
Desta vez, ao contrário do outro único post que escrevi para a pastinha “bares e restaurantes”, o lugar não é badaladíssimo. Pelo contrário, suspeito que seja desconhecido do grande público, mesmo já estando de pé há respeitáveis 63 anos.
Chama-se Cantina DaGiovanni e fica numa ruinha chamada Basílio da Gama (nr. 113), bem perto da Praça da República, centro de São Paulo.
Ele é cercado por outros restaurantes grandes e famosos, como o Almanara, e esconde-se atrás de uma portinha estreita, como a da cantina Capuano, no Bixiga, que já adoro e sobre a qual um dia vou escrever aqui.
Lá dentro, no almoço em dia de feriado, não faltavam mesas. Nada de fila. O ambiente é pequeno, lembra um corredor mais largo, com as paredes forradas de fotos da Itália. Cantina mesmo, muito aconchegante.
Vários garçons, eficientes e solícitos, nos atendiam para anotar os pedidos de bebidas, servir a salada, o couvert, distribuir os cardápios e guardanapos de colo.
Pedimos para desligar a TV bem em cima da mesa, e fomos atendidos. Passamos a ouvir, vindo da rua, o som de uma roda de violão do bar ao lado, com direito a “encosta sua cabecinha no meu ombro e chora” e outras sertanejas duvidosas.
Logo na primeira página do cardápio, somos avisados de que existe um sistema de “combo” na casa, com cerca de dez opções de pratos do dia, que você pode escolher, por R$ 27,90. Detalhe: nesse preço está incluído, além do prato principal, a salada, o couvert (com pão italiano à vontade) e a sobremesa.
Quem quiser outros pratos (quando fui, as opções variavam de peixe, ravioli, feijoada light, espaguete com filé e outras que não me lembro mais), pode pagar quantias que, de cabeça, lembro variarem entre R$ 25 e R$ 55.
Pedi o ravioli de mussarela de búfala com molho de tomate fresco acompanhado de um filé de frango grelhado com molho de funghi — tudo isso no esquema do “combo”.
Como já adverti no outro post, não sou nenhuma expert em gastronomia e nem ouso falar se estava bem ou mal temperado, bem ou mal passado, na textura certa etc. Só sei que estava tudo delicioso, o frango era imenso, o molho tinha gosto, o ravioli tinha um recheio fartíssimo de queijo e o garçom ainda trouxe uma cumbuca gigante de queijo ralado, que deu e sobrou para todo mundo que quis pôr no prato.
Depois de comer isso tudo, a salada e mil pães italianos, ainda ousei pedir a sobremesa do pacote (opções: goiabada com queijo, salada de frutas, abacate ou sorvete de creme — nem preciso dizer que fiquei com o último, e achei um defeito no lugar, que não tinha calda de chocolate).
Sem as bebidas, esse banquete saiu a R$ 27,90, não custa repetir. E eis minha nota subjetivíssima:
**** (muito bom)
$$ (de R$ 25 a R$ 40 por pessoa)





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