Negro ou branco: quem morre mais?

Volto ao meu tema predileto: o racismo que existe no Brasil. Quanto mais falarmos dele, melhor ele será combatido… (Cliquem nas tags ao fim do post para ler outros textos a respeito).

Hoje saiu a seguinte notinha na Folha:

“Homicídio cresce entre população negra

Embora a renda da população negra venha avançando nos últimos anos, indicadores sociais ainda mostram um abismo na situação de vida em comparação com a parcela de pessoas brancas.

Enquanto os homicídios de homens brancos vêm caindo ao longo dos últimos anos, entre negros e pardos ocorre o inverso, segundo a nova versão do Relatório Anual das Desigualdades Sociais, divulgado ontem pela UFRJ.

Em 2001, homens pretos ou pardos representavam 53,5% do total e os brancos, 38,5%. Já em 2007, do total de homicídios registrados, 64,09% eram de negros, e a proporção de brancos recuou para 29,24%.”

Me interessou mais baixar todo o estudo da UFRJ e passar um pente-fino nele. Vocês podem fazer o mesmo CLICANDO AQUI.

Lá vão ver a desigualdade estampada também no acesso à educação, na participação no mercado de trabalho, no abastecimento de água, no rendimento médio familiar etc.

Um dos dados mais impressionantes diz que a população negra trabalha menos com carteira assinada e ganha quase metade (R$ 586,26) do que os brancos ganham em média (R$ 1.164).

Enfim, é um estudo para se debruçar com bastante atenção. Ainda renderá outros posts mais detalhados…

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4 comentários sobre “Negro ou branco: quem morre mais?

  1. Eu já comentei aqui sobre a desigualdade evidente que encontramos em Salvador, a capital com maior quantidade de negros no Brasil – há quem diga em 80% da população sendo afro-descendente.

    Por aqui, só não enxerga quem não quer toda essa disparidade, mesmo que tenha acontecido avanços em algumas questões raciais.

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  2. Cris, infelizmente no Brasil o mito da democracia racial faz com que o racismo manifeste-se sem demonstrar sua rigidez, como diz Munanga kabengele, ele não aparece à luz, é ambíguo, meloso, pegajoso, mas altamente eficiente em seus objetivos.
    No mercado de trabalho é onde melhor se verifica a discriminação racial, pois embora o desemprego na últimas décadas tenha atingido todos os segmentos populacionais, a população negra, mesmo com nivel educacional mais elevado continua na procura por colocação ou nos empregos ditos como inferiores, como o emprego doméstico.

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