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Roda D’água e uma memória afetiva de mais de 50 anos

Desde que eu me entendo por gente frequento o restaurante Roda D’água.

Ali já teve churrascaria a la carte, rodízio de churrasco, self-service, já teve dois restaurantes diferentes no mesmo espaço, já foi só lanchonete (duros tempos de excesso de concorrência na rodovia 262), já ficou aberto 24 horas por dia, já foi de tudo um pouco.

Mas sempre manteve-se como um espaço verde agradável, cheio de flores, para reunir a família.

Antigamente, uma ponte tortuosa ligando duas centenárias mangueiras era a diversão favorita da criançada. “A ponte do rio que cai”, com a diferença que, se a gente caísse, iríamos nos esborrachar no chão. Mas eu adorava passar pela pontezinha correndo, até ela ter sido interditada e retirada, sabe-se lá por quê. As crianças de hoje são superprotegidas…

A área do Roda D’água também comporta uma fazenda (fechada para o público), floricultura, um posto de gasolina e a fonte que produz água mineral natural há mais de 50 anos.

A patrona do local é dona Olga Ullmann, cuja foto ilustra um painel, cheio de flores, na parede do restaurante. Sua família dá continuidade aos negócios hoje.

Para vocês, que não devem ter tantas recordações e tanta memória afetiva ligadas àquele lugar, o que interessa são as coisas de sempre: atendimento, qualidade da comida, preço. Pois bem, a garçonete que nos atende é a mesma há 15 anos e nos conhece pelo nome. A comida é aquela típica caseira, sem grandes invencionices mas muito gostosa. E hoje estão funcionando no esquema de prato executivo, a R$ 14,90 por pessoa, com direito a vários acompanhamentos.

Independente de tudo isso, o que mais importa é a beleza do lugar e aquela roda d’água gigante, que nunca, nunca, nunca para de girar…

Vejam algumas fotos que fiz neste fim de semana com minha câmera de celular:

Fachada do Roda D’água. Fotos: CMC. Clique para ver em tamanho real.

Detalhe da fonte aberta ao público, com água mineral.
A roda d’água.
A lanchonete, na parte da frente do Roda D´água, que antes funcionava 24 horas por dia.

Essa escada antes dava para um segundo restaurante do Roda D’água, hoje fechado. Acho que a área ainda é usada como salão de festas alugado para ocasiões especiais.
O restaurante.
Também dá para comer no jardim, todo florido.

Fundos do Roda. Essa mangueira gigante segurava, antigamente, a ponte que era alegria da criançada.

O Roda D’água fica na BR-262, km 382, em Juatuba, MG. É caminho de Pará de Minas, por exemplo.

***** (ótimo)

$ (até R$ 25 por pessoa)

Cristina Moreno de Castro Ver tudo

Mineira de Beagá, jornalista, blogueira, poeta, blueseira, atleticana, otimista, aprendendo a ser mãe. Redes: www.facebook.com/blogdakikacastro, twitter.com/kikacastro www.goodreads.com/kikacastro. Mais blog: http://www.otempo.com.br/blogs/19.180341 e http://www.brasilpost.com.br/cristina-moreno-de-castro

8 comentários em “Roda D’água e uma memória afetiva de mais de 50 anos Deixe um comentário

  1. Boa lembrança, Cris. Essa memória afetiva deve ser a minha, pois você tem a metade desse tempo aí do título. Eu conheço o Roda D’Água desde 1963, quando me mudei para Belo Horizonte. Lá era ponto de parada do ônibus. Hoje não é mais, o que é bom para os frequentadores habituais como nós. Dona Olga, a antiga proprietária, antes de se casar com um austríaco endinheirado e passar a administrar seu restaurante enquanto o marido cuidava da fazenda Roda D’Água, foi professora da famosa Fazenda do Rosário, uma escola para crianças bem-dotadas criada pela psicóloga russa Helena Antipoff. Ela deixou marcas na educação mineira [http://www.fundacaohantipoff.mg.gov.br/]. A irmã mais velha de meu pai, professora Maria Angélica, trabalhou com dona Helena na Secretaria da Educação de Minas na década de 1940 e depois fundou seu próprio colégio no Oeste de Minas. Continuaram amigas até a morte. De fato, este restaurante passou por muitas transformações, mas sempre continuou oferecendo um ambiente agradável e boa comida.

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  2. Conheço muito bem a Dª Olga desda Fazenda do Rosário em Ibirité-MG onde trabalhou, uma excelente persona, hoje muito tempo sem a vê-la, seu restaurante então uma maravilha. Saudades muitas.

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  3. Tenho ótimas lembranças do local. Meu falecido pai, José Baptista de Castro, me levava lá, na infância, com frequencia. Cheguei inclusive a nadar naquela piscina com queda d’água que ficava (não sei se a mesma ainda existe) perto da “ponte do rio que cai” das árvores. Senti vontade de que esses tempos voltassem agora. Época em que morávamos em Juatuba bem após a aposentadoria dele, que foi Laboratorista do DER. Íamos até lá “passeando” na saudosa Viação Santa Maria. Fiz ele pagar a minha passagem quando eu havia acabado de completar 6 anos, pois o cobrador acostumado com a gente não sabia que eu não tinha mais 5 anos… esse eram os tempos. O ar ainda era “respirável”. Os princípios, respeito e conceito de família ainda prevaleciam. Saudades eternas. Ainda ei de levar minha esposa e filhos lá.

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