Sobre como eu queria saber proteger seu Antonio

Hoje vou sonhar com o seu Antonio. Ele me apareceu todo ensanguentado. Debaixo dos olhos, onde a ruga da olheira se firma depois de certa idade. No nariz. Nos lábios. A manga da blusa rasgada. “Fui espancado.” A informação já despertaria toda a minha compaixão vinda de qualquer pessoa, mas ainda mais daquele senhor frágil,… Continuar lendo Sobre como eu queria saber proteger seu Antonio

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O show do Eric Clapton: na minha cabeça e na vida real.

Quando o Eric Clapton veio ao Brasil pela última vez, em 2001, eu ainda estava no colégio, não tinha um tostão e morava em Minas, sem conhecidos nas cidades da turnê, para me receber. Ou seja, apesar de ter ficado tristíssima por isso, não tive nenhuma condição de ir vê-lo. E já adorava seus principais hits… Continuar lendo O show do Eric Clapton: na minha cabeça e na vida real.

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Fábula da sinceridade (ou: sobre cafés e sorrisos educados)

Um dia, Vovó Paterna foi à casa de uma amiga, visita de praxe. Lá na roça, antigamente, era costume visitar os parentes e amigos com alguma frequência, como já não se faz mais hoje. Era até comum ter um “quarto de hóspedes” na casa, quando a visita vinha de outra cidade. E, ao receber o… Continuar lendo Fábula da sinceridade (ou: sobre cafés e sorrisos educados)

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Comerciais de pasta de dente

Juro pra vocês: faz tempo que quero escrever sobre as propagandas de sabão em pó e, principalmente, de produtos bucais e desinfetantes de privada. Daí vi a ilustração acima e tive que escrever HOJE, tornou-se uma questão inadiável na minha vida. E, na verdade, eu pouco tenho a acrescentar além da piada de fundo da… Continuar lendo Comerciais de pasta de dente

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A noite em que me vi num tiroteio (aleatório e banal, desses que ocorrem todas as noites em São Paulo)

Estou voltando de uma pauta, quase 23h desta quarta-feira, no carro do jornal. Passamos por ruas bonitas do Butantã e dos Jardins, com suas mansões para todos os gostos. Ruas escuras e desertas, em sua maioria. Eis que, na rua Estados Unidos, passam dois sujeitos correndo. — Pum! Sou meio lerda para perceber essas coisas,… Continuar lendo A noite em que me vi num tiroteio (aleatório e banal, desses que ocorrem todas as noites em São Paulo)

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Os deuses (de quando eu tinha 17 anos)

Sentir é pensar com os poros, prazer muito maior que o de meros neurônios Chuva, sol, vento, a natureza se expande em maneiras diversas. O melhor que há é fechar os olhos e abrir os poros, sentir cada manifestação da natureza como se fosse deus ocupando nossa alma por inteiro. Deitar na grama fresca só… Continuar lendo Os deuses (de quando eu tinha 17 anos)

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