Aécio, em grego, significa “ave de rapina”. Aquela de visão de longo alcance, como as águias.
O nome convém.
Aécio Neves está no Senado. Serra não está em lugar algum.
Aécio Neves está progredindo na carreira política. Serra está sendo cotado para prefeito de São Paulo — e olhe lá.
É nesse cenário que Aécio Neves surge para fazer um discurso que, com todas as intervenções, dura cinco horas.
Tem os holofotes sobre si. Tem a atenção da mídia. Tem a atenção de seus adversários políticos. É alçado, inclusive por eles, à categoria de “líder da oposição”.
E tudo isso com um discurso vazio, que não acrescentou nada a lugar algum. Vejam por vocês mesmos.
Neste país, quem tem boa assessoria de marketing, de imprensa e de comunicação, tem tudo. Se ainda calha de ser neto do Tancredo Neves, que entrou para o imaginário popular como um grande democrático só por ter morrido nas condições em que morreu, aí tem tudo e muito mais. Tem futuro. tem poder. Vira “líder”. Acompanhemos de perto — e de olhos bem abertos.





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