Plásticos

Ontem fui comprar um presente para uma amiga, em uma loja de Beagá. O atendente embrulhou direitinho num papel de presente e me estendeu o pacote. Lembrando do sol e que eu teria que ir carregando até lá em casa e que meus dedos suariam e eu ia acabar estragando o presente, fiz a pergunta básica: tem uma sacolinha?

– Não – foi a resposta simples em uníssono dos dois balconistas.

– Não? – Me surpeendi.

– É que agora é proibido, né…

Daí lembrei que meus pais me disseram que Beagá aprovou uma lei proibindo sacolas plásticas em todos os lugares, a menos que biodegradáveis. Diz a prefeitura que é a primeira lei do gênero aprovada em uma capital brasileira.

O pessoal está, realmente, tentando se adaptar. É sacolinha biodegradável no sacolão, caixas de papelão para levar as compras do supermercado, dedos suados carregando os embrulhinhos de presente da vida.

A boa notícia, resto do Brasil: o mundo não acabou por aqui. Resta ver o impacto dessa medida no bolso do povo, na receita do dono da fábrica de plástico biodegradável (teria ele doado para muitas campanhas políticas?) e, a longo prazo, no planeta.

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