Madrugada inteira dentro de um porão

3h48 – Insônia é um porão de pensamentos que se repetem infindavelmente, fedorento, claro demais, infestado de ratazanas gordas e peludas que não param de algazarrar, e de fantasmas obscuros dos passados e dos futuros. Um porão cheio de espelhos distorcidos, alto-falantes histéricos, fumaças e cores e brilhos. Tudo orquestrado para a finalidade de confundir e exaurir, até que a casa inteira desabe, porão adentro, poeira afora.

Em outras palavras, insônia sucks.

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3h53 – Apelo para um Dramin, porque amanhã tenho coisa demais pra fazer (= causa da insônia?) e não posso me dar ao luxo de não dormir. Oh, wait: amanhã tenho coisa demais pra fazer e o Dramin vai me tornar um zumbi semi-inútil. Aiai.

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4h07 – Passarinhos? Já?!

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4h58 – Desisto. Dramin vagabundo. Luzes. Computador. Derramo um texto inteiro da xícara cerebral como última tentativa de desligar o interruptor da minha massa cinzenta.

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5h09 – Do que as pessoas reclamam, com tanto ônibus em circulação a esta hora? Cidade de primeiríssimo mundo, isto sim. Vrrrruuuuuuumm…!

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To be continued… Prevendo o início da obra do prédio de trás (britadeiras) e da frente (marretadas) a partir das 6h. (Mas vou dar um último voto de confiança pra minha cama.)

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