— 29 minutos!, exclama, desligando o cronômetro. — O quê, pai? — 29 minutos de banho! É um absurdo! Com o ouvido colado à parede, ele escutava atentamente o barulho da água no encanamento que divide com o apartamento ao lado. Preocupado, telefona ao vizinho do bloco B: — 29 minutos de banho! Cronometrados! — Pois meu… Continuar lendo Os vigilantes da água
Categoria: Crônicas e Contos
Crônicas e contos que às vezes me arrisco a escrever.
As formiguinhas
Antes era até normal. Deixava um pedaço de doce na pia, e as formiguinhas logo apareciam para devorá-lo. Depois de um tempo, não se contentavam mais só com as migalhas esquecidas: começaram a se organizar em batalhões para invadir sacos de pão em lugares remotos. Tínhamos que colocar tudo na geladeira, ou então, bye-bye. E… Continuar lendo As formiguinhas
A província
A fábula abaixo dispensa comentários complementares, porque já traz, por si só, reflexões poderosas a quem a lê. Foi escrita pelo meu amigo e professor Marcelo Soares, premiado jornalista da “Folha de S.Paulo”, que sabe muito sobre tudo. Ele publicou em sua página no Facebook e, com sua autorização, reproduzo o conto aqui no blog. Boa leitura! 😀… Continuar lendo A província
Tem coisa melhor que Natal? :)
Só no Natal eu separo duas horas do meu dia para arrumar meticulosamente tooooodas as gavetas e armários da casa. E adoro fazer isso! Ligo o som, tiro tudo do lugar e coloco tudo de volta, organizadinho. Depois dá um prazer danado de ter tudo em ordem por alguns meses, até se bagunçar de novo.… Continuar lendo Tem coisa melhor que Natal? 🙂
O interfone
20h10, quinta-feira. Estou em casa. Toca o interfone. “Uai, quem pode ser uma hora dessas?”, pergunto a mim mesma, num automonólogo. “Será que estou esperando alguém?”, repasso as possibilidades na cabeça. “Será alguma ONG? Pedido de pão velho?” Toca a segunda vez. Não deve ser nenhuma campanha. “Ah, vou fingir que não estou em casa.… Continuar lendo O interfone
O anarquista que enxerga
O anarquista, que votará nulo (questão de princípios, como gosta de dizer), faz sinal para o táxi. Estava atrasado demais para esperar pelo ônibus. Logo que entra, o taxista dispara: “E aí, vai votar em quem?”. Dá de ombros, enquanto o taxista começa a vomitar um borbulhão de informações que tinha lido no jornal gratuito… Continuar lendo O anarquista que enxerga