Acordei hoje, no meio de um sonho bizarro que ficou sem fim, com aquele despertador cuja música já não aguento mais ouvir — e estava tudo escuro. Uai, horário de verão? Nada, já estamos em abril, lembrei. E já eram 7h10. Fui à janela da sala, onde bate mais luz. Eca, a mesma coisa. Aquela… Continuar lendo Por que aqui é Terra Cinza
Autor: Cristina Moreno de Castro (kikacastro)
Mineira de Beagá, escritora, jornalista (passagem por Folha de S.Paulo, g1, TV Globo, O Tempo etc), blogueira há mais de 20 anos, amante dos livros, cinéfila, blueseira, atleticana, politizada, otimista, aprendendo desde 2015 a ser a melhor mãe do mundo para o Luiz. Autora dos livros A Vaga é Sua (Publifolha, 2010) e (Con)vivências (edição de autor, 2025). Antirracista e antifascista.
Elefantes com o bumbum pra porta
Outro dia minha mãe, que é muito antenada com novas modas, deixou escapar que estava querendo comprar um elefante indiano, de decoração, para colocar na mesa da sala, com o traseiro voltado para a porta. Diz que atrai fortuna (só não sei por que o bumbum tem que estar posicionado assim). No aniversário dela, eu… Continuar lendo Elefantes com o bumbum pra porta
A cadeira cor de imbuia
Hoje eu estava saindo de casa quando vi uma enorme caixa de papelão deitada no corredor. A própria presença desta caixa, embrulhada como se fosse um depósito de lixo, já me pareceu meio insólita. Mas toda a minha curiosidade migrou de lugar no mesmo momento em que vi escrito: cadeira-da-marca-tal e, abaixo, uma lista de… Continuar lendo A cadeira cor de imbuia
Um filme pra ver na TV, um para ver em DVD e outro pra ver no cinema
Vai passar agora “O Solista“, às 20h, no Universal Channel. Vi esse filme no cinema, sem esperar nada, sem nem saber a sinopse (adoro fazer isso) e fiquei encantada. Também, é difícil um filme com Jamie Foxx e Robert Downey Jr dar errado, né? Já escrevi sobre ele para o Novo em Folha. Vou rever… Continuar lendo Um filme pra ver na TV, um para ver em DVD e outro pra ver no cinema
A noite em que conheci Washington
Cruzei com Washington nesta noite, numa esquina deserta e escura, enquanto ele fuxicava nos sacos de lixo do poste e eu andava com meus passos rápidos de sempre, olhando para o chão. — Tia, me dá um trocado? Me virei e olhei bem para ele. Esmirradinho, bem magro, pele negra, cabelo já precisando de um… Continuar lendo A noite em que conheci Washington
O fim do mundo e a menina de 14 anos
Já contei duas vezes aqui histórias que ouvi de taxistas falantes. Muito boas. Hoje ouvi mais uma, bem triste. Disse ele: — Outro dia estava com uma passageira que me mostrou a foto da filha dela. Tinha 14 anos de idade. Ela estava triste, disse que sem dormir há vários dias, porque não via a… Continuar lendo O fim do mundo e a menina de 14 anos