12 rimas para amora

Tem coisa melhor que puxar um galho bem alto e, segurando com força, comer toda e qualquer amora pretinha que vir pela frente?

Fotos: CMC

— Me deixa mais, ela implora.

— Vamos que já está na hora.

— Você sabe que ela adora.

— Logo põe tudo pra fora.

— Está na hora de ir embora.

— Vamos, não me ignora.

— Só mais um pouco, ela chora.

— Come tanto que se escora.

— Fala assim e ela cora.

— Esta na hora de ir agora!

— Assim você a apavora.

— Deixe-me com minha amora!

— Ora…!

😀

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Pão de queijo da roça

Passamos pelo Sertaneja para comprar queijo minas canastra, para eu levar aos colegas paulistanos, para quem tento ensinar o que é queijo minas de verdade (eles insistem em chamar aquela coisa branquela e aguada, sem gosto de nada, de “queijo minas”).

O vendedor e dono da lojinha, bem-humorado, falou:

— Aqui você compra um queijo e ganha de brinde um carregador de celular universal.

E estendeu a sacola:

— Viram só? Com esta sacola vocês carregam todos os tipos de celular para onde quiserem.

Um traquinas.

Vimos o pão de queijo assando no forno, feito com legítimo queijo canastra, e não resisti.

— Dois pães e queijo e dois cafés, por favor.

— O pão de queijo é R$ 2,50, mas o café é cortesia da casa.

Quando chegou, maravilhoso, quentinho e com gosto de queijo de verdade, o dono falou:

— Se não gostarem do pão de queijo, não pagam. — E completou: — Mas se não gostarem do café, pagam.

Pedi a receita:

— Eu te passo a receita numa boa, se você trouxer a receita da Coca Cola pra mim.

Meu pai viu o retrato de uma senhorinha na placa que dizia “Pão de Queijo da Roça”. Quem era a artista?

E ele contou toda a história:

— Minha avó. Eu morava há 18 anos numa fazenda aqui em Juatuba. Quando minha mãe morreu, encontrei um livro de receitas, onde li: “receita de pão de queijo da Vó Veva”, a vó Genoveva. Comecei a fazer, elogiaram muito, aí resolvi abrir uma lojinha pra vender lá em Belo Horizonte. Logo não cabia mais, tive que ampliar a fábrica, tamanha era a demanda. Em pouco tempo, vendíamos para 64 lanchonetes. A gente entregava em todas elas, com o trânsito de Beagá, percorríamos 200 km por dia. Aí resolvi deixar para minha ex-mulher e meus filhos e voltei para Juatuba.

Um empreendedor traquinas.

Ele vende também os congelados que vendia em Belo Horizonte. Uma bandeja com oito pães de queijo gigantes, R$ 6. Uma com 30 pães de queijo coquetel, R$ 10. Levamos a que tinha 30.

Um dia vou aprender a fazer um pão de queijo assim e também viver à margem do rio Paraopeba, da renda das minhas iguarias 😉

Quem quiser conhecer um pão de queijo de verdade, pode comprar lá também. A fábrica de Beagá fica na rua dos Guajajaras, 739, no centro (31-3072-2121). A do Sertaneja, fica em Betim, na rodovia Fernão Dias, sentido São Paulo, logo antes de virar para a BR-262 (31-8318-8484).