elza Soares, de Bob Marley a Clara Nunes, de Nina Simone a Jorge Ben. Começo e termino a playlist com o positivo, porque de negativo o mundo já está cheio demais. Espero que gostem:

Ouça também:

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10 reportagens imperdíveis para nos ajudar a refletir nesta Semana da Consciência Negra

 

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No ano passado, compartilhei aqui 15 filmes para assistirmos e refletirmos no Dia da Consciência Negra.

Neste ano, com um pouco de atraso, trago 10 reportagens muito legais que saíram nesta semana tão importante. Quem sabe ajudem as pessoas que ainda não perceberam que existe racismo no Brasil, que os brancos têm uma dívida histórica com os negros e que não existe nenhum branco que jamais tenha sofrido preconceito por sua cor de pele a aprenderem a importância de datas como esta do 20 de novembro:

  1. Com quase 200 anos de atraso, chegam ao mercado sapatilhas para bailarinas negras. Reportagem de Letícia Fontes.
  2. Grupo que idealizou o Dia da Consciência Negra teve de dar explicações à ditadura.
  3. Médico negro ignora até conselhos da mãe e vira raridade na periferia de SP. Do veterano Ricardo Kotscho.
  4. Alunos cotistas se destacam em 95% dos cursos da UFMG, da Tatiana Lagôa.
  5. Ensino superior ainda é 70% branco no país, da super Queila Ariadne.
  6. Negros que superam as barreiras sociais e econômicas ainda são exceção à regra. Também da Queilinha.
  7. “Sobrenome África”, série de três reportagens do Vinicius Luiz sobre a ausência de informações sobre as origens do negros no Brasil.
  8. ‘Novos brasileiros’: os migrantes africanos que estão mudando a cara de São Paulo (um ensaio fotográfico do Diego Padgurschi)
  9. “Há mais denúncias de racismo no futebol. O pacto de silêncio foi quebrado”
  10. Para cada branco assassinado em Minas, quatro negros são mortos

Leia também:

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15 filmes para assistirmos e refletirmos neste Dia da Consciência Negra

Se o Dia da Consciência e Negra serve para alguma coisa certamente é para nos fazer refletir sobre o racismo, que existe até hoje em todo o mundo. Uma das coisas que mais me fazem refletir sobre as tragédias da vida é o cinema. É por isso que, neste post, resolvi selecionar alguns filmes que vi e que me marcaram muito. O primeiro critério que usei para escolhê-los foi a abordagem do racismo — seja como temática principal do filme ou como questão secundária, que inevitavelmente aparece nas experiências desses inspiradores protagonistas negros. O segundo critério foi bem simples: meu gosto pessoal. Só coloquei abaixo filmes que realmente me comoveram, deixando de lado, por exemplo, a recente produção “Um Limite Entre Nós“, que achei chatíssimo, apesar das atuações de Denzel Washington e Viola Davis.

Leia também:

‘Ninguém é racista no Brasil’
Post breve para os que insistem que não há racismo no Brasil
O discurso mais importante da História completa 50 anos

Uma observação aos leitores com crianças em casa: como racismo é um crime, e que muitas vezes gera violências graves para a vítima, físicas e/ou emocionais, é difícil encontrar uma produção que adocique o tema a ponto de entrar para a classificação indicativa livre. Por isso é muito comum que os filmes abaixo sejam indicados apenas para maiores de 16 ou 18 anos. Mas ninguém melhor do que os próprios pais para avaliarem o nível de maturidade que os filhotes têm para entenderem tamanha tragédia social que se perpetua até hoje. A partir de quantos anos as crianças devem saber que existe racismo no mundo, uma vez que, na minha opinião, crianças não nascem racistas? Só você, pai ou mãe, saberá avaliar o caso do seu filho. O que eu acho é que este mês deveria propiciar a reflexão em toda a família, daí porque estou colocando filmes de todos os tipos aí embaixo.

Segue minha relação, em ordem de classificação indicativa: Continuar lendo

‘Ninguém é racista no Brasil’, por Graziele Martins

O texto escrito pela designer gráfico Graziele Martins merece ser lido e compartilhado por todos. Que este Mês da Consciência Negra desperte reflexões importantes como estas em toda a sociedade. Diga NÃO ao racismo!

Vamos ao texto dela. Os grifos em negrito são meus, só pra destacar as partes mais absurdas do que ela viveu:

 

“Ninguém é racista, mas aos 5 anos eu fui vítima de racismo sem nem saber do que se tratava. A mãe de uma garotinha (da mesma idade) a tirou de perto de mim na piscina que brincávamos no clube com os dizeres: ‘Não quero você brincando com essa neguinha’.

Ninguém é racista, mas, aos 13, um colega de escola que não ia com minha cara gritou aos berros: ‘Macaca preta!’ Aos 17 eu entrei na faculdade (através do ProUni) e minha vaga era de cotas para negros, já que na ficha de inscrição eu não me enquadrava nas categorias de cores que ali estavam: eu não era branca, nem amarela, nem parda, eu era negra. A faculdade exigiu que eu comprovasse minha cor, se nem na minha certidão de nascimento estava escrito: cor negra. Fui obrigada a escrever uma carta de próprio punho explicando que minha cor era negra e era assim que eu me considerava.

Ninguém é racista, mas aos 18, numa loja de departamentos, a vendedora (branca) me perseguia por achar que eu não tinha condições de comprar nada ali… Aos 25, uma mulher branca deixou de sentar ao meu lado, o único lugar vazio dentro de um ônibus lotado, com aquele olhar de superioridade, e disse em tom de voz baixo: ‘Não gosto de preto’. E, em seguida, sentou-se com medo de encostar em mim…

Ninguém é racista, mas no ano passado eu fui a uma festa (predominante de pessoas brancas) e eu era a única negra do local, quase um evento à parte. Perdi as contas de quantas pessoas ‘elogiaram’ minha cor, meu cabelo. Um rapaz (branco, claro) disse que nunca tinha ficado com uma mulher da minha cor (eu não seria a primeira, com certeza).

Ninguém é racista, mas olha com cara de desprezo quando um negro se aproxima, ou infelizmente com olhar de medo, já que os negros são sempre marginalizados na nossa sociedade…

Ninguém é racista, mas não dá credibilidade quando vê um negro em um cargo que ‘deveria ser de um branco’. Quantas vezes você duvidou da capacidade de um médico, advogado negro? Quantos profissionais dessas áreas, negros, você conhece? Quantos negros trabalhavam na mesma empresa que você?

Ninguém é racista, o Brasil não é racista, mas os números (infelizmente) não mentem, Continuar lendo

Dia da consciência negra, by Angeli – parte 2

No ano passado, neste mesmo feriado, postei esta incrível imagem de Angeli que diz mais que um milhão de palavras:

consciencianegraComplemento, neste ano, com mais algumas do gênio Angeli:

angelicarnaval

Racismo_escravismo_by_Angeli ricos_desigualdade_char02062008E uma do gênio Laerte:

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